quarta-feira, 2 de março de 2011

A Revolta de um Estagiário

DOS ESTAGIÁRIOS E DAS NECESSIDADES DE JUSTIÇA PROFISSIONAL


O homem é, por natureza, um ser social que tende a viver em grupos, comunidades e/ou sociedades (seres em ‘colaboração mútua’). É um ser gregário que não consegue se desenvolver completamente se, em cada fase da vida, não obtiver uma boa qualidade de relação social para com os outros seres humanos.
A palavra ‘social’ remete, segundo o dicionário Houaiss (2002), a, por exemplo: aliados, companheiros ou parceiros.
Tendo em vista que o homem é um ser ‘racional’ por natureza, assim como é ‘social’, logo salta à vista que para haver (BOA) relação humana é preciso haver (BOA) “comunicação humana”. E o que se entende por ‘comunicação humana’?
Ora, o verbo ‘comunicar’ remete à idéia de 'pôr em comum, dividir, partilhar, ter relações com’ entre outras.
Citemos um exemplo da importância de uma BOA comunicação humana para evitar desconfortos ou atritos sociais entre as pessoas.
Se um casal de namorados (que já namoram há anos) resolve noivar, e, após dois anos de noivado, numa bela tarde de quarta-feira, a namorada exclamar que não quer mais se casar SEM TER COMENTADO SEU PENSAMENTO EM NENHUM MOMENTO ANTES, o noivo pensará - já indignado, aturdido, atônito e consternado – em alguma BOA razão para tal atitude de rompimento abrupto e espontâneo!
Queremos, com tal explanação grandiloquente e alegórica, manifestar um pequeno, porém não desconsiderável, protesto em relação ao sistema de relações entre os setores administrativos e seus respectivos estagiários.
Ora, é sabido que o empregado estagiário está numa condição profissional de aprendizado, treinamento, prática, tirocínio, preparação; estádio, fase; unidade de propulsão etc. E QUAISQUER críticas, reclamações, observações, que forem feitas pelos devidos ‘superiores’ dos estagiários tem, no mínimo, de levar em consideração tais condições profissionais. Aliás, ANTES de quaisquer observações ‘negativas’ referentes ao desempenho de cada estagiário em seu respectivo setor de trabalho, é de EXTREMA importância e valia que se faça REUNIÕES de cunho “informativo, instrutivo, formativo, crítico, técnico, etc” para a boa preparação dos estagiários (que visam nada mais que o mergulho definitivo no mercado de trabalho).
Tudo isso se dá por haver uma deficiência na comunicação humano-profissional entre os supervisores e seus respectivos estagiários remunerados no Campus da UEPR de Paranavaí.
Por falta de ADEQUADOS E PERTINENTES “puxões de orelha” (em particular ou em reuniões específicas) muitos estagiários correm riscos de ser destituídos de seus cargos por pura “INJUSTIÇA PROFISSIONAL”.
Propomos a efetuação de reuniões coletivas e particulares com os estagiários de cada setor – quando de eventuais falhas no desempenho de seus cargos.



Paranavaí, 02 de março de 2011.




Leandro Vieira


UEPR – Universidade Estadual do Paraná.
Divisão de Ensino, Extensão e Pesquisa - Estagiário

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