segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Da Linguagem


Neste momento, penso se já não esgotei todas as possibilidades de expressar o meu Amor. Mas na verdade o que sinto é que estou longe de esgotar minhas possibilidades. Um ponto que explicita esta questão é o fato de a linguagem ser infinita. Posso me expressar de maneiras infinitamente dinâmicas e flexíveis.
Santo Agostinho e seu filho Adeodato debateram sobre a questão da linguagem na obra "De Magistro (do Mestre)". E nesta obra, Adeodato e seu pai se questionam e propõem soluções para explicar a essência da linguagem.
É possível conhecer o objeto "falado" através da palavra que o designa? Posso eu conhecer todas as coisas "somente" pela linguagem falada?
As únicas funções da linguagem, segundo Santo Agostinho, é para ensinar ou aprender.
Pensando nisso, posso eu aprender a ensinar algo sem a linguagem como auxiliar no processo?
Não, não é possível. Ensinar é algo que só se aprende fazendo. Assim como "falar". Só se aprende a falar "falando". Não há palavras para ensinar alguém a falar a não ser falar para aprender a falar.
Tá bom, já fui um pouquinho longe com a filosofia. Então, voltando ao meu Amor, gostaria de comentar que a linguagem é formidável para a expressão de nossas almas.
Posso dizer coisas aqui que tem funções infinitas. Posso escrever como quem quer colher um sorriso, ou lágrimas, ou gargalhadas, ou a própria ira e o ódio.
E porque comento sobre a linguagem?
Porque ela é a única maneira de este Blog falar. Ou melhor, é por ela que este Blog cria asas para voar. Não me é possível fazer outra coisa (aqui) que não "falar" - ainda que de maneira "escrita".
E por ser a fala a única maneira de me expressar "aqui", tenho de lamentar por ela não se perfeita.
Por que não?
Ora, se a fala fosse perfeita não haveria tantos problemas de linguagem e discórdias linguísticas por ai. Mas só para enxugar, digo que não é possível expressar TUDO o que sinto SÓ com palavras. É preciso estar perto de quem se ama (no caso de minhas declarações de amor). É preciso mais que palavras - more than words ¬¬ (he he he).
As palavras só tem UMA função significativa = a de significar as coisas que não podemos fazer na prática ou que queremos materializar num momento em que não é possível, ou quando o que está dentro de nós não pode sair de forma física.
Se eu digo EU TE AMO, isso prova que estou manifestando algo de dentro para fora. E este enunciado significa algo abstrato, mas que num beijo carinhosamente apaixonado encontra o que as benditas três palavrinhas dizem.
Se eu digo "quero um beijo teu", significa que o que estou pedindo é uma ação concreta, não uma palavra, não linguagem. Só usei a linguagem para pedir. Mas o beijo é o objeto do "quero um beijo seu". Então, sendo assim, como posso dizer certas coisas aqui?
Como dizer que te amo?
Se eu ficar a dizer isto...
Vou dizer até quando?
Tem um prazo?
Há adjetivos para engrandecer esta frase?
Há figuras de linguagem intensificadoras de significado?
Há construções frasais mais elaboradas ou profundamente mais tocantes que Eu Te Amo?
Se a linguagem fosse perfeita, creio que não estaria nem fazendo estas perguntas!
A verdade é que os anjos não usam palavras para se comunicar. Porque aquilo de que precisam para executar os planos de Deus não carece de signos, mas simplesmente do significado divino das ações e objetivos.
Se meu olhar te diz o que você já entende, sem precisar de eu dizer algo mais, então as palavras se mostram desnecessárias e supérfluas. O que, em verdade, é a realidade no final das contas.

Mas se fosse para dar um tema para esta postagem, o que eu diria?
Linguagem do amor?
Função da linguagem?
Para quê as palavras?
Como dizer eu te amo diferentemente?
AHAHaUhaUAHuaH...
Ai ai...
Cada coisa...
É cada pensamento que a gente tem!
Sabe, a única coisa divertida deste Blog é poder brincar com as palavras. Mas COMO eu gostaria de fazer algumas delas desnecessárias - pelo simples fato de conseguir executar aquilo que por imperfeição minha tenho de apenas "dizer ou escrever".

Sonhos de Amor

Nós somos duas pessoas que se entendem biologica e psicologicamente. Possuímos a química necessária para poder dizer que queremos nos unir em matrimônio. Somos simpáticos, um ao outro, percebemos a idiossincrasia um do outro, e assim nos amamos.
Sei que uma Lua de Mel entre este tipo de casal vinga em paixão e êxtase. Pois é absoluto o poder do Amor que os une. Não é uma suposição. Não é uma hipótese amorosa.
Nosso Amor é romance, não crônica ou conto. Crônica é curta e fala do mundanamente efêmero. Conto também é curto e possui um único desfecho.
Nosso Amor é mais que isso. É romance. É complexo. É simples. Possui várias tramas e desfechos. Possui até fãn-clubes.
Nós pegamos fogo quando juntos. Incendiamos o coração um do outro, se num profundo e apaixonado beijo. Mordemos nossas mãos em sinal de intimidade. E assim caminhamos buscando o horizonte de nossos sonhos de Amor.