segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Silenciosa Testemunha do meu Querer

Deus fala com o seu profeta no deserto. No deserto da alma o Senhor se comunica com aqueles que O buscam de coração contrito. E é assim que deve acontecer para haver um encontro pessoal e profundo com o Criador.

Em meus últimos dias tenho vivido este deserto. Mas não de maneira completa. Falta mais oração e entrega. Mais confiança na providência divina. Tenho procurado mergulhar até as profundezas do meu interior, buscando encontrar certas respostas que me deixarão mais tranquilo. Tenho atirado para muitas direções. Mirando em muitos alvos.
Meu coração tem sido bombardeado por sentimentos diversos.
Minha maior carência: minha solidão interior.
Gostaria que ela surgisse logo...
Gostaria que fosse breve...
E que eu não tivesse de esperar tanto. Mas antes de exclamar qualquer coisa a respeito disso, sempre peço a vontade de Deus acima da minha.

Pois se dependesse de mim, gostaria muito de encontrá-La logo, ou que ela me encontrasse.
Só eu sei a importância que isto tem. E Deus é testemunha silenciosa do meu sofrer e do meu querer.
"Companheira"....

6 comentários:

K. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
K. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
K. disse...

Olá!
Há quanto tempo não apareço...
Há muito o que dizer, mas limito-me à partilha.
Quando li este post (há poucos minutos), lembrei-me automaticamente da pregação do Fredson: Deus não pousa em coração sob tempestades; ainda que isso fosse possível, qual não seria o ruído perturbando divina Voz? Ouviria Ele dizer? Obviamente não. Vivo sua atual solidão desde o tempo que você mesmo sabe, mas címbalos estridentes só deixaram de atormentar meus ouvidos há pouco mais de um mês. Não, não é nenhum pouco otimista saber que eu permaneci entre gritos e lamúrias da alma inquieta dentro de mim, porém, gélida e silenciosa para o restante do mundo, por mais de 4 meses. Ou melhor, talvez seja... porque você já está buscando fortalecer a fé, está entre família e amigos, encontra-se no terreno propício. Para mim a cura foi mais lenta porque eu tinha ao pé de mim o silêncio, uma pilha de livros didáticos, um banco duro da catedral e à minha frente (buscando insistentemente, mesmo indiferente a toda e qualquer manifestação divina) o Santíssimo Sacramento. E CREIA, quando você não tiver mais nenhuma reserva, sua espera não será sacrifício - ainda que não haja previsão alguma de 'quando' 'aquela' pessoa virá. E sabe por quê? Porque independentemente da hora, do lugar, do modo etc., virá pelas mãos do Pai. E somente isso é o que realmente importa. Aí sua preocupação não vai mais morar em ser amado, mas sim, ser amável; não vai querer ser desejado, e sim, desejável; não vai mais querer carinho, mas tentará ser carinhoso; não quererá alguém que o faça feliz, mas buscará ser o instrumento de Deus para a felicidade alheia. Quando você viver todas estas coisas e outras que o Espírito o inspirar, Deus entregará a você a tão esperada musa. E sabe por quê? Porque ela também ora ao Pai todas as noites rogando que lhe envie o amado. Pense um pouco mais sobre Co 13, 1-13. Talvez a leitura da celebração do matrimônio não esteja 'errada', como você acha.

Espero sinceramente que essas palavras o ajudem. Um abraço. (Not yours, but yet)Lady Poetry.

Leandro Vieira disse...

Sim, concordo plenamente.
Mas ainda insisto que o "Amor" de São Paulo foi traduzido "modernamente" por "Amor". O original se traduz por "Caritas (caridade).
Ou seja, o amor que une "biologicamente" um casal é Erótico, mas não digo que o Caridoso é errado, mas digo que é DIVINO, e por isso, não é dependente do "sentimento", e sim da razão.

K. disse...

Lembre-se do que o Pe. Adão disse no início da missa do domingo passado: "Devemos praticar a CARIDADE com TOOOODOS". Naquela primeira leitura, antes da aclamação, antes de tudo. Provavelmente sua mensagem não esteja chegando aos meus olhos e ouvidos como você realmente gostaria, mas o que chega para mim é uma espécie de "toma-lá-dá-cá". E é desse "toma-lá-dá-cá" que o Carlão falou naquela adoração. Mostre-me onde mora meu equívoco, please.

Leandro Vieira disse...

"Errado" é um termo equívoco para designar como contemplo Cor 13 para a celebração matrimonial. Na verdade é uma leitura que fala do Amor em aspectos gerais, principalmente espirituais. O fato é que não está errado ler "naquela parte da cerimônia", pelo contrário, DEVE ser lido, porém explicado com maior clareza sobre o significado do matrimônio. Pois o senso comum o lê como "amor apaixonado" dos contos de fadas.
É por isso que não acho que a Caridade é um amor matrimonial, mas um "ideal" de vida prática que nada tem a ver com sentimentos.