quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fundamentos para a Própria Fé

Quanto menos estudo (e dedicação em "conhecer" as coisas ao redor) nós temos, maior será o nosso apego em opiniões próprias (achismos) para se discutir assuntos de fé.

Nossas crenças dependem exclusivamente daquilo que "conhecemos"; isto é, o grau da Fé será equivalente ao grau de conhecimento daquilo em que se crê.
Ora, se alguém disser que "basta" a bíblia para esclarecer e enriquecer a fé, eu discordo duramente!
Afinal, quando Cristo ascendeu ao trono celeste (40 dias após a sua ressurreição) muito tempo se passou "sem que o Novo Testamento fosse escrito".
Como poderia afirmar que basta a bíblia para entender Cristo, se quem escreveu o testemunho de Sua santa passagem aqui na Terra "não se baseou em Escrituras", mas no testemunho da "Tradição" apostólica e oral!?!

Nós, estudantes de Letras, sabemos que os Contos de Fadas surgiram a partir de tradições orais, ou seja, começou com contações de estórias (de boca-em-boca),
e só depois de muito tempo, quando pessoas letradas "se interessaram em perpetuar (fazendo registro por escrito) tais tesouros culturais" é que a coisa tomou uma forma mais "concreta" (em sentido literário).

Assim também se deu o processo de compilação bíblica. Não só do Novo, mas do Antigo Testamento também.
Acreditar que o "Sola Scriptura" (só a Escritura) de Lutero é uma verdade só prova a ignorância daqueles que apoiam tal heresia, tal pecado; uma vez que foi Lutero quem começou com a ideia de que a Igreja não deveria se basear na Tradição, mas "somente" na leitura orante da bíblia. Ou seja, você seria inspirado pelo próprio Espírito Santo no momento das leituras, e assim seria uma Igreja em si mesmo. Isto significaria que cada um que seguisse tal loucura seria uma igreja de Cristo, e não A Igreja que o Senhor fundou sobre a Pedra que é Pedro.

Baseando-me no fato de que toda literatura teve início com os contos de TRADIÇÃO ORAL, posso afirmar, sem medo de errar, que a bíblia surgiu por meio de uma Santa Tradição Oral. Os rabinos e Judeus da Palestina começaram a compilar os textos sagrados através de um processo minucioso de avaliação exegética (conceitos de inspiração divina), e assim fixou-se o que chamamos de Antiga Lei, ou Torá, ou Cinco Quintos da Lei Mosaica.

Comecei dizendo que é preciso conhecer BEM aquilo em que se crê, para que a fé não se restrinja em mero sentimentalismo ou simpatia por tal devoção. A partir do momento em que desconheço a tradição, os documentos históricos, os tratados e os ditos antigos de valor (ainda que não bíblicos), torno minha mente limitada àquilo que sei através apenas da Escritura. Mas a própria Escritura diz que "muitas outras coisas foram feitas por Jesus e que NÃO caberiam narrar aqui". Ou seja, coube à boa Tradição Apostólica (como o manda ser seguida por São Paulo), tomar posse das Verdades Reveladas e testemunhadas "oralmente" (e não por escrito).

Sendo assim, lamento que muitos se percam (achando estarem despertos à Verdade) por falta de conhecimento.

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