domingo, 6 de novembro de 2011

Diário de Bordo - 06/11/2011

Por conta dos múltiplos afazeres dos últimos meses (quarto ano de Letras é DOSE!) tenho estado constantemente aflito, ansioso, atribulado, estressado...
Meus amigos já não me vêem mais, meus parentes já não me encontram nem no MSN, e minha namorada deve estar muito triste com minha falta de expressão e tato por parte de nosso namoro.
Mas tudo tem lá a sua razão de ser. E sei que muitos entendem (outros não). O ponto que me preocupa é causar aflição em quem me ama. E isso dói mais que tudo.
Não deveríamos ser assim. Gostaria eu de ser perfeito. E de amar as pessoas como Jesus o fez (e o faz para sempre). Mas sou um miserável pecador. Cheio de imperfeição.
E minha maior imperfeição está na complicação em administrar minha própria existência. Isso é complexo, mas não consigo sair do sufoco no qual sempre me encontro submergido. Por mais que tente, que reze, que medite (ou tente), ainda assim continuo a decepcionar as pessoas (quando não a mim mesmo).
Espero que o Senhor tenha piedade de minha pobre condição de pecador, e conceda-me a Graça magnífica de me recuperar das dívidas que andei deixando nos últimos dias e semanas (quando não meses e anos).
Rezo para que eu consiga ser aquilo que Deus quer de mim. E que, especificamente, eu consiga dar de mim o que minha namorada mais precisar para ser feliz a dois.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Explanaçãozinha de Amor

Meu amor
Como posso me expressar
Se com palavras não há sentido
Que explane a Verdade do que sinto
A necessidade que tenho de ti
Para cada vez mais alto chegar
Te amo como o Azul do Céu ama o Azul do Mar!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Uma vez que



Uma vez findada a missão
Dos requisitos alcançar
Para casar, e com unção,
Com um bom emprego e um lar...

Uma vez achado o Amor,
Que tanto tempo procurado
Foi, e agora estando junto
Para sempre ser lado-a-lado

Uma vez que tão entregues
À oração naquele altar,
De soberba despojados,
Pedindo apenas por um par...

Viva a vida que alcançamos
Viva àquele que nos uniu!
Viva ao Dom que alimentamos¹...
Viva à Virgem que sorriu!



¹

domingo, 9 de outubro de 2011

Nós

Da Beleza és exemplar,
Da sutileza és modelo
De Deus és o Amor
Em minha vida
Em meu viver...
Das rosas és a mais pura
Mais bela dos campos silvestres
Pois que agora, cá em plena sintonia divina
Ele reinará...
Em nós!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

The World has Changed... Has not he?

O mundo mudou!
Será que você pode sentir isso!?
Será que percebe...
Nova Era...
Novos valores...
Tudo novo...
E o mal, denovo, no poder!
O mundo mudou!
Para a melhor é que não foi!
Agora é "homem-com-homem
Mulher-com-mulher...
Faca sem ponta e galinha sem pé!
"

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pequeno agradecimento

"No mais verdejante prado
Da Terra, vi uma rosa
Dançando ao sabor do Vento,
Tão linda e tão formosa
"

Hoje encontrei o Amor de Deus em meu par de dança. E aqui, nestas prateleiras virtuais, coloco meus agradecimentos (a Deus e a ti) em nome de tudo o que já se passou até o presente.
Somos frutos da oração, da penitência e do Amor divino. E, por isso, queremos dar o testemunho vivo da Palavra e da vida Eterna que nos aguarda alcançá-la.

Salve Maria! meu amor..
Somos nós, os guerreiros, os arautos marianos!
Levemos nosso amor, junto de Deus, a causa dos inocentes, em nome da poesia da vida!♥

sábado, 10 de setembro de 2011

Minha Musa

Ah! musa do meu coração
Princesa que em minha vida o Senhor colocou
Agora não mais temo
Da solidão a companhia
Contigo estou...
Contigo vou!
Somos agora mais que mil
Somo UM!

Há tempos que cá não já não escrevia
Mas cá volto para dizer-te
Que te amo como a Lua ama o Astro Rei
Sol do qual a luz reflete em nós!

Sê comigo um par perfeito:
Em Deus e por Ele!
Dá-me do teu beijo o Amor
E do teu corpo o calor
Sê comigo o que a bainha é da espada:
Abrigo!

Amo-te!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Diário de Bordo

Olá! Hoje gostaria de comentar sobre alguns episódios ocorridos nos últimos dias. Neste final de semana, por exemplo, participei (junto de minha namorada) dum encontro para formação de canto litúrgico da Dioscese. Lá pudemos compreender, finalmente, o que cantar, como cantar, e o que NÃO CANTAR numa Santa Missa!
Olha, é muito difícil, se você quer seguir as coisas certas, encontrar muitas pessoas com ideais semelhantes aos teus. Falo no sentido de você querer seguir a Verdade, e não meramente opiniões próprias.
Neste mundo conturbado, relativista e antropoteísta em que vivemos, até mesmo DENTRO das paróquias podemos encontrar vestígios do mundo paganizado, banalizado, profanado.
Veja o caso da Sagrada Liturgia, por exemplo. Basta uma curta visita a um ensaio de qualquer ministério de canto para perceber do que estou falando.
Cantores, cantoras, violonistas, Tecladistas e etc., não parecem dar a mínima para o que "deve" conter uma música para a santa celebração Eucarística. Escolhem cantos que "agradam" os próprios ouvidos, quando deveriam estar preocupados em agradar aos santos ouvidos de Deus!
A Liturgia, conforme meditamos no encontro (com a Ir. Miriam T. Kolling), é o parâmetro de uma celebração eucarística. É 'através' dela que o culto divino se efetua de modo santo e santificador. Você não tem de criar uma nova liturgia, ou sequer rezar para que o Espírito Santo promova uma música para determinada celebração. A Igreja é muito mais sábia do que se imagina. Ela já meditou a melhor maneira de celebrar (e para isto conta com equipes de sacerdotes e teólogos de alto gabarito)um culto divino.
Quem somos nós para afirmarmos que um canto não litúrgico pode, 'quiçá', tocar mais uma pessoa que um não litúrgico?!
O que toca uma pessoa não é (ou não deveria ser) o sentimentalismo que uma canção pode provocar no espírito. Mas a autenticidade, a fidedignidade e fidelidade ao Evangelho contida na 'Letra'. Isso, SIM, toca!!!
Em suma, aprendemos que a melhor e mais bela missa, e litúrgica, é aquela em que desaparecemos completamente e aparece CRISTO (completamente) - já o dizia o apóstolo, 'que eu diminua, e Ele cresça'.

Bom, falando agora sobre namoro. Estive pensando o quanto é bom encontrar uma pessoa que 'reza'. Sim. Pois quem reza não é enganado, diz a Palavra. Aliás, não tenho como expressar o quanto estou agraciado por Deus. Ele me concedeu namorar uma pessoa maravilhosa. Alguém que busca a santidade - conforme pedi 'especificadamente' em oração.
Nós conversamos o tempo todo, sobre todo tipo de assunto. E o melhor: nossos assuntos são excepcionalmente espirituais. O que poderia ser melhor? Não é a nossa salvação a prioridade neste mundo louco?
Enfim, agora é só deixar Deus agir, conforme nossa entrega a Ele, e que eu consiga atender ao coração de minha amada, de acordo com a Vontade do Pai.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Meu Amor - a New Life!!!



Meu Amor é como a rosa
Que balança num Jardim
Nós vivemos um romance
Amo ela e ela a mim!

Gosto tanto do seu toque
Seu sorriso e sua voz
Gosto quando paro e penso
Que o Amor chegou a nós!

Meu Amor é como o lírio
Que o campo verde enfeita
Ela é doce, é pura é meiga
Para mim é tão perfeita!



quinta-feira, 28 de julho de 2011

New Lovely Life

Após várias tentativas na busca duma vida amorosa perfeita, descobri que somente ao entregar inteiramente a Deus é que esta vida pode acontecer. E agora percebo que, ao recebê-la do Pai Celeste, o romance santo é muito mais do que pensamos ser. Tudo muda perante a visão mundana que tínhamos antes de reconhecer a maneira santa de se namorar. E digo 'visão mundana' aqui no sentido de separar e contrastar os valores para com os componentes de uma vida amorosa cotidiana que a maioria dá para seus relacionamentos (matrimoniais ou não).
Agora estou dentro do plano de Deus. E apesar de ainda não ser santo como almejo, já posso sentir o gostinho de ser atendido pelo Pai. E, se querem uma dica, é TREMENDO. Pois agora tenho um 'débito automático' para pagar, digamos assim. O Pai quer filhos fiéis, obedientes e sinceros no cumprimento da Lei. E por ter pedido alguém que me ajudasse na santificação de minha alma e da dela, o Senhor rapidamente concedeu-me a Graça de encontrá-la no mesmo dia em que fiz o pedido. Disso posso inferir que não importa o que se peça a Deus, contanto que seja para a Salvação de nossas (ou de outrem) almas.
Cá não me estendo além do necessário para comunicar, irmãos, que a vida é assim:
Deus é Pai, e dá o Peixe, o Pão, e o Leite necessários à nossa vida (Eterna).
Não peça nada fora deste contexto espiritual, porque, caso o Pai atendesse, o presenteado iria parar nas chamas infernais (coisa que o Pai jamais deseja para Seus filhos amados) - entenderam?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

26 de julho de 2011


Joelhos ao chão
Diante do Altar...
Olhos atentos o Santíssimo a fitar
Eu e Você lá nos consagramos
E pusemos nossos corações diante do Pai
Mostrando retas intenções
Orações...

Nova etapa em nossas vidas há agora
Novos rumos para a dois sempre seguir
Adeus à solidão, olá à doce companhia
...E...
De agora em diante...

Que vença o Amor em nós!

sábado, 23 de julho de 2011

Citando Bento XVI

A verdade é que o próprio Concílio não definiu nenhum dogma e conscientemente quis expressar-se em um nível muito mais modesto, meramente como Concílio pastoral; entretanto, muitos o interpretam como se ele fosse o super dogma que tira a importância de todos os demais Concílios.”(Cardeal Joseph Ratzinger, Alocução aos Bispos do Chile, em 13 de Julho de 1988, in Comunhão Libertação, Cl, año IV, Nº 24, 1988, p. 56. Destaques da Montfort).


Acho que depois desta citação já não será necessária nenhuma outra explanção a respeito da atual rixa entre católicos modernistas e tradicionais.
O que muito me agrada (pois que me agrado na Verdade) é o fato de poder contar com um Pastor tão prudente e amigo da Verdade como o é Bento XVI. Sim, pois este atual Papa, só neste trecho citado acima, demonstrou que está a favor da Igreja de sempre, aquela que formou santos e santas de Deus. E com estes quero também estar no Céu.
A única coisa que me entristece é saber que a grande maioria dos católicos ao meu redor são simpatizantes do modernismo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Reflexão

Sei que todo caminho que puder ser utilizado para explicar o cosmos será infinitamente imperfeito diante da Verdade que habita Tua essência intelectiva. Sim, Oh! Senhor! Assim o quiseste para todo sempre.
Nem mesmo a um anjo do céu revelaste as estruturas profundíssimas do comportamento das coisas que existem (no céu e na Terra). Nem mesmo ao Filho revelaste a grande Hora da consumação dos tempos. A ninguém revelaste Tua essência. Assim penso eu por enquanto.
Talvez os santos (ou alguns deles) tenham podido tocar a grande Essência por alguns segundos (que diante de Ti se transformam em Eternidade), mas por enquanto não consigo imaginar como poderia "saber" as coisas como Tu as sabes. Somente a Tua Mente pode pensar com Palavras inexprimíveis à língua humana.
Tudo o que se diz...
Tudo o que se simboliza...
Tudo o que se imagina...
É finito!
É imperfeito!
Diante do Perfeito Ser (o único Ser autêntico)...
Nada se compara...
Nada se traduz...
Nada!
Somente Um leva ao infinito...
Iesus!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Alma

Janelas abertas para o mundo
O Sol penetra sorrateiro ao sabor da Aurora
Mas ao Meio-Dia invade tudo sem pudor!
A Lua, somente a Lua é Serena...
Oh! Lua... delicada luz de tua Face
Adentra-te aqui
E toca minh'Alma tranquila

Retiro

Este final de semana fui a um mosteiro trapista em Campo do Tenente (aqui no PR mesmo). Foi uma experiência excelente, simplesmente divina!
Conheci a ordem dos trapistas. Seu cotidiano. Suas práticas espirituais. Sua meditação rotineira e sua liturgia.
O ambiente daquele lugar é de extrema "pax".
...

http://www.mosteirotrapista.org.br/index.htm

sábado, 2 de julho de 2011

Os Sentimentos e a Nudez


Quando começamos a gostar de alguém...
Ou melhor, quando nos apaixonamos
Confessar-se, declarar-se, enfim...
É o mesmo que despir-se ou nudificar-se
Diante do ser a que se direciona a paixão

E assim como é difícil tal situação diante de alguém
Difícil é confessar sentimentos tão particulares!
Pois é no mais íntimo do coração que estes habitam
E não há que negar: sentimentos de Amor são corpos nudíssimos!
Por isso é preciso equidade nesta situação

Só não me sentirei constrangido...
Se tu..
Assim como eu...
Nua também ficares!
Entende?
Nós não nos sentimos tão envergonhados quando todos partilham da mesma situação

Cá não digo de eroticidades
Tampouco de sem-vergonhices
O que quero expressar é o quanto é comparável
Compatível é a situação:
Despir-se na frente de alguém que se ama
É confessar sentimentos antes ocultos!
Mas só se tem uma situação equilibrada
Quando ambos se despem das indumentárias verbais...
Da roupagem que oculta os sentimentos reais do interior!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Perspectiva - Mundividência

Não estou pronto para me desesperar pelo mundo. Pelas pessoas. Pelos cristãos. Pelas mulheres...
Não sei. O que sinto é que às vezes parece que vou ter um colapso com este mundo. Não encontro um lugar nem pessoas condizentes com o que me parece ser a realidade pensada por Deus. Não há. Simplesmente não há.
E pior que isso é viver se embebendo de sentimentos perante a realidade. Romantizando a vida. Ilustrando meus dias com pensamentos gerados pelos vislumbres interiores de minha alma para com o mundo.
Às vezes fico pensando... onde posso encontrar? Haverá um lugar... Um ser humano...
Quem?
Sei que isso parece desconexo, e é. Pois meus pensamentos se mesclam à realidade, e principalmente à confusão interior advinda destas perspectivas induzidas por determinadas decepções existenciais. Vivo na busca dos melhores termos para designar a vida para sabe-se lá quem. Procuro ler a existência qual obra de arte literária, buscando identificar as funções literárias da vida. Mas onde está meu adjuvante?
Oh! vida. Oh! Deus. Que venha o que tiver de vir, mas que seja diante de meu preparo existencial.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vislumbre

Ao escuro das incertezas minhas mãos estendi
Tentando dos sonhos as paredes apalpar
E do vil silêncio noturno...
Em meios às preces de Amor,
Uma amorosa canção despertar!

Em noite profunda de sono
Em sonhos a luz da Lua veio banhar
O cume dos montes mais altos
E o meu sonho iluminar

E em meio ao toque suave da Noite
Orações embalando-me a Alma
A Rosa Sublime do campo os meus olhos fitou

quarta-feira, 22 de junho de 2011

É pra rir ou pra Chorar?!

Como se não bastasse a legalização da união homoafetiva no Brasil e demais barbaridades morais que andam acontecendo no país, agora é a vez da legalização dos "erros" gramaticais no sistema linguístico brasileiro. É para rir ou para chorar?

Por acaso encontrei um caderno de questões do vestibular de inverno do ano passado (2010) aqui onde trabalho e, pasmo, li a proposta de redação número um do caderno. O título era "Menas por Favor". Texto tratando da nova legalização dos "erros" gramaticais. As linhas iniciais do texto-proposta diziam o seguinte:

"A gente vamos falar errado menas vezes. Por mais estranheza que provoque hoje, essa frase poderá ser considerada uma maneira culta de usar a língua no ano de 2010. Nem estaremos nos comunicando em português, mas sim em língua brasileira."

Por mais incrível que pareça, estas propostas de "revolução" normativa, advém de um "USPiano" (Ataliba Teixeira de Castilho). O cidadão bem formado aí citado é professor e linguísta, e estuda tal engenhosa ideia (por sinal maravilhosa - com todo sarcasmo possível de minha parte) há cinco anos, e acha "que em 200 anos teremos uma língua brasileira, totalmente diferente do português europeu e do africano".

Segundo o texto-proposta, o linguísta "se apoiou no conhecimento acumulado para escrever "Nova Gramática do Português Brasileiro", e se atreve a dizer, por sobre todos os ouvidos acadêmicos brasileiros, que não está "preocupado com o certo ou o errado", pois o que fez foi "um retrato da língua como ela é falada no Brasil, com SUAS VERDADES".

Se você for crítico com a gramática e com a norma culta de se escrever e se pensar, não será necessário comentar nem elucidar onde, nestas citações feitas acima, estão os porquês deste artigo de opinião. O que me vem à mente, ao ler tais coisas, é que o brasileiro realmente não valoriza o que precisa ser valorizado. Tampouco liga para as coisas morais (criticando-as como inúteis à felicidade).

terça-feira, 21 de junho de 2011

Burlando a Realidade

A produção literária depende da experiência existencial do escritor. Isto é óbvio. Não é preciso aderir a uma teoria literária para refletir ou embasar um pensamento sobre tal questão. O que acontece (nas universidades) ultimamente é que as pessoas (falo de pessoas bem formadas como, por exemplo, professores e críticos) estão perdendo o senso de realidade. O que seria isso?
O senso de realidade provém de uma reflexão feita a partir de uma estreita relação do indivíduo pensante com a própria vida (e não com manuais didáditos cheios de teorias abstratas e longes da vida real).
Vamos partir de um exemplo claro e objetivo para elucidar o que estou a dizer.
Na Universidade de Maringá há uma professora minha que está concluindo o Mestrado. Segundo as informações que ela me passa, os mestrandos de sua sala dizem que não estão se mestrando para atuar em sala de aula. O objetivo da maioria é produzir como pesquisadores, ir para o exterior, escrever artigos sobre "Educação" e etc.
Observe um fato interessante: são exatamente estes futuros mestres os escritores dos manuais de Pedagogia para serem postos em "prática". O quê? Em prática?
Como podem falar de prática se só vivem enclausurados numa sala com um computador, escrevendo sobre coisas com as quais não possuem experiências empíricas?!
É disso que estou falando quando digo que muitos perdem o senso da realidade.

Engraçado que hoje o MEC já está instigando o sistema de ensino brasileiro a acatar as variedades linguísticas das diversas classes sociais (variedades estas causadas por uma "imperfeição" dos falantes na aquisição das normas da língua e não um fator meramente cultural das diversas regiões do país).
Conceitos como "Certo e Errado" estão caindo do uso. Agora estão inserindo novas concepções de linguagem e comunicação.
O que importa agora é ser compreendido, e não buscar o aperfeiçoamento da expressão linguística. Também o papel do professor de língua materna estará em grande risco, podendo ir parar numa clausura sistêmica.
Há uma falta de noção da realidade da parte destes críticos. E o pior é que estão transmitindo tais propostas metodológicas com a propaganda enganosa de serem "realistas".
Entristece muito saber que a maioria busca o "errado" (uso o termo sem medo de "errar").
Se, por exemplo, o aluno não der a resposta almejada pelo professor numa avaliação, valerá alguma coisa trocar o termo "resposta errada" por "resposta inadequada"?
Não. o que o (novo) sistema está a fazer é mais ou menos uma trapaça.

sábado, 18 de junho de 2011

Labéu à mais Bela Flor do Campo

Ah! se aquela Flor:
Destaque do campo...
Do mais verdejante prado... a mais bela...
Soubesse que aqui habita
Um botânico sonhador,
O que pensaria?
O que sentiria?
Se soubesse que é a mais pura Flor
Encontrada por entre o vale...

Mas triste é saber que este viajante
Só até lá viajou para contemplá-la...
Um pequeno vislumbre, e... adeus!
Se soubesse que não é por outro motivo
Que ele até a sua presença fora...
Oh! Flor Primorosa do bosque...
Sutileza do campo...
Até quando este sonho?!...
Até quando...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Companhia em Potência

Sem causa não há efeito,
Disto todo humano sabe.
Pensar é consequência
Duma causa anterior.
Logo: pensar não é Causa,
Mas Efeito!
E se é efeito de algo...
Que causa-algo é?

"O Mundo...
A Vida...
A Existência!
"

É por isso que Hoje penso
No que muitos não refletem
Na verdade não encontro alguém
Que reflita as coisas que aqui penso
Vejo-me num estado de solidão em meio a multidão
Num corredor a caminhar...
Sozinho, não de amigos, não de contatos...
Sozinho de Espírito!
Não há Ninguém!
Simplesmente não há!
Triste é pensar que se amaria um Amigo-Irmão
Ou uma Namorada-Auxiliar-Companheira
Mas que não se encontra por mais que se observe ao redor!

É por isso que digo:
Não fosse as intrigas ideológicas entre meus companheiros de sala ultimamente
Não despertariam tais pensamentos em mim
E não concluiria que estou só em minhas contemplações existenciais
Tampouco insatisfeito com tal situação.

O que lamento é o estado de "ausência"
De uma presença em "potência"...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Com quem Conversar

Não tenho com quem conversar...
Sequer para enviar um E-mail!
Não há com quem desabafar
Oh! dor que me corta ao meio!

Desordem às vezes perturba
O foco do meu coração,
Chorar não resolve, conturba
Meus versos de amor e paixão!

Não tenho com quem conversar...
Sequer pra enviar um E-mail!
Não há com quem desabafar...
Oh! dor que me corta ao meio!

Sincero prossigo o caminho
Dos sonhos ou desilusão
Mas quero encontrar este ninho
Chamado "Realização"

Dos dias que vivo perdura
A dor que sozinho rumino
Não ter com ninguém a ternura
Do Amor cantar alto seu hino!

Não tenho com quem conversar!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Octossilábicamente Poetizando

Sem Fé profeta algum viveu
Na Terra onde Jesus desceu
Aqui foi que o Mar se abriu
Também foi onde o Mal caiu

Sentir não é tão bom assim
Pensar é bem melhor no fim
Se o Coração por "Ela" dança
A Fé anima a Esperança

Na Fé foi que Maria disse
Seu Sim ao Anjo Gabriel
E antes que Jesus partisse
Nos deu a Mãe e foi pro Céu

Crônica Reflexiva

Numa de minhas consultas meu médico me disse que sou movido pela ansiedade. Nas palavras do mesmo: "se retirar TODA a tua ansiedade eu acabo com o Leandro em você. Pois a tua ansiedade é tua salvação no final das contas".
Engraçado. Quanto mais reflito sobre este tema (conflitos internos) mais percebo a necessidade da oração pessoal, da meditação, da entrega dos problemas a Deus. E percebo também que não podemos viver uma vida plena "sem" estas práticas existenciais no decorrer (principalmente) de nossa vida adulta.
As pessoas vivem conflitos de "N" tipos. São várias categorias de tensões existenciais no cotidiano de cada indivíduo. Mas observando bem de perto a vida das pessoas podemos notar o quão pouco se entregam à oração. Não conversam com o Criador de modo algum. E ainda por cima querem que a Vida lhes seja gentil.
COMO?
Impossível manter um estado de espírito constantemente equilibrado se nem ao menos entregamos o nascer e o findar do nosso dia ao Senhor. Isto é sério. Devemos viver somente para Ele. O que acontece, no entanto, é que as pessoas vivem achando que um dia o mundo melhorará para elas. E que as coisas mudarão para a melhor do "nada".
É muita utopia, eu sei. Percebi tudo isso quando vivia sem rezar. Quando pensava que bastava estudar muito e aprofundar os mistérios científicos da existência para ter uma vida plena e feliz.
Hoje entendo que não há equilíbrio sem um mínimo de de esforço de nossa parte para agradar a Deus. E mesmo que pareça praticamente impossível viver uma vida devota, isto é, de piedade e total entrega, digo que há exemplor aos milhares para escolhermos como modelos de santidade.
Siga pelo menos um modelo e viverás a vida que sonhas (mas que não fazes ideia que existe no plano da realidade).

domingo, 12 de junho de 2011

Se ela não faz sopa de letrinhas...

Ah! se Tu pudesses ser
A filha do Amor, trazida a mim
Nesta noite de carência múltipla
Se pudesses ser tua face
Que com um ameno beijo eu selasse
Se pudesses...
Ah! se fosses apenas Tu, a Princesa...
Aquela que hoje vi
Com um olhar brilhoso me fitava
E minh'alma em ti abrigo depositava...
Fogo!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Para tocar, cantar e dançar


Se tem uma coisa chata é ficar com sentimento de "queda" por alguém e não conseguir resolver o bendito problema. Ainda mais quando a situação é complexa.
Se fosse fácil controlar os sentimentos com certeza haveria mais satisfação. Não se perderia tanto tempo ruminando sobre certos detalhes do dia que se passou ou que ainda está por vir.
Talvez tudo não passe de uma mera questão de carência afetiva. E por isso nos sentimos fracos, necessitados de um carinho específico, feminino (para nós homens), etc e tal.
O que importa é encontrar alguém ideal para passar os fins de tarde. Para beijar, abraçar, do dia algo de bom compartilhar. E à noite, ao telefone papear, trocando palavras de amor.
É pra isso que eu quero um par para dançar. Afinal, para que mais poderia ser?
Claro que, se for para refletir um pouquinho mais seriamente, e profundamente, quero um par para a dança eterna do Amor: o casamento. Mas ai é uma questão de tempo.
O que busco agora é tentar equilibrar este coração que parece inconstante como as fases da lua. Como as ondas do mar. Como a brisa que não se sabe ao certo onde soprará.
Se Você, ó Princesa, que talvez não esteja lendo minhas atuais palavras, quisesse conversas comigo, que assunto seria ideal para ti? Pois que disto preciso eu saber. Caso contrário haveria discrepância, divergência no pensar. E é por isso que precisamos definir o tom e a divisão rítimica de nossa canção ANTES de começar a tocar e cantar e dançar.
Vem comigo: juntos podemos fazer Arte!

Valsa do Amor

Eu procuro um amor que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas desta vida eu quero esquecer

Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema
Numa esquina, ou mesa de bar.

Procuro um Amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Para que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Eu procuro um Amor, uma razão para viver
E as feridas desta vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá...



Nada melhor que ter alguém para abraçar
Num dia frio, chuvoso, noturno...
Nada melhor!
Lábios nos lábios, boca a boca
O Amor acontecendo a Dois!
Afagar os cabelos, um do outro
Acariciar a face da pessoa amada
Trocar energias...
Declarar-se sem medo de nada

Sentir que o que se pensa é certeiramente Verdadeiro!
E pensar que o que sente é Verdadeiramente Certo!
Tenho a música...
Um bom vinho do Porto...
Tenho a pista e o salão inteiro...
Só me falta o Par para dançar a Valsa do AMOR!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Possibilidades Amorosas

Se tu soubesses...
Que um pouco mais de ti
Tenho vontade de conhecer
E que esta sua capacidade de ser menina muito já aprecio...
Mesmo quando tantos não entendem.

Talvez... quem sabe o tempo
Por nós possa um dia falar
E quem sabe o Vento por nós cante
Uma nova e bela canção
Que da cabeça não desgruda
E do coração não sai!

Mas... se tu soubesses...
Talvez viria perguntar
Das coisas que aqui se passam
Ou dos olhos que te ocultam ao coração
Mas cá um fogo ardente fumega
Ruminando de ti expressões...
Seja como for
Cá estou
Olhando pela janela das possibilidades amorosas!

A Gente...


Por onde caminha o Amor
Que ainda não vejo por cá,
Tristonho e cansado Menino
Pergunta somente "será?"

A linda donzela do sul
Não sabe do que ele sente
Pois vive perdida no espaço
Enquanto ele sorridente

Um dia ele vai ao encontro
Da linda donzela do sul
Vergonha lhe tinge o semblante
Talvez ela diga "it´s cool"

O que ele sente lá dentro
Do fundo de seu coração
Fumega qual fogo ardente
Compondo uma ardente canção

Se é lindo esse amor de Menino
Se é belo esse jeito de amar
Se é lindo o que é dela: o sorriso
Se os dois querem ter o Luar...

Cabelos compridos ao vento
Inspiram-lhe a já versejar
Um dia ela sabe, e atento
O "boy" vai dizer: "quer amar?"

Até brincadeira parece
O jeito da gente gostar
Daquilo que agrada aos ouvidos
A música em "Dó" a tocar

segunda-feira, 6 de junho de 2011

My Other Side

Estes olhos que nada dizem
Do que em mim habita: o Amor...
Olhos neutros, mas que atentos
Fitam na Cruz Nosso Senhor

Esta voz, flauta adocicada
Canto de Anjo, como pode!
Diz ao pé do ouvido: canta aquela...
Quando ao violão: a Deus a Ode!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sei lá..

Nem sempre nossas escolhas se baseiam em certezas. Nem sempre acertamos nas escolhas que fazemos. Nem sempre as coisas que achamos certo fazer são o melhor para nós. E nem sempre o que parece racional é verdadeiro.
Talvez o que dissemos ontem não seja realmente o que gostaríamos de ter dito...
E assim agimos opostamente ao ontem. Mas quanto importa tudo isso? Afinal, vivemos de escolhas ou de certezas? De palavras ou de ações? Talvez uma parceria.
Vou estudar um jeito de viver. Uma maneira correta de seguir viagem. Talvez uma escala definida para (nela) compor minha melodia existencial.

Just Pray

My head says that I need to find someone I love in true. I think that Love is a big value inside us. We need to understand it. I like her as much as she doesn´t understand, but I think it´s so complicated to carry on without it hurt to.
Then I guess we need to walk alone. We need to wait for the Love solve our lives.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Think About It

Tu me pediste para não mais te fazer chorar novamente. Disseste-me para não mais lançar aos "arbustos" o teu coração. E assim findamos mais uma prosa de amor discutida.
Não quero, pois, fazê-la novamente ao chão verter lágrimas. Não é minha vontade ser a causa de mais um sofrer. Quero paz. Quero Amor. Harmonia e constância. Certezas e Sonhos. Nada de confusão. Para ambos quero PAZ.
E se for para "repetir" a dose de sofrimento: never more. Pelo bem destes dois jovens corações, pelo bem destas almas... não machuquemos mais ainda o teu espírito de Mulher-de-Valor.
Pois temo por aquele discurso de quem não se realizou nas expectativas amorosas e que resolveu fumar, beber, e se "estragar". E você me disse algo parecido. Como se numa auto-destruição por revolta e frustração.

Para agora, apenas respire profundamente. Como dito: práticas piedosas e muita meditação.
Por mim, espero no silêncio do Amor, esperando para que a pessoa certa seja quem Deus trouxer e não quem o meu intelecto ou coração escolher. Apesar de que ambos processarão a pessoa amada, Deus é quem dará o sinal.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Grosélias

Como é bom ler um comentário produtivo sobre nosso autor favorito. Descobrir pontos de vista antes nunca observados; reflexões nunca antes feitas por nós. Ler nas entrelinhas do "nosso" autor, junto de alguém mais experiente que a gente - o bom crítico.
Pois é. Hoje fiquei sem aula na faculdade. A professora simplesmente estava na sala do colegiado de Letras, ocupada com a reconfiguração dos horários de nossas aulas semanais; o professor Alberto também não deu aula, e por isso ficamos dispersos. Cá estou, então, às 22:02, escrevendo para passar o tempo na Coordenação de Ensino (onde trabalho todos os dias). Após ter ficado a ler Michael N. Stanton na bibloteca durante as duas primeiras aulas e depois zanzado um pouco pelo campus da facul. Muitos pensamentos, como sempre, povoam minha cabeça durante essas caminhadas.
Lá no DCE está acontecendo o "Educação Física é Show" (um evento semi-artístico do curso). Dei uma passadela por lá, mas estava tão artisticamente insuportável que preferi respirar ares mais puros ao caminhar sozinho pelo estacionamento dos professores.
Hoje é um dia como qualquer outro, mas acho que deve haver algo mais insignificante nele: não aconteceu nada de mais em relação à semana ainda. Talvez eu esteja anestesiado com o dia, ou talvez seja simplesmente minha consciência observando a própria idiossincrasia perante o dia que se passou.
Enfim, meu cérebro está em modo de espera (a espera de um milagre: ALGUÉM em Paranavaí, ao meu redor, mostre a CONSCIÊNCIA intelectual da Vidaaaaa!!!).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Erostice


Querer não é poder
Poder não é querer
Querer é só saber
Que um preço tudo tem!

Gostar não é Amar
Um beijo Amor, e vem
Se for tão frio o ódio
Daquilo que convém

Tristeza habita o escuro
De um triste coração
Ausente de notícias
Que conta a Emoção

Teus olhos me fascinam
Num tempo já passado
E agora assassinam
Um Bem que foi amado!

Por que te foste longe...
Se aqui amor já tinhas...
Agora vivo incerto
Das Luas que eram minhas!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

No Tears - No Repentence

Sem lágrimas contrição não se vê
Num coração deveras arrependido
Pois que com Palavras "somente"
A Verdade pode ser ocultada
Aos olhos dos que precisam sabê-la

Sem abatimento no semblante não se vê
Sinceridade no "Pedir-Perdão"
Pois que Deus só quer um Ato
Mas quer um Ato de Amor
Amor contrito, arrependido de Ser
Pecador por tantas vezes

Culto ao Pai, ao Santíssimo Deus
Não se faz com louvor apenas.
Pois que o perdão é necessário pedir
Antes de aclamar a um Deus tão Santo,
Antes de comemorar dEle a Divina Ressurreição!

Mas vós não sabeis ainda...
Logo se vê que não atentais
Para a Verdadeira forma de se aproximar
Do Altíssimo Deus

Com Louvores minha boca bendirá a Deus;
Logo após, contrito, me prostrar eu Seu Altar!
Após, arrependido, eu chorar!
Ensinando meus irmãos a adorar,
Evitando de mim os equívocos de outrora

O Marujo

Ele era um navegante, um marujo dos altos mares. Alguém que adorava o mar e as ondas. Não queria outra vida, senão aquela. Navegar. Sempre a navegar.
Um dia, ao se preparar para mais uma expedição marítima, seus amigos o observavam, e, aproximando-se dele, questionaram seus motivos mar-aventureiros. Ele os olhou atônito, consternado, e devolveu-lhes o questionamento com uma pergunta: "quem sou eu para vós?"
E assim surgiu a primeira contenda entre o marujo e seus amigos. Pois que não entendiam a pergunta, mesmo tentando responder que ele era apenas um maluco do mar. Alguém sem fundamento e sem objetivos concretos na vida. Alguém que só queria navegar e "boiar" pela existência.
Navegar era algo que despertava um senso de equilíbrio naquele navegante. Algo como estar consigo mesmo no lugar próprio de sua alma. Lá era o lar de seu coração. O mar trazia a sensação de conquista, de procura. Mas o que ele fazia senão buscar por algo? Estava sempre procurando por novas terras. Por algum lugar ainda inabitado por homens. Quem sabe uma ilha deserta na qual pudesse montar sua tenda.
Certo dia, navegando com seu barco, avistou uma pequena ilha, rodeada por brumas. Um lugar meio sinistro, aterrorizante. Ali ele atracou o barco. Caminhou pela encosta, observou atento e curioso o lugar. Nada parecia familiar, mas simultaneamente ele se sentia em casa.

domingo, 22 de maio de 2011

Portos Cinzentos


De repente meus olhos
Novamente olham para aquela direção.
Há um minuto atrás, e...
Leste!
Agora, novamente para o Oeste!
Que será então de minha jornada, oh Céus!
Dubia, dubia!
Mas talvez do sono esteja eu desperto
E dos tentáculos devaneísticos me encontre liberto!
Reality! Reality!
O Mundo assim é
A Vida é assim!
Para a realidade da Vida devemos caminhar
Para os Portos Cinzentos
Onde a alegria sincera habitar!

terça-feira, 17 de maio de 2011

La musique

Na postagem sobre "reagentes químico-sociais" eu disse que continuaria o texto, mas, pensando bem, acho melhor mudar um pouco a comparação para variar de exemplo.
Hoje vamos exemplificar com a música e seus atributos. Vamos pensar sobre as relações intrínsecas entre os sons (racionalmente) organizados e o pensamento humano em geral.

Bom, para começar este assunto, é necessário ter, ainda que minimamente, uma noção de teoria musical; pois será impossível fazer a comparação interna entre música e pensamento humano.
Nós, músicos de plantão, que tocamos em quaisquer tipos de eventos, sabemos que é preciso ensaiar bastante para desempenhar com maestria uma boa canção. Do contrário haveria muitos descompassos e erros em geral. Aliás, o público acabaria por desconsiderar o nosso trabalho artístico.

Mas pensando um pouco na forma como a música acontece, isto é, como o campo harmônico atua nos ouvidos humanos e, assim, impressiona a alma do homem, é intrigante a relação que há entre as concatenações harmônicas e as relações sociais. Um Dó Major (o acorde) só pode ocorrer no momento em que, estando a quatrocentos e quarenta Hertz, uma nota se une a outra e mais outra (formando uma tríade com intervalos matematicamente organizados). Do contrário seria impossível haver C (Dó Maijor).
Uma única nota é uma sequência de vibrações pelo ar, algo que, fisicamente nos toca a carne, mas que repercute na alma dos mais atentos e sensíveis. Se esta nota não caminhar padronicamente dentro de uma determinada "escala", acabará por desentonar a canção que estiver sendo tocada. Isto significa que, as desafinações ou desentonações musicais são bons materiais comparativos para se contemplar as mazelas das relações sociais.

O homem se relaciona com outro por interesse ou necessidade. E o que dizer do Amor... Ahan! chegou um ponto importante e definitivo para esta postagem!
O Amor é uma substância (diria) espiritual que une as pessoas para gerar outras pessoas. Poderia me estender além desta pequena definição, mas paremos na parte da relação matrimonial por enquanto.
Um casamento, por exemplo, é um momento decisivo na vida de um homem ou uma mulher. E se continuarmos com a referência musical, poderemos dizer que cada um de nós é uma notinha solitária, que espera formar acordes (famílias) na canção da existência, da vida.
Pode acontecer, porém, de alguns viverem (opcionalmente ou não) sozinhos a vida toda. Seria o mesmo que uma pessoa "solo". Carreira solo. E este termo já diz tudo. Solo é singular, é uma só nota que caminha pelas escalas do campo harmônico.
Assim, o importante é formar um belo acorde para completar a carreira musical da vida.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Complexidade Cósmica - da Alma

Oh! Céus!
Como se não bastasse
Do Universo a complexidade cósmica
Também dentro do Homem se encontra
Universo paralelo,
Dentro de mim:
Um mundo equivalente ao de fora

Entre paradigmas e Leis
Dentre tantas coisas
Neste espaço interno:
O Mundo da Alma!

Confuso e perdido me encontro
Lá, onde se encontra o espelho que reflete
A Vida que aqui fora vivo...
Pois é lá onde ecoam as vozes da consciência
Deste indignado Poeta!

Se perdido dos incompreendidos sinais
De um olhar-oculto...
Se nostálgico é o beijo da Noite
Ao sabor da Lua Prateada...
Se confuso ao olhar do Verde-Azul-Mar...
Ah! cruel Complexidade Cósmica!
Oh! complexo universo interno!

De Ti quero resposta
Oh! Alma-Profunda!
O que ocultas ai dentro?!
Falo de Ti, sim, falo de Ti!
Oh! musa perene dos meus sonhos de outrora...
Oh! ser incompreensível...
Filha dos Astros noturnos...
Filha da Rainha da Noite!
Reflita, reflita!
Reflita em mim o brilho da Lua,
E ilumine as trevas
De minha ignorância
Com dizeres tão claros!

Pois que de Ti já não mais sei
Nem se o que sentes é Vida ou Morte...
Talvez do silêncio em Ti a Sorte:
Dizer quiçá do Amor perdido no Tempo;
E a razão de para o Deserto caminhar...

domingo, 15 de maio de 2011

Estação

Muda, oh Estação, Muda!
Traga o Inverno novamente,
E aqueles dias passados
Dias cinzentos,
Sim, nublados e melancólicos dias...
Mas dias felizes!
Instantes de mistério
Focos convergidos...
Ah! oh Estação, Muda!
Traga novamente aquela fragrância...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Agentes e Reagentes - Quesito Social

Assim como os reagentes de uma composição química qualquer, somos nós seres humanos. Poderia dizer ainda que cada indivíduo possui suas "propriedades químicas reagentes" específicas, pelas quais as relações sociais tomam suas determinadas características.
Uma relação social é como a relação química entre H2 + O. A somatória de uma substância com outra dá numa nova substância, e esta, ao se unir à outra essência, forma um outro elemento. E assim por diante.
Se eu me relaciono com determinada pessoa, com certeza nós teremos nossas peculiaridades discursivas e relacionais em geral. Isto significa que a cada vez que me relaciono com uma pessoa diferente, surge uma química social diferente. E é por isso que se diz aqui dos "reagentes sociais".
O importante, em toda essa conversa "químico-elemental", é notar o quanto a comparação pode ser pertinente para uma profunda compreensão dos padrões de relacionamento social. Dai poderíamos nos debruçar sobre as estruturas socio-ontológicas da amizade (ou inimizade), do namoro, da relação professor-aluno, dos interesses individuais de cada conversação entre duas ou mais pessoas e etc.

Observando minha própria vida social, percebo que com algumas pessoas tenho uma "química" específica no diálogo, nas gesticulações, nos sentimentos, nas ideias, enfim, em uma série de fatores externos e internos. E, basendo-me na ideia da comparação química para compreender melhor minha existência (como indivíduo social), noto que há momentos-pessoas (em) que geram em minha psique determinadas reações emocionais ou ideológicas. Como se tivesse ingerido alguma substância nociva ao bem-estar, ou benéfica (quando com amigos, por exemplo).
Se encontro uma namorada (visto que estou solteiro no momento), por exemplo, isto se dará por uma série de fatores químico-sociais que certamente terão efetivado o enlasçamento de uma relação amorosa.

Bom, a química é uma boa ferramenta (além de científica) comparativa para analisar a vida humana, bem como das relações sociais.


(continua)...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Indignante Mácula ao Espírito


Como ousam a existência conspurcar
Oh! infames criaturas!
Acaso fazeis menção do Bem a que faltam?
Pois que a Virtude é uma dádiva dos Gladiadores
Não uma Graça concedida aos ociosos...
Intelectos vadios!
Como se atrevem a bradar suas ignóbeis conquistas
De Nada...
De vil interesse?!
Como ousais!
Oh! almas indolentes...
Lânguidos estão vossos espíritos por dentro
Enquanto nesta carapaça vos refugiais:
"Sistema-Capital"!
Como ousam a magnífica existência conspurcar
Com vossos pensamentos imundos
Faltosos de asseio em si mesmos
Como podem assim ser?!
Melhor não sou por dizê-lo
Mas indigna-me o intelecto
E o coração
Contemplar tamanha indiferença
Em tão magníficas criaturas
Que em asquerosos répteis se converteram
Por amor ao vão:
Fúteis anseios humanos!

Oh! acadêmicos...
Como se atrevem a fingir que não é convoso
Os apelos da Sabedoria dos Sábios Antigos?!
Gente de pouca fé!
Fariseus do "hoje-em-dia"
Maculadores da própria Alma
Tragam veneno com semblante de que um bom vinho apreciam!
...

De um bom banho, saibais,
Todos precisais agora!
Pois que para os dias e a Vida
Com tamanha indiferença poderdes contemplar
Maculadíssima e enlameadíssima tem de estar vossas vistas

Lavai então os olhos com água límpida
Oh! meus irmãos!

De Mim


De mim não digo
Senão um pouco somente
E antes que me tarde dizer
Das coisas que aprecio
Um pouco aqui já o expresso
Que um dia amei e aprendi o Amar
E num dia chorei e aprendi a Chorar
Pedindo arrego enquanto lágrimas ao chão vertia
Consolado pelo silêncio apenas
E o escuro de um esguarnecido quarto...
De mim não digo
Senão um pouco somente
Do muito que penso
E assim, do muito que sinto tente
Ser compreensível para com o Lago Profundo
Que oculta de si o Fundo Leito
Onde guarda de si a Essência
Talvez seres marinhos
Das salubres águas oceânicas
Refugiados
Ou quiçá algas venenosas
Cujo teor nocivo se altera
Conforme o gesto no olhar...
De mim não digo
Senão um pouco...
Um pouco, somente...
Fale de ti...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vislumbre


O que vês além do horizonte
De teus anseios amorosos
Não é mais que um Belo-Poema?
Ou seria mero sarcasmo de um coração?
O que sentes pela derrota da Aurora Amorosa
Não é, acaso, teus momentos de realismo existencial...
Quem sabe a pena de si mesmo
Oh! Vítreo coração!
A quem falo, senão a mim mesmo?!
Oh! Virgem musa
Também a Ti me dirijo agora
Pois tão grande és teu cabelo em meus devaneios
E tão sublime o teu ornamento indumental!
Vejo-te assim:
Serena como a Lua em prata pura...
E num lapso... comento a mim mesmo:
Dá-me de teus lábios
O doce néctar dos Sonhos
De um viajante solitário...
Que anseia encontrar da Morte
De seus tormentos a Vida-Nova!
E num vislumbre do Horizonte Infindo
Encontrar a Paz
Contigo!

domingo, 1 de maio de 2011

Crítica Moderna - Mundividência Pt II

Uma coisa tenho observado ultimamente. Que a Verdade dói deveras nas pessoas. Acho que somente um santo, realmente, poderia comprazer-se com ela. Somente um santo, um sábio. Pois que o sábio se regozija com a Verdade em seus ouvidos. Qual consciente enfermo que se alegra ao beber do cálice amargo do antídoto para sua infecção. E quem não quer ser curado ao estar doente?
Mas quem quer sentir dor? Eis o primeiro equívoco humano, principalmente observável na mais tenra infância. As crianças detestam passar pela experiência da vacinação. O motivo é óbvio: não querem sofrer a dor que isto lhes proporciona. Mas convenhamos, nós adultos, que a vacina é um BEM para a criança. No entanto o pobre enfermo, quando criança, não quer raciocinar (até porque não o consegue por conta de sua imaturidade cerebral) sobre a necessidade de se ter de passar por tal dor (vacinar-se).
Mas e nós, adultos, não concordamos então que nem sempre o Bem é "gostoso"?
Baseando-se na ideia da vacina, não deveríamos supor que as vacinas morais são idênticas em todos os aspectos de uma injeção contra tétano?
Por que se alarmar quando dói nos ouvidos da alma a Verdade?!
Por que fazer cara feia quando alguém diz uma Verdade que não está mais sendo pregada e tampouco seguida como Lei?!
Nossa indiferença me leva a questionar se ainda não estamos idênticos à criança que não quer ser vacinada contra um vírus!
Sim, pois que não queremos ser vacinados, ou seja, receber anti-corpus contra os vícios do pecado!
Pois, no caso infantil, cabe aos pais da criança "pensar" por ela e "agir" por ela.
Mas e quanto a nós, adultos, não estamos, por nossa vez, na condição de educadores? De gente madura? Se já temos a adultescência, já temos a razão, mas que nem por isso agimos de acordo com tais atributos. O que fazemos? Deixamos amortecer-se e anestesiar-se nossos receptores e detectores de fatores nocivos externos. Até quando o mundo dormirá?

Penso que o anestesiamento se dá em massa, isto é, em grande escala. Uma boa margem da sociedade padece de amortecimento da Alma. E falo amortecimento literal. Perdem-se tão facilmente em troca de cédulas e mais cédulas. Ou talvez por prazer e diversão. Oh! céus!
Quando alguém aparece querendo defender a Verdade, ou seja, falando de religião, de Deus, de Jesus, de condenação, Paraíso, Purgatório e Inferno... as pessoas torcem o nariz. Como se o "abafamento" da verdade tivesse dominado até o senso comum. E já não se pode mais falar em Verdade objetiva pelas ruas. Você corre o risco de ser preso e torturado nas masmorras modernas. E isto seria visto como "normal". Pois que fora normalizado pela massa. O certo se tornou errado. E errado se tornou "legal"(literalmente). E o que leva à perdição espiritual se tornou objeto de almejo dos que buscam salvação (enganadamente).

sábado, 30 de abril de 2011

Depois


Intrigante é notar na língua
Que as palavras vêm "depois" da boca
Que os escritos vêm "depois" dos ditos
Que os poemas vêm "depois" dos poetas!
Intrigante!
E intrigante é notar também
Que a Bíblia vem "depois" da Igreja
E que os santos vêm depois de Deus!
Que o Amor vem depois do Coração amante...
Intrigante, e como é!
Interessa a quem tem sede
Da Verdade desta fonte
Que não se pode resumir a Vida
Numa letra isolada!
Pois que a história vem depois dos fatos
E a morte vem depois da Vida!
Que a mentira vem depois da verdade
Que os filhos vem depois dos pais!
Intrigante!
No que crês, eu desafio
Questionares se antes vem
Tua fé ou tua certeza
De uma fonte que não tem
Base no leito da Verdade!

Antes prática, depois teoria!
Palavra dita - Palavra escrita!
Golpe desferido - dor sentida!
Semente plantada - broto nascido!
Olhar sedutor - beijo molhado!
Intrigante!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Lamentável Espinho na Índole

Por que me persegues
Oh! doença procrastinística...
Por tua causa:
Deixar para depois é minha sina...
Pensar, e apenas pensar
Fazer pouco do que se pensou antes
Eis minha lástima!
Cousa que ao declínio pode me levar mais cedo ou mais tarde!

Mas como dela ausertar-me?
Como dela dissipar-me?
Acaso sei como meu ser modificar?
Preguiça não é!
Procrastination is that!!!

O que fazer?
Não tolero isto em mim
A procrastinar vivo os dias
Deixando o vento me guiar
Enquanto afazeres se conglomeram...
Dói... corrói...
O que fazer?!
Help me, please!

Thinking of...


Esta noite sonhei estranhamente com Ela. Não sei ao certo... parece que eu estava revendo conceitos e opiniões passadas naquele sonho. Tinha um quê de nostalgia, ou talvez fosse apenas um bom olhar meu sobre um passado amoroso em geral. Na verdade o que quero é dizer que pensei um pouco ao despertar esta manhã. E agora estou confuso quanto ao Amor. Se é químico, sei que é paixão. Se é afinidade, muito pode ser de amizade. O que foi então tudo aquilo que o sonho sugeria!? Não sei ao certo.

Agora (para não dizer SEMPRE) a dúvida corrói meu coração, e isso é ruim para qualquer um. Não se pode retirar nenhum proveito da dúvida, a não ser que ela permaneça por meros segundos no ar. O importante dai é a certeza tomar logo a posse da cena. A certeza é necessária, principalmente quando o assunto é o Amor. Por isso gostaria que um ser espiritual (da parte de Deus, óbvio) me dissesse o que fazer. Adoraria que me dissesse por "quem" deveria eu depositar meus sonhos de matrimônio. Não sei. O que este sonho suscitou em mim foi esta reflexão meio caótico-aleatória. Momentos específicos do mundo onírico causam repercussões estranhas no período da vigília às vezes. E agora estou cá com meus botões. Pensando sobre aquele passado não tão remoto, mas também não tão recente.
O que será que devo fazer...
Deus nos coloca situações com significados importantíssimos o tempo todo. E é uma tremenda ilusão do indivíduo achar que às vezes Deus se esquece de nós (só porque não rezamos ou nos distraimos um pouco-ou-muito). É por isso que fico matutando sobre o sonho, sobre sua repercussão ao acordar-me. Então, como fica a interpretação? Não falo só do sonho, falo do que sinto ultimamente. Do que penso. Daquilo que faz de mim o que sou e como estou no momento presente.
Deveria existir um manual de como existir neste mundo. Mas a verdade é que o manual se encontra em códigos. E tais códigos só podems ser não-códigos quando deixamos de ser falsos para com a Vida. Quando deixamos de mentir para o espírito e para a Alma, indo na contra-mão do Pantocrator. Em suma, só entendemos a língua do manual da Vida quando abrimos nosso Coração para Deus em orações. E que fique claro: se você não tem vida de oração, NUNCA vai entender argumentos espirituais. Nunca vai compreender ditos da Alma ou experiências do tipo. Não é preconceito com os ateus, ou coisa parecida. É a mesma coisa que dizer que se você não fizer um curso ou não estudar Japonês, JAMAIS vai entender um Animê (com áudio origial) sem legendas!

Apologia Vital


Suponhais vós que esta noite
Da Morte um Anjo fosse enviado
Para tirar de todos a Vida
Que pulsa no peito encarnado

Suponhais então, meus irmãos...
Que pudesseis livrar vossas almas
Com tão persuasiva missiva...
Tingindo co'a pena o papel
Eloquentes teríeis de ser,
Dizendo de vossas vidas a razão
Por que morrer não poderíeis...
Caso fosse HOJE a Morte em Ação!

Tudo digo para consertardes
Do espírito a cruel alienação
Da alma a insígne virtude:
Buscar a Salvação!

Vamos! Dizeis a Verdade
Teríeis palavras sinceras?
Salvando-vos da retaliação?
Ou seríeis jogados ao Fogo
Queimados qual açafrão?!

Suponhais, oh navegantes
Que fosse HOJE o dia da Morte
E que fosse dela concedida excessão...
Somente àquele que retoricamente falasse
Convencendo-a da razão!

Teríeis motivos para viver?
O que pergunto...?
Apenas a Verdade quero saber:
Teríeis palavras para justificar-vos
Do existir em tão grandioso mundo?!

Quiçá teríeis murmúrios...
Moribundos chorariam na perfídia
De vossas vidas vis!



Caros anfitriões virtuais deste Blog, gostaria de saber qual resposta vocês dariam à proposta deste poema. Digo proposta, pois que escrevi indignado com certas pessoas (no geral) que não correspondem à razão de existir (humanamente falando).
Pessoas há que não mereciam viver, e pessoas há que não mereciam morrer. No entanto, não se pode dar ou tirar a vida de ninguém. Por isso, peço, num gesto de reflexão, que me escrevam aqui, dizendo como seria a "missiva" apologética de vossas vidas. Minha proposta é que escrevam como seria a defesa de vossas vidas ao Anjo da Morte. Imaginem que ESTA NOITE o Anjo viria para levá-los e, caso visse a carta que justifica os PORQUÊS de vocês terem de continuar a viver, talvez deixasse-os livres por mais um tempo, se convencido pela "retórica espiritual" de cada um.

PS: por hora, os juízes serão os próprios internautas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Causa das Ondas


De repente o canto dos pássaros
No telhado me impressiona
Mergulhado em meio a devaneios
Tanta coisa me tenciona
A compor poemas e canções
Que tratem da dor e do Amor
Um é a causa de uma imperfeição
O outro é a cura deste malefício humano!

Se tu podes tente agora
Modificar meus pensamentos
Tente olhar através destes olhos
E mudar estes momentos
Em que do azul brota o cinzento
Céu de tristes nuvens carregadas
Por que você chora?
Por que não pergunta a si mesma
Será que existe uma sina para nós...
Será que há céu para almas perdidas?
Não!
Oh! não... esta vida é mesmo assim:
O que você sente através do espelho?
Consegues ver...
O impulso do espírito
Quando já não se tem mais o que dizer!
Coisas desconexas brotam desses lábios
Tão frios ao disparar seus tiros venenosos...
Palavras que detonam minas inteiras
De sentimentos revoltosos...

Talvez um dia
A consternação se dissipe
Qual bruma ou nevoeiro
Nalgum vale ou pântano
Onde cochilam os crocodilos vorazes
Enquanto os pensares sobrevoam uma mente ociosa
Perscrutando-se a si mesma
Duvidando de seus anseios!

Venha, contemples, sinta a brisa
Esta é a causa das ondas

terça-feira, 26 de abril de 2011

Crítica Moderna - Mundividência

De vez em quando dói pensar o quanto estou perdido em meio a tanta balbúrdia mundana. É triste saber que por mais que eu queira mudar para a Melhor, haverá pessoas indiferentes à própria mudança, indiferentes ao anseio do Bem; indiferentes a tudo o que se tem de fazer em nome de Deus.
Se pesquisarmos com nossos olhos por um instante, de início notaremos que o único objetivo das pessoas ao redor é buscar auto-satisfação. E por mais que isto seja óbvio a qualquer par de olhos, ainda assim não é lamentável e indignante o quanto deveria ser. Pessoas acordam cedinho e trabalham todos os dias e sequer se questionam sobre as motivações transcendentais que lhes impulsionam a seguir viagem. Qualquer coisa material basta para fazer brilharem os olhos. Seja um aumento de salário, seja uma pessoa interessante para se conhecer numa festa qualquer; seja um pirulito após o almoço para adocicar a digestão...
O que pensar da crise mundial na qual estamos submergidos? O que pensar da fome no mundo? E das guerras por petróleo? E das guerras mercadológicas? E da prostituição? Exploração de menores? Terrorismo?!...
É triste!
Simplesmente é triste só de observar. E muito mais triste é saber que somos impulsionados a fazer o oposto daquilo que deveríamos fazer. Assim o somos pela grande mídia e demais meios de comunicação e influência de massa. Somos robotizados, educados à passividade espiritual. Nunca nos damos conta de que tudo é programado. E você, leitor, pode estar se perguntando se não estou falando coisas óbvias demais. Mas talvez seja tão óbvio que por isso mesmo tenhamos nos anestesiado o coração e a alma. Talvez o óbvio seja a jogada de marketing para que nós deixemos de lado aquilo que tão facilmente já o sabemos. E talvez por isso seja mais fácil inserir atos terroristas nos meios sociais "invisivelmente", de tão "óbvio".
Quando falo de balbúrdia mundana, lá no início deste texto, falo das preocupações da grande massa da população mundial. Correndo atrás de quê, afinal!?
Se observar bem, você perceberá que muito já se tornou parte integrante de um sistema automatizado. Algo que não precisa de esforço algum para funcionar. Algo auto-movido. Como se gerasse energia própria, ou algo próximo a isto.
O mundo tem se perdido e nós estamos sorrindo como se nada acontecesse.

Au Revoir Mon Amour


O Ser de meu Eu é invariável
Assim como invariável é o Verbo que de mim sai
O Objeto da Poesia pode até mudar
Mas muda porque sofreu alteração
E se a sofreu
Sofreu por culpa da Imperfeição
Ou talvez por causa de um abalo de Espírito

Será de dentro?...
Será de fora?...
Quem é que sabe donde vem?!
Levante a mão então!
E aponte os erros do passado
Você que sabe bem o que é sentir
E sentir-se só
Ou quem sabe amado por outrem
Alvo de um Coração partido
Espicaçado em retalhos
Pelo gume adocicado e venenoso de uma feminilidade "escorregadia"
Qual fel sentimos o paladar em nós
Poetas do amanhã
Poetas do "Ser"
Não dizemos nada senão de nossas inquietações cotidianas
E o Objeto de nossas poesias
Ah! o Objeto pode mudar
Mas não o Ser
Não a apreciação de certas fragrâncias
Pois que as Rosas sempre cheirarão bem
Não importa se em um deserto ou em um lindo Jardim
Não traímos a ninguém com nossos dizeres
Somente sentimos tanto a falta de um sincero dizer:
Au revoir mon amour!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Onde está meu Amor?!


Alô! querida...
Alô! Princesa!
Aqui é um viajante solitário
Ligando para um número qualquer...
Apenas esperando por um compatível coração!
Será o teu?
Quem és tu?
Princesa minha?!
O quê?!
Não és, então?!
Que seja!
Basta!

Alô! quem seja...
Peço ajuda
Um Coração para Amar
Acaso sabes se é daí...
O lugar certo...
Onde um sincero Amor poderei eu encontrar?!

Talvescência

Leandro Vieira

Ah! que falta que faz um colo...
Quando carentes nos encontramos
Quando solidão sentimos ..
Mas não carência de presença humana
E sim de companhia genuína!
Um par para dançar uma Valsa
A dança do Amor!
Ah! seria tão bom...
Mas quanto tempo ainda falta?
E onde estará o meu Amor...
Será que está me esperando?!
Ou será que estou apenas devaneando ao esperá-la?

Seremos eu e a Solidão preparados um para o outro sempre?
Pois desde a infância: a solidão!
A solidão me acompanha...
E ninguém entende quando você se sente só no mundo
Talvez os poetas compreendam...
Talvez os músicos mais sinceros...
Ou quem sabe andarilhos das ruas
Mas ninguém entende!

Queria saber se fui feito para o beijo que sei beijar
Ou para o conforto que sei causar...
Talvez sim
Talvez não
O que pensar, então?!

Padre Nosso que estás nos Céus...
Diga-me, Oh! celestial Ser Supremo
Quando poderei ter a certeza?
O que fazer para não se perder em si mesmo?!

Vinde a mim os pequeninos
Vinde a mim conforto dos braços feminis
E inebria-me de alegria perfumados cabelos
Olhos luminosos incendeiam-me a Alma
E o Coração
Vinde!
Estou duvidoso...
Sim...
Não...
Talvez...

O quê!

Introspecção


De Tudo ao meu Senhor serei atento
Antes, e depois de acordar no mundo onírico
Onde vivem meus monstros e heróis
Batalhar irei contra as intempéries do Destino humano
E nalgum lugar secreto de minh'alma
Onde pernoita a Justiça e a salvação própria
Meu ser correrá tranquilo pelos recantos Lunáticos
Ao deixar-me seguir o rumo certo
Natureza minha
Oh! ramos de Oliveira nas mãos
Sereno olhar por trás das cortinas
Neste palco insano da vigília diária
Pernoito esperando o sono profundo da Noite
No melancólico aguardo da redenção
Confesso...
Senhor, confesso
A Noite é escura para os pecadores
E para mim...
Pobre de mim
Coração partido em minúsculos pedaços
Fragmentos levados como ciscos ao Vento
Poemas de Amor...
Pensamento sonolento de Verdade
Quero-te, oh Aurora de meu Coração!
Pois neste instante manifesto
Fragmentos de mim
Sentimentos expostos
Como um farol focando um intruso
Na masmorra de minha Psique

Relativismo Cultural

Discutindo a respeito de um conto lido no grupo de preparações para as aulas do PIBID (nosso programa bolsa de iniciação à Docência) expus meu parecer a respeito do conteúdo místico latente no conto "O Pássaro das Feiticeiras", lido por mim na mesa redonda do grupo - que naquele momento contemplava os contos africanos como propostas de aplicação literária para as crianças.

O conto trata de uma festa comemorativa proposta pelo rei (não citarei os nomes dos personagens africanos por não lembrá-los) a respeito da colheita do inhame. E por não ter convidado as feiticeiras, estas enviaram um gigantesco pássaro ao reinado do rei. Como o pavor havia tomado posse de todos, o rei convoca então os melhores guerreiros para tentar aniquilar a ameaça alada. Mas todos falham (apesar de terem prometido que cumpririam a missão, e que se não conseguissem poder-se-ia tirar-lhes a vida). Surge ai um guerreiro, filho único, com uma única flecha na aljava. Sua mãe estava tão aflita por medo de perder o filho unigênito que fora consultar um adivinho. O vidente alertou-a sobre a possibilidade de o filho único morrer ou ficar rico. E, obviamente, como a mãe não queria o filho morto, seguiu o conselho do vidente ao pegar uma galinha e apunhalar-lhe o peito em sacrifício oferecido às feiticeiras. Lá no reinado, ao redor do palácio, o pássaro, que nesse momento atemorizava a todos, fora atingido pela flecha única do guerreiro (no exato momento em que a mãe do herói apunhalava o peito do galináceo).

Bom, como cada um dos acadêmicos do nosso grupo deveria falar um pouco sobre o conto lido, comentei então sobre a cultura africana latente no conto que li. O fato de a mãe do rapaz ter sacrificado uma galinha, em nome da salvação do próprio filho, mostra o uso de ritualismos sanguinários para a tentativa de solução de conflitos e tensões existenciais. Os africanos possuem uma cultura Vuduística auto-evidente.
Critiquei tal detalhe (sobre os rituais) no conto e apontei a diferença deste conto para os contos de fada "cristianizados" em que as situações de tensão são resolvidas através de uma força de vontade do indivíduo protagonista (ou não) na estória, e por meio de um compromisso com a Vida.

A professora, numa tentativa "apologética" de defesa à cultura ritualístico-africana, buscou salientar que aquilo era apenas um ícone da cultura da África - tão desprezada e marginalizada pelo homem-branco-cristão-católico que lá se instalou.
Disse também que não deveríamos ver a questão da prática "Vudo" como algo meramente "ruim", mas como elemento naturalmente cultural de tal povo. Ora, isto cheira a "relativismo cultural" PURO!
Acaso já não temos mais pessoas bem esclarecidas sobre questões culturais neste país? Onde estacionou-se nosso senso crítico-moral?
Percebo um certo receio moral ao se levantar questões pertinentes à cultura alheia. As pessoas parecem ter perdido o espírito de guerreiros. Já não tem "peito" para a Guerra Santa. Falo assim para salientar a necessidade de pessoas que realmente façam diferença no mundo. Pessoas que não temam falar a VERDADE. E aqui entende-se a Verdade como "Cultura Verdadeiramente Perfeita".
Sim, pois na concepção "mundana", a cultura é relativa e não tem diferença perto de nenhuma cultura alheia. Isto se mostra evidentemente falso quando observamos o que Jesus fez por nós e o que foi dito a respeito da Verdade e do Amor.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Da Verdade

O prazer na Verdade
Sutil diferença no Cristão
Contemplá-la e dela embeber-se:
Isto é que é Vida!
Por isso
Caro amigo,
Não te atrevas a retrucar
Pois com sofismas de isopor
Aquele que não sabe fica a falar!
Eu que vivo pela Igreja
Contemplando nela TUDO
Vejo a Santa Mão de Deus
Que jamais ficou mudo

O Caso do Realengo

Como se não bastasse o trágico e insano episódio do Realengo, parece que já começaram as respostas advindas de mentes que partilham da mesma loucura de Wellington Menezes de Oliveira. Aqui na Universidade (UEPR), por exemplo, um rapaz do primeiro ano do curso de Geografia parece já ter se apresentado como um possível matador terrorista. Os acadêmicos de toda a Universidade enviam e-mails aos milhares para a Ouvidoria, dizendo que não entrarão no recinto a não ser com a presença de seguranças nas salas e nos corredores. Também foi pedido para que as portas dos fundos dos corredores (dos pavilhões) ficassem abertas durante as aulas. Enfim, é uma loucura atrás da outra. Onde está a lógica nisso tudo? Não sei o que é pior. Um indivíduo com problemas psíquicos influenciando (ou despertando quem já é como ele) pessoas a fazerem coisas parecidas com as que o mesmo fez ou a indiferença política à Verdade e à Verdadeira Educação.
O que me chocou foi a incoerência lógica nos argumentos justificativos do próprio Wellington, que disse sobre "covardes, infiéis, inimigos, fracos etc". Ou seja, sua atitude seria um protesto contra os "infiéis". Queria ele, com isto, mostrar que as pessoas que zombavam "dele" no passado, ou que ridicularizavam-no por sua índole introvertida, mereciam a morte (por conta das mãos dos próprios ofendidos e injustiçados). Disse que iria matar para o que, acredito eu, seria uma espécie de vingança em nome de todos que são alvo de chacota e que não conseguem se defender.
O infeliz ainda ousou mencionar Deus em seu insano discurso terrorista. Pedindo para que uma pessoa "santa" fosse ao seu túmulo e rezasse por sua alma, para obter o perdão de Deus. Pior que isto foi ele ter colocado em dúvida se seria ou não salvo após tal atitude. Como pode ele não saber o que Deus faria com o desgraçado sendo que o mesmo afirmou crer na Bíblia Sagrada?
Será que ele era tão louco que não fazia ideia do mandamento "Não Matarás"?!?
Acho muita insanidade para uma pessoa só. No entanto, vendo pelo lado subjetivo, percebe-se a falta de auto-administração interior do indivíduo Wellington. Sua atitude no Realengo só mostrou o quanto ele não era capaz de lidar consigo mesmo diante da sociedade circundante. Não era capaz de suplantar tensões psíquicas advindas de ofensas ou chacotas alheias. Era meramente um "fraco". Pois quantos, eu pergunto, não passaram por crises até piores que as dele e ainda assim conseguiram efetuar feitos grandiosamente heróicos e/ou geniais perante o mundo?!
Nada justifica o fato de ter matado crianças inocentes, que nada tiveram a ver com os problemas ou revoltas existenciais de um louco desequilibrado. E àqueles que partilharem das mesmas ideias de W., eu advirto: o inferno EXISTE!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Musa Minha


Oh! Amor de meu coração
De todas as razões que existe a minha saibas:
Que assim como intenções de ser pesado
Não tem o Elefante que caminha sobre a relva
Assim também não tenho
De que pesadas sejam minhas palavras sobre os ouvidos teus!
Pois acalanto espero ter contigo de meus anseios amorísticos ao dizer-te
Vem a mim e caminhando caminhes ao lado meu
Sendo infinda a nossa jornada
Oh! doce Amor, sereno de outrora
Lá e de volta outra vez,
Diz o autor britânico
Mas cá estou e novamente assim:
Preso à tua beleza de céu de opala
Musa inspirante e meiga
Teus cabelos ao vento a balançar
Comigo mexem num anseio a disparar
E agora pouco penso, senão em ti, amor meu
E enquanto brilha este Sol neste azulado Céu
Vermelho fica meu sonho, do sangue que vivifica devaneios poéticos!
Musa dos sonhos meus acordados
Dispa-te da solidão
Vista-te de mim
E junto ao meu passo, tranquila caminha
Pois de uma estrela o brilho te prometo
Nos escritos poemas de minh'alma...
Alma minha, serena e linda
Doce Aurora com frescor
O coração me inebriando
Ficas tu a tocar-me o peito...
És Musa minha!

Críticas e Pensamentos


Ontem (12/04/11) perdi as duas últimas aulas (de Língua Inglesa IV) por ter ficado a conversar com um amigo no corredor da Universidade; mas pelo papo que tive posso dizer que valeu a pena. Afinal de contas, não é todo dia que você tem oportunidade de matar aula para conversar sobre coisas realmente importantes na vida (ironias à parte).
O fato é que aquela conversa informal com meu amigo, ou melhor, o assunto tratado naquela conversa, tratou justamente da importância de assuntos que não são nem um pouco tocados nos meios universitários (para não ofender a Platão com o termo "Acadêmicos"). Ou seja, começamos a conversar sobre grupos de leitura, livros e afins. Logo em seguida começamos a questionar o sistema acadêmico (ô pecado de palavra, né Mestre Platão?), falando que tal termo, isto é, este que advêm da Academia de Platão, lá da Grécia, é empregado com denotação completamente oposta à idealizada pelo grande filósofo grego. Acadêmico é alguém que participa da Academia, ou seja, em se tratando de Platão, seria uma academia filosófica, cultural, racional e artisticamente didático-sistemática. Coisa que nem de longe podemos ver nas universidades em geral.
O que se pode contemplar, infelizmente, são sistemas corruptos de globalização, socialismo, comunismo, marxismo, pedantismo, niilismo, etc-cismo!... Bah! Tudo isso está pingando e escorrendo [às enxurradas] dos meios acadêmicos. E por isso conversávamos sobre a decadência humana que se dá quando o Homem proclama (como sempre se vê), com ar de vitória da Ciência sobre a ignorância, as conquistas científicas e seus respectivos méritos históricos dentro da humanidade. A namorada deste meu amigo, sarcasticamente riu-se e bradou "Oh! que méritos! Que conquistas! ONDE??? QUANDO??? O povo endoidou? A ciência NUNCA conquistou NADA!!!" E assim emendei na mesma linha de raciocínio dela; pensando sobre o homem ter ido à Lua, questionávamos a nós mesmos dizendo "mas e daí... o que isso tem a ver com a salvação da nossa alma? Aliás, nenhuma 'conquista' científica salvou a alma de ninguém, por mais que tenha salvado o corpo ou um bem material!".

O homem pode até ter pisado na superfície do nosso satélite natural, mas sequer chegou próximo de desbravar a selva de sua própria alma. Nunca tocou uma estrela da consciência;e nem sequer um só sentimento de seu coração foi capaz de controlar. Pode ter alcançado as estrelas, mas nunca chegou perto de si próprio, de verdade. O homem olha para fora, enquanto a solução de sua busca encontra-se por dentro. Os meios de transporte só aprimoraram a economia temporal para nos deslocarmos, mas e daí? O que fazemos com o tempo que economizamos? Será se o utilizamos para meditar mais a Vida?... Será se procuramos gastá-lo pensando em como ser uma pessoa melhor?
Não! pensamos em conquistar maior lucro, renda, e investimos toda nossa alma nesse negócio maluco de ganhar dinheiro para ter luxo (que lixo espiritual!!!).
Posso arriscar afirmar que quanto mais bens materiais você adquire, menos bens espirituais te resta. Não que a quantidade vá determinar a sua espiritualidade, mas se você é uma pessoa que está correndo atrás destas coisas, provavelmente és um materialista desenfreado.
Bom, se fosse para discorrer sobre as ineficácias científicas, ou seja, a inutilidade da Ciência para com o que realmente importa nesta vida humana, não caberia aqui a extensão de tal feito discursivo. Limito-me a dizer que a Ciência não prova NADA! E que a maior utopia científica é desvendar o universo - se nem sequer alcançamos a nós mesmos, como alcançaremos o cosmos infinito?
Você pode até tentar defender a Ciência, num aspecto geral. Mas ouso afirmar que a tua atitude se mostraria compassiva para com métodos utópicos de verificação e constatação da realidade apenas. Por isso não queira defender uma garota rebelde e mimada, que gosta de brincar com fogo e, quando se queima, finge que ninguém viu e ainda por cima disfarça dizendo que foi "intencional". A Ciência nunca dá certeza de NADA. E sabe por quê? Simplesmente porque ela não tem a palavra final para nenhum assunto, do contrário não poderia se auto-denominar Ciência - a razão da mesma existir é sempre buscar algo novo e diferente, que contradiga o velho, e estabeleça o novo, moderno, evoluído etc.
Para a Ciência, a ideia de um Deus criador onipotente, onipresente e onisciente é absurda porque nos estaciona num estado de espírito e consciência. O que ela quer é mover o mundo. O destino? Sabe-se lá para onde. Creio ser o abismo da auto-destruiçao.

Fois mais ou menos sobre isso que discutíamos naquele corredor. E também falamos sobre a hipótese de Sócrates ressucitar e vier a parar no centro daquele corredor. O que ele pensaria à primeira vista?

"LOUCOS! LOUCOS! MALUCOS!
O que é isto? Onde estão os meus discípulos?!"

Lógico, o pai da Filosofia tal qual a conhecemos observaria a decadência a que chegou o sistema educacional e acadêmico e teria, no mínimo, um colapso nervoso e uma parada cardíaca junto de um surto epilético induzido. Olharia para os seminários de Teologia e surtaria com o que estão fazendo de Nosso Senhor Jesus Cristo (com Teologia da Libertação e marxismo teológico etc). Observaria a diversidade religiosa, ideológica, educacional e... concluiria: "a insanidade abraçou a todo mundo mesmo. Oh! causa das causas... o que houve por aqui???!!!"

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Da Mulher


Saudações a você que estiver lendo este post. Hoje o assunto será a "Mulher". E por que a Mulher? Simples. Por que, em primeiro lugar, o escritor que aqui digita é um Homem. E nada mais coerente que um Homem falar da Mulher antes dela mesma. E assim espero que aconteça da parte feminina. Que seja uma Mulher a escrever sobre o Homem antes de nós; e que ambos escrevam com propriedade da Verdade, sinceridade, humildade e discrição. Eis os critérios básicos.
Bom, sabemos (nós homens) que as mulheres geralmente são mais delicadas, sensíveis, emotivas e dóceis com as palavras que os homens. Lembrando que eu disse "geralmente" porque há exceções entre as mesmas. Também gostam de detalhes e, para as mais românticas, rosas e chocolate.
Agora, o que me chama mais a atenção na Mulher é a sutilidade ontológica ao seu corpo, sua voz, seu olhar, seus cabelos, seus movimentos gesticulativos (ou não); tudo isso que é inerente ao ser feminino. Gosto da Mulher como Adão gostou de ter sua Eva. Sim, pois todo homem é incompleto sem sua "Eva". E falo Eva no sentido de "Primeira" mulher mesmo. Naquele aspecto de ser "única". Pois para mim não é necessário ter várias mulheres para dizer que sou o "bão". Basta uma Mulher com "M" maiúsculo, que seja de valor (que acredita, segue e prega os bons costumes).
Como diz a Sagrada Escritura: a Mulher não foi feita dos pés de Adão para ser mandada por ele, nem da cabeça para mandá-lo; mas foi tirada da costela, isto é, do "lado" do Homem. Significa que a Mulher foi feita para dar suporte e auxílio ao Homem durante esta jornada aqui na Terra.
No entanto, o que tenho visto por ai é que as mulheres tem perdido a noção de sua beleza existencial para com os homens. E não têm se dado o valor real que pertence à condição feminina. A Mulher é um templo sagrado. Somente a Mulher gera a vida humana, pois fora concebida com um ventre sagrado. Imaginem só o que não significa um Ventre Feminino?! É o "forno" donde provemos todos nós. É dali que brota a vida dos maiores Heróis. Não há outro lugar. Mas as mulheres têm se esquecido deste esplêndido detalhe imanente ao ser feminino.
Claro que há muitas mulheres que se dão o real valor. Mas são poucas em relação à maioria dominante. Falo dominante no sentido de serem estas que ditam as regras e representam a Mulher no mundo num todo.

Se a maioria "sempre" vence neste mundo insano, significa que a mentira pode ocupar uma função prática pertencente à Verdade. E isto é um caos, é uma lástima!
Uma Mulher não pode ser representada por "piriguetes" nuas e rebolantes na TV. Não deve ser representada por atrizes pornográficas. Muito menos por lésbicas ou coisa parecida. O que pensar?
A maioria realmente é o que importa?
Será que esta vida não deveria ser pautada somente na Verdade, independente do que a Maioria ache!?

Mulheres, por favor, não se exponham assim...
Não demonstrem desprezo pelo valor que merecem...
Não mostrem vossos corpos à qualquer par de olhos (ou pares)...
Sejam discretas e não como carnes de vitrine de açougue: de terceira, que pode ser levada em pedaços, por partes.
Sejam como o Filé Mignon, que só fica escondido, e não pode ser levado se não for por inteiro!!!

Mulher, tu vales ouro, tu és uma Rosa!
Não te preocupes. Há alguém para ti, independente de uma maioria de homens hostis... Não te preocupes com olhares cobiçosos...
Adúlteros e promíscuos existem em todo canto...
Mas não te deixes abater...
Sonhes!!!
Anseies!!!
Ele pode vir a ti como o Sol que traz o novo dia!
E como a Lua que adorna a noite!

Obrigado por ser como és...
Espero encontrar aquela que é o que é...
E não como está sendo a maioria da "espécie".

Grosélias intelectuais


Já te ocorreu alguma vez de querer pensar algo que mudasse os rumos da humanidade? Ou quem sabe inventar alguma coisa que transformasse a forma como vivemos, algo tecnologicamente insuperável? Pois é. No meu caso, penso que a Poesia seria algo assim. Não precisa ser necessariamente um objeto palpável. Mas algo dito e insuperavelmente significativo para o Homem. Algo como "Palavras Específicas" que convertessem estados de espírito num frenesi, num êxtase, num nível completamente transcendental da Alma. Ah! como seria magnífico, esplêndido!
Mas enquanto devaneio, cá sozinho, a decepção do presente momento: não tenho palavras para mudar o estado de espírito de ninguém por enquanto! Na verdade me decepciono quando reflito sobre a possibilidade de as palavras serem insuficientes para se alcançar a Verdade em si mesma. E se isto for a Verdade? E se as palavras não passarem de criadoras de conceitos abstratos?! E se o mundo tal como o conhecemos não passar de mera criação verbal? Será?
Penso que o mundo real determina o mundo das palavras, e não o contrário. Só que a Semântica Enunciativa quer contradizer tal fato. Não acredito que o mundo lexical é o único criador de sentido de verdade. O mundo real é que determina isto. Lógico!
Bom, nem sei mais o que estou dizendo. Na verdade estou no trabalho, esperando dar o horário do almoço. A Universidade aqui está uma balbúrdia que só. É professora prum lado, é professor pro outro. É PDE. É teste seletivo. É data-show pra montar e instalar. É certificado para emitir. Ufa!
Bom, espero que hoje o dia seja ameno e feliz. Que a paz predomine acima das adversidades profissionais.

Musa

Oh! musa dos meus sonhos encantados
Por onde caminham teus pés?...
Teu rosto, ainda oculto, sorri pra mim!
Mas já posso sentir teu colo a me abrigar
Teu perfume a me inebriar

Musa dos meus sonhos coloridos de cinza
Espero-te aqui, enquanto durmo
Já bem sei quem és, se te encontro!
Ainda que esteja oculta tua face em meus momentos oníricos
Sei bem quem será quando tua face contemplar

Musa, a vida é assim
Somos parceiros de navegação
Eu e tu, você e eu...
Juntos somos UM
Nesta jornada oceânica, rumo aos portos cinzentos

Minha jóia rara, minha pedra escarlate
Conservar tua beleza ontológica é o que mais quero
Deixar-te livre para brilhar também espero!
E em meu Amor fumegante embalar-te-ei!
Deixa a solidão e caminha para mim!

Musa, sou tua expectativa em meu peito!
Sou teu sonho em minhas vigílias!
Pois estou sonhando enquanto acordo
E me deperto quando em sono!
Somos muito mais do que mil quanto juntos:
Somos... UM!

Eu te amo!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Psique - Idiossincrasia de L


Incostância deve ser a Palavra. Esta define três quartos do que eu sou por dentro. Inconstante como as faces lunares. Como as ondas oceânicas. Como o farfalho das folhas das árvores. Assim eu sou.
Mas em meio a tanta inassiduidade, isto é, tanta inconstância de espírito e emoção, uma coisa permanece, como se fosse um princípio imanente de minha alma.
A Poética.
A Poética é o veio artístico pelo qual, com tal termo, resumo meu psiquismo. Meu ego-filosófico. Meu EU.
Talvez ainda esteja um tanto vago a descrição idiossincrásica, contudo sou um ser singularmente classudo (visto ideologicamente por mim mesmo e não no sentido real de quem me contempla de longe). Minha mente vagueia por meio de brumas de pensamentos. E, às vezes, sonolento, anseio por acordar de certos pesadelos pelos quais passeia minha consciência dormente - entorpecida pela influência social ao meu redor (tão maçante na maior parte do tempo).
...

"Uma pessoa?" (voz da própria consciência)...

Sim. Talvez seja disso que eu preciso mais neste momento. Talvez encontrar um grande Amor para esquecer-me a mim mesmo por um segundo e pensar mais em fazer alguém sofrer menos com as intempéries da vida. Ou talvez isto esteja fora de cogitação para as atuais questões cotidianas (vida universitária conturbada e atropelada, pré-projeto de Mestrado, grupo de estudos religiosos, grupo de leitura etc). Talvez eu esteja simplesmente em fase de transição existencial. Talvez esteja mudando de pensamento. Ou talvez esteja amadurecendo uma ideia de infância: salvar uma Princesa aprisionada no castelo negro e obscuro de um malvado Conde vampiresco.

Quem sabe?

Quem sabe a sorte seja realmente o encontro magnífico da oportunidade com a preparação?!
Quem sabe aquilo pelo que eu mais espero não aconteça quando eu menos esperar?!
Quem sabe a vida não me mostre uma Primavera nunca antes vista?!
Talvez uma Rosa diferente das que já contemplei neste imenso "Jardim-de-meu-Deus"...

Ultimamente tenho procurado instalar câmeras e escutas nas paredes secretas de minha própria consciência (ou sub-consciência?! - que seja! hmpf!). E tenho buscado fazer um curso relâmpago no mundo dos sonhos, buscando aprender a monitorar os equipamentos mentais de policiamento do raciocínio lógico e artístico interior.
Na verdade esse palavreado todo só serviu para tentar dizer que estou buscando me policiar mais e disciplinar mais minha psique.
Tenho atentado para os anseios mais profundos de minh'alma. Minhas emoções já as cataloguei todas. Coloquei código de barras em cada sentimento. Há, porém, alguns pensamentos que ainda estão fora do catálogo e fora do cadastramento. Preciso de um pouco mais de tempo e espaço para carimbá-los na consciência da auto-cognição.


Bom, a vida segue seu fluxo maluco, e eu aqui, 23:17 a procrastinar para tomar em mãos o volume do Catecismo Maior de São Pio X, e, logo em seguida, Ortodoxia de G.K. Chesterton para, ai sim, cair na cama e esperar o mald... ops... bendito despertador-celular tocar a musiquinha do East to West do Casting Crowns às 6:30 da matina.
Logo será mais um final de semana em que finalizo mais uma jornada de estágio remunerado e atividades profissionais.

Enfim... que a paz esteja com todos os leitores, meus anfitriães virtuais, e que um dia eu possa desfrutar do simples prazer de colher uma boa e descontraída prosa aleatória com cada um de vocês.

In corde Jesu semper!
Amem!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

...

Tu estás preocupado com a Verdade?
Acaso estás triste perante tanta indiferença?
Procuras desvendar os enigmas do Mal?
Procuras pela melhor fragrância...
Ou (infelizmente) já te acostumaste aos fedores humanos?
Conheces-te bem o bastante?
Conheces teu próximo?
Conheces a Deus?
O que é que sabes, afinal?
Pelo quê procuras ou pelo que anseias?
Acaso diferes as coisas Belas das não-Belas?
Acaso se importa com o que é Verdade ou não?
Será que sabes a diferença?...
Será?
Tu estás preocupado com a Verdade?

Indiferença

Oh! Mundo cruel e desapegado da Verdade...
Verdade?
Oh! não, antes disso a indiferença à Mesma
Não se busca a Verdade por desacreditá-la
Mas por não "querê-la" por perto!
O Homem caminha a largos passos
Buscando apenas encontrar mais Cifras
Nas cédulas de seu "humilde" bolso!
Oh! Mundo cruel e indiferente...
Até quando cobiçarás as coisas alheias?
Até quando jurarás em falso?
Até quando matarás teus próprios filhos?
Já não se busca pela Verdade...
Não por desacreditá-la;
Antes disso: por não "querê-la" por perto!
E a causa disto:
Aceitar a Verdade por perto é aceitar a própria condenação!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Há Alguém!?...


"... Desde quando ele nasceu sempre foi forte, inteligente, diferente...
Mas por causa disto ele sempre procurou por alguém; alguém parecido consigo mesmo.
No entanto, de tanto procurar e não encontrar... já cansado e desanimado, ele parece ter desistido".

A solidão do gênio..
A solidão do artista...
A solidão...
Simplesmente a Solidão!

No escuro quarto onde dormita o coração
Onde, às vezes, acende a consciência sua pequena vela
Pensamentos e poesias divagam solitariamente!
E é lá... Lá onde habita o Artista!
O gênio da arte...
Da música, pintura, escultura...
Da Vida!

Na escura masmorra de sua própria Alma
Embalado de anseios
Desejos
Sonhos!

Seu Sonho?!
Voar!
Ir além do que o Horizonte ilustra
Tocar o Azul do Céu
Galgar montanhas
Trespassar gramíneas e prados verdejantes
Eis seus Sonhos!

Como num Princípio de Identidade
Ele procura abrigo
Um colo
Um lugar
Um sentimento
Um pensar
Este alguém é seu leito
De descanso
Por existir solitário
Na arte de viver só...
Querendo encontrar...
Buscando deixar de lado velhos conceitos
Largar o óbvio e o supérfluo
E assim passar a viver a Verdade em sua própria existência!