terça-feira, 29 de março de 2011

Minha Musa: Minha Música


Como uma linda canção
Uma canção nunca antes ouvida por meus ouvidos
Quero te encontrar
Quero te encontrar:
Oh! Musa!

Como uma melodia diferente
Uma melodia nova no ar
Quero te encontrar!
Quero te abraçar!
Rodopiar ao sabor da brisa
Como folhas que despencam e flutuam
Pairar por sobre o véu dos sonhos
E sonhar contigo a chegar

Minha Musa
Como uma bela canção
Assim te espero em minha vida cantar
Em meus ouvidos sussurrar
Uma canção de ninar
E assim...
Pesadelos para sempre adormecerão
E morrerão...

Viva o dia em que te vir chegando...
Toda adornada de cores...
E num beijo sereno
Mandar embora as dores!

quinta-feira, 24 de março de 2011

A verdade é Verdade?


Engraçado o quanto fica evidente - após uma breve observação - a aversão, a antipatia ou a repulsa intelectual das pessoas em relação à quaisquer atividades que exijam um mínimo de esforço mental aqui no Brasil. Explico e exemplifico. De repente, no meio de uma aula de Língua Portuguesa, especificamente sobre Semântica, eis que me deparo com afirmações (embasadas em alguns teóricos da linguagem) do professor que não parecem completamente "pertinentes" à Verdade ontológica dos fatos da vida humana - apesar de o professor dizer que crê naquilo que acaba de nos 'ensinar' -. E, logo após tais exposições teóricas, eis que protesto com questionamentos pertinentes ao assunto em pauta que, em questão de segundos, é atacado por contra-protestos irracionais, completamente embebidos de sentimentalismos advindos da falta de reflexão da parte dos "estressados" da sala.

Ora bolas! Claro que a reação dos alunos contra meu protesto crítico (que foi mínimo e insignificante em tamanho se comparado aos de Chesterton ou Belloc em seus manifestos intelectuais) se deu por falta de "reflexão" em cima do próprio tema exposto na aula.
O que me preocupa, nisso tudo, é a falta de compromisso com a Verdade, com os estudos, com o desenvolvimento do país, com a Cultura, com a Educação, com a saúde mental de nossas futuras crianças e etc...

Pior ainda foi ter ouvido um "pode ser" ou "talvez seja" do professor quando me ouviu concluir (numa inferência lógico-dedutiva) que estas crenças-teorias semânticas atuais sobre a Verdade são a causa da RELATIVIZAÇÃO DA VERDADE NO MUNDO ATUAL!

Ninguém na sala sequer levantou a questão um mínimo que seja! Ninguém protestou, nem manifestou "ação reflexiva" sobre o tema. Sequer compreenderam a própria explicação do professor.
Que dedicação é essa?
Sinto-me sujo ao não poder ser o exemplo que gostaria de ser. Queria eu poder falar na postura de Chesterton, Corção, Belloc, Fedeli, Tolkien...
Mas limito-me a manifestar um pouquinho de revolta interior, querendo, com isto, esclarecer uma coisa:
O Brasil NÃO cultiva intelectuais!
Faltam modelos!!!
Falta "patrocínio psico-social" da parte do próprio povo.
Mas a doença intelectual da população, num geral, contém razões que a própria razão desconhece (falo da razão brasileira, claro).
Se a água de uma caixa d'água está suja acima dos 80%, devemos introduzir água limpa até que a sujeira salte fora no transbordar. É nisso que acredito para este país. Precisamos introduzir água límpida por aqui. Novos-Velhos conceitos, Novos-Velhos-Valores.

Por isso digo que resgatar é uma palavra bela e verdadeira para a atual situação nacional. Pois precisamos recuperar o tesouro que um dia brilhou com maior luminescência por aqui.
Nossos jovens tem valores, porém são como elefantes que foram adestrados pelo sistema corrompido do país. Já não fazem ideia da força intelectual que podem possuir. Ou talvez o sistema já tenha conseguido atrofiar os neurônios dos acadêmicos num nível irrecuperável para a geração presente.

Falemos então de Semântica. De Significados. Falemos da VERDADE!
Ora, pois a Verdade é o que importa aqui (pelo menos para mim).
Consultemos o dicionário Antônio Houaiss para melhor esclarecer as variadas acepções do verbete Verdade:

"Substantivo feminino
1) Propriedade de estar conforme com os fatos ou a realidade; exatidão, autenticidade, veracidade.
"

Ou ainda (leia com atenção):
"Verdade significa: a fidelidade de uma representação em relação ao modelo ou original; exatidão, rigor, precisão."

O mesmo dicionário diz também, no aspecto filosófico (que também é interessantíssimo para esclarecermos o assunto):
"Correspondência, adequação ou harmonia passível de ser estabelecida, por meio de um discurso ou pensamento, entre a subjetividade cognitiva do intelecto humano e os fatos, eventos e seres da realidade objetiva."

Bom, para quê comentar alguma coisa mais depois dessas acepções?
Fica óbvio que a Verdade é a ADEQUAÇÃO da mente humana ao OBJETO REAL com o qual se tem contato direto.
Não há como falar de algo que o interlocutor NÃO EXPERIENCIOU de alguma forma!- ficou claro?!
Por isso, é absurdo ter de ouvir certas coisas como Verdades...
Sinto muito, mas me entristece o quanto as pessoas pouco se importam, e como gostaria que fosse diferente.
Mas o espírito de realidade me anima a aceitar e a observar que, na VERDADE, tudo isso (esta melancolia e tudo mais) é natural de quem observa tais questões (clássicas da humanidade intelectual militante).

domingo, 20 de março de 2011

Rumo ao Céu no Amor a Dois


Tão pouco sei de Ti, oh Musa que colore os dias cinzentos de meu coração!
Tão pouco sei...
Mas no pouco que vejo já muito 'sinto'!

Sinto em Teus olhos...
Teu jeito de andar...
E no manejo de Tuas mãos!

Mas sinto que pouco posso fazer
E muito pouco posso dizer de Ti:
Não Te Amo como gostaria...
E nem gostaria de Te Amar sem (antes) conhecê-La!


Pois o Amor é, de alguma forma, "efeito" e não causa!
O Amor é causado pelo envolvimento pessoal entre duas pessoas...
Pela partilha...
Pelas renúncias a dois...
Pela convivência e, principalmente, pelo conhecimento interior mútuo!

Sinto muito por pouco poder fazer
Para tornar melhores os Teus dias...
E por não saber qual a Divina Vontade...
Rezo por Ti enquanto ainda estás em minha consciência.
E peço ao Pai que conceda a Paz...
Esperança...
Fé..
Amor!!!

Seja como for...
Seja quem for...
Que seja rumo ao Céu!

Nada mais que... o Céu!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Melancolia Onírica


Oh! melancolia dos dias cinzentos
Triste matiz no deserto de minh'alma
Onde estão os campos...
Onde estão os prados?
Onde estão as flores?...

Oh! melancolia que não para...
Deixa-me sozinho com meus pensares
Deixa-me degustando um pouco de meus próprios devaneios
Deixa-me tocar meu piano à sós!
E permita-me sorrir por dentro
Quando o Sol trouxer a Aurora pela qual anseio tanto!

Oh! melancolia dos dias cinzentos de minh'alma
Meu coração palpita por realizações
Por concretizações onírico-amorosas
Algo que quase receio sonhar
Dado o "teor artístico" de meus sonhos!

Sim!
Temo pela beleza de meus sonhos de Amor
E a Arte convidativa que se tinge na tela de meu coração
Pois é tão bela
É tão majestosa...
Tão sublime Aurora
Como o nascer de um lindo Sol de Primavera

...

É quando Ela chegar
Talvez "aquele" será o Dia!
E quando a Poesia se realizar
Não mais escreverei com palavras...
Mas com meus próprios olhos
Minha Alma visível!

domingo, 13 de março de 2011

Que seja!


Navegando neste oceano de possibilidades
Tento te encontrar
Mesmo que pareça impossível
Ainda assim quero ver teus olhos
Neste oceano virtual: Internet!

Busco a tua imagem em qualquer lugar...
E procuro por alguma coisa que me leve visualmente a ti...
Só para relembrar aquele instante em que o teu simples "bom-dia" tocou meu coração!

Ah! naqueles dias, teu corpo me foi artístico motivo de inspiração poética!
Teu jeito sereno de andar...
Teu suave jeito de sorrir...
Assim...
Uma Pricnesa que não conheço!
Talvez alguém que um dia terei bons diálogos...
Ou talvez uma mera passagem por minha vida...
O que importa?!...
Sou todo ouvidos ao que o Amor ditar...
Assim verei com meus próprios olhos
A cor de uma Esperança
E o brilho de um novo olhar

Navegando por este mar de possibilidades
Procuro distraidamente por um sinal
Alguma marca tua entre as redes...
Talvez uma fagulha da tua pessoa
Ou um link de tua passagem por aqui

Em meu interior eu sei que procuro alguém...
E se Deus escolhe por mim, que seja, espero, ELA!

"Onde Está meu Amor?"

Oh! Senhor...
Onde está o Amor do meu coração?
Fico pensando, em meio à solidão...
Será que existe?
Será que devo pedir?
Olharei em seus olhos um dia?

Estou qual menino
A pedir redenção
Liberdade do coração
Para Amar e ser amado!
Simplesmente assim...

Embriagar-me de sonhos
E de alegria a dois
Mas talvez não seja o tempo
Talvez seja só amanhã
E no amanhã deposito minha fé

Um dia: "Eufemismo para NUNCA?!"
Não...
Tenho que ser constante
E manter-me na pauta
Qual partitura de sinfonia Amorosa
E "no dia certo" a encontrei
Da maneira certa
No lugar e situação certa!

Assim seja!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Amoristia


Cada pessoa tem um jeito de ser. Isto é fato e é óbvio. Eu tenho o meu, você tem o seu. E em minha forma de ver o mundo, penso que é difícil manter um relacionamento baseando-se apenas naquilo que se pode "ver". Principalmente num relacionamento "amoroso".
Ainda há pouco falava com uma pessoa sobre a necessidade haver, ainda que em quantidade mínima, uma pouquinho de Eros na atração pessoal. Falo isso para que se entenda a necessidade de alguma coisa que marque e justifique o "interesse".
Claro que não deve se pensar que isto definirá a relação futura. O Amor é muito mais que uma química. É muito mais espiritual e mental que sentimental ou emocional.
No entanto, ainda que eu entenda a diferença entre Amor e amor, sinto o amor em primeiro lugar em todas as situações em que me interesso por alguém. Talvez seja este o gancho que Deus implantou em meu ser para dar início às minhas relações de conhecimento íntimo com as pessoas certas e, depois, transformar um mero e inicial interesse pessoal em Amor autêntico.
Claro que nem sempre a primeira namorada será o Amor de nossas vidas eternamente. Mas Deus é sábio o bastante para permitir que aprendamos a conviver com pessoas (e estas conosco) adequadas às nossas necessidades de melhora humana.
Se eu fosse definir um padrão de beleza, não haveria!
O padrão de Beleza por excelência é DEUS.
Se há uma Beleza aos olhos humanos, é porque há também um critério de "medida". E baseados em "que" medida medimos as coisas belas?
Se há algo belo, este algo é belo em que nível?
Em relação a que uma coisa é "mais" bela que outra?
Entende?
Deus é o padrão de Beleza, e todas as coisas belas, em diversos graus, são belas de acordo com a "semelhança" de Deus.
Uma linda garota, para mim, é o resultado de uma graça de Deus na vida dela. Infelizmente, porém, a maioria que conheço não honra esta graça!
Um reflexo de Deus se dá na Beleza visual ou auditiva das coisas naturais, ou que o próprio "Artista" cria.
Artista...
Está ai outro fator interessante para se falar da Beleza.
O Artista é um indivíduo notoriamente sensível ao mundo que o circunda!
É fato que TODO artista vive de sentimentos e inspirações.
Um bom músico vive pelo ouvido...
Um bom pintor vive pelos olhos...
Um artesão vive pelo tato e pela forma que dá às coisas que vê...
E assim vai.
Penso que o Artista é um mensageiro de Deus, pois que representa uma centelha divina em sua alma ao criar coisas por inspiração.
E como é que o artista nato julga a beleza?
Mais uma vez falo por experiência artística própria:
Pela perfeição de estética ontológica (entenda-se que aqui falo de algo natural do ser, algo que provém diretamente da essência das coisas).
Ou seja, uma Rosa é bela por si só. Não depende da maneira como a vemos. Uma boa música é linda conforme nos guia a alma para estações primaveris, outonais ou até mesmo invernais.
Uma boa obra de arte é um quadro que realça o ambiente e lhe dá cor e sentido abstratamente belo.
Um rosto e um olhar meigos repreendem qualquer espírito de rancor e insatisfação.
Uma bela mulher é representante da Arte por natureza.

É por isso que os artista são mais sensíveis na escolha de suas parceiras de caminhada amorosa. E também nas escolhas de celulares, roupas, objetos pessoais etc.
Tudo é baseado no que se tem no interior.

Eros

"Uma princesa existe...
Em algum lugar encantado pela luz do sol
Que brilha sozinho no Espaço
Sentindo o Amor de "alguém" no Luar"

Nós sentimos o Amor...
Podemos fazer valer a pena!
Somos assim...
Olhos nos olhos...
Mãos entrelaçadas...
Carícias sem fim...

Nosso carinho pode chegar ao Céu!

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Revolta de um Estagiário

DOS ESTAGIÁRIOS E DAS NECESSIDADES DE JUSTIÇA PROFISSIONAL


O homem é, por natureza, um ser social que tende a viver em grupos, comunidades e/ou sociedades (seres em ‘colaboração mútua’). É um ser gregário que não consegue se desenvolver completamente se, em cada fase da vida, não obtiver uma boa qualidade de relação social para com os outros seres humanos.
A palavra ‘social’ remete, segundo o dicionário Houaiss (2002), a, por exemplo: aliados, companheiros ou parceiros.
Tendo em vista que o homem é um ser ‘racional’ por natureza, assim como é ‘social’, logo salta à vista que para haver (BOA) relação humana é preciso haver (BOA) “comunicação humana”. E o que se entende por ‘comunicação humana’?
Ora, o verbo ‘comunicar’ remete à idéia de 'pôr em comum, dividir, partilhar, ter relações com’ entre outras.
Citemos um exemplo da importância de uma BOA comunicação humana para evitar desconfortos ou atritos sociais entre as pessoas.
Se um casal de namorados (que já namoram há anos) resolve noivar, e, após dois anos de noivado, numa bela tarde de quarta-feira, a namorada exclamar que não quer mais se casar SEM TER COMENTADO SEU PENSAMENTO EM NENHUM MOMENTO ANTES, o noivo pensará - já indignado, aturdido, atônito e consternado – em alguma BOA razão para tal atitude de rompimento abrupto e espontâneo!
Queremos, com tal explanação grandiloquente e alegórica, manifestar um pequeno, porém não desconsiderável, protesto em relação ao sistema de relações entre os setores administrativos e seus respectivos estagiários.
Ora, é sabido que o empregado estagiário está numa condição profissional de aprendizado, treinamento, prática, tirocínio, preparação; estádio, fase; unidade de propulsão etc. E QUAISQUER críticas, reclamações, observações, que forem feitas pelos devidos ‘superiores’ dos estagiários tem, no mínimo, de levar em consideração tais condições profissionais. Aliás, ANTES de quaisquer observações ‘negativas’ referentes ao desempenho de cada estagiário em seu respectivo setor de trabalho, é de EXTREMA importância e valia que se faça REUNIÕES de cunho “informativo, instrutivo, formativo, crítico, técnico, etc” para a boa preparação dos estagiários (que visam nada mais que o mergulho definitivo no mercado de trabalho).
Tudo isso se dá por haver uma deficiência na comunicação humano-profissional entre os supervisores e seus respectivos estagiários remunerados no Campus da UEPR de Paranavaí.
Por falta de ADEQUADOS E PERTINENTES “puxões de orelha” (em particular ou em reuniões específicas) muitos estagiários correm riscos de ser destituídos de seus cargos por pura “INJUSTIÇA PROFISSIONAL”.
Propomos a efetuação de reuniões coletivas e particulares com os estagiários de cada setor – quando de eventuais falhas no desempenho de seus cargos.



Paranavaí, 02 de março de 2011.




Leandro Vieira


UEPR – Universidade Estadual do Paraná.
Divisão de Ensino, Extensão e Pesquisa - Estagiário