sábado, 30 de abril de 2011

Depois


Intrigante é notar na língua
Que as palavras vêm "depois" da boca
Que os escritos vêm "depois" dos ditos
Que os poemas vêm "depois" dos poetas!
Intrigante!
E intrigante é notar também
Que a Bíblia vem "depois" da Igreja
E que os santos vêm depois de Deus!
Que o Amor vem depois do Coração amante...
Intrigante, e como é!
Interessa a quem tem sede
Da Verdade desta fonte
Que não se pode resumir a Vida
Numa letra isolada!
Pois que a história vem depois dos fatos
E a morte vem depois da Vida!
Que a mentira vem depois da verdade
Que os filhos vem depois dos pais!
Intrigante!
No que crês, eu desafio
Questionares se antes vem
Tua fé ou tua certeza
De uma fonte que não tem
Base no leito da Verdade!

Antes prática, depois teoria!
Palavra dita - Palavra escrita!
Golpe desferido - dor sentida!
Semente plantada - broto nascido!
Olhar sedutor - beijo molhado!
Intrigante!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Lamentável Espinho na Índole

Por que me persegues
Oh! doença procrastinística...
Por tua causa:
Deixar para depois é minha sina...
Pensar, e apenas pensar
Fazer pouco do que se pensou antes
Eis minha lástima!
Cousa que ao declínio pode me levar mais cedo ou mais tarde!

Mas como dela ausertar-me?
Como dela dissipar-me?
Acaso sei como meu ser modificar?
Preguiça não é!
Procrastination is that!!!

O que fazer?
Não tolero isto em mim
A procrastinar vivo os dias
Deixando o vento me guiar
Enquanto afazeres se conglomeram...
Dói... corrói...
O que fazer?!
Help me, please!

Thinking of...


Esta noite sonhei estranhamente com Ela. Não sei ao certo... parece que eu estava revendo conceitos e opiniões passadas naquele sonho. Tinha um quê de nostalgia, ou talvez fosse apenas um bom olhar meu sobre um passado amoroso em geral. Na verdade o que quero é dizer que pensei um pouco ao despertar esta manhã. E agora estou confuso quanto ao Amor. Se é químico, sei que é paixão. Se é afinidade, muito pode ser de amizade. O que foi então tudo aquilo que o sonho sugeria!? Não sei ao certo.

Agora (para não dizer SEMPRE) a dúvida corrói meu coração, e isso é ruim para qualquer um. Não se pode retirar nenhum proveito da dúvida, a não ser que ela permaneça por meros segundos no ar. O importante dai é a certeza tomar logo a posse da cena. A certeza é necessária, principalmente quando o assunto é o Amor. Por isso gostaria que um ser espiritual (da parte de Deus, óbvio) me dissesse o que fazer. Adoraria que me dissesse por "quem" deveria eu depositar meus sonhos de matrimônio. Não sei. O que este sonho suscitou em mim foi esta reflexão meio caótico-aleatória. Momentos específicos do mundo onírico causam repercussões estranhas no período da vigília às vezes. E agora estou cá com meus botões. Pensando sobre aquele passado não tão remoto, mas também não tão recente.
O que será que devo fazer...
Deus nos coloca situações com significados importantíssimos o tempo todo. E é uma tremenda ilusão do indivíduo achar que às vezes Deus se esquece de nós (só porque não rezamos ou nos distraimos um pouco-ou-muito). É por isso que fico matutando sobre o sonho, sobre sua repercussão ao acordar-me. Então, como fica a interpretação? Não falo só do sonho, falo do que sinto ultimamente. Do que penso. Daquilo que faz de mim o que sou e como estou no momento presente.
Deveria existir um manual de como existir neste mundo. Mas a verdade é que o manual se encontra em códigos. E tais códigos só podems ser não-códigos quando deixamos de ser falsos para com a Vida. Quando deixamos de mentir para o espírito e para a Alma, indo na contra-mão do Pantocrator. Em suma, só entendemos a língua do manual da Vida quando abrimos nosso Coração para Deus em orações. E que fique claro: se você não tem vida de oração, NUNCA vai entender argumentos espirituais. Nunca vai compreender ditos da Alma ou experiências do tipo. Não é preconceito com os ateus, ou coisa parecida. É a mesma coisa que dizer que se você não fizer um curso ou não estudar Japonês, JAMAIS vai entender um Animê (com áudio origial) sem legendas!

Apologia Vital


Suponhais vós que esta noite
Da Morte um Anjo fosse enviado
Para tirar de todos a Vida
Que pulsa no peito encarnado

Suponhais então, meus irmãos...
Que pudesseis livrar vossas almas
Com tão persuasiva missiva...
Tingindo co'a pena o papel
Eloquentes teríeis de ser,
Dizendo de vossas vidas a razão
Por que morrer não poderíeis...
Caso fosse HOJE a Morte em Ação!

Tudo digo para consertardes
Do espírito a cruel alienação
Da alma a insígne virtude:
Buscar a Salvação!

Vamos! Dizeis a Verdade
Teríeis palavras sinceras?
Salvando-vos da retaliação?
Ou seríeis jogados ao Fogo
Queimados qual açafrão?!

Suponhais, oh navegantes
Que fosse HOJE o dia da Morte
E que fosse dela concedida excessão...
Somente àquele que retoricamente falasse
Convencendo-a da razão!

Teríeis motivos para viver?
O que pergunto...?
Apenas a Verdade quero saber:
Teríeis palavras para justificar-vos
Do existir em tão grandioso mundo?!

Quiçá teríeis murmúrios...
Moribundos chorariam na perfídia
De vossas vidas vis!



Caros anfitriões virtuais deste Blog, gostaria de saber qual resposta vocês dariam à proposta deste poema. Digo proposta, pois que escrevi indignado com certas pessoas (no geral) que não correspondem à razão de existir (humanamente falando).
Pessoas há que não mereciam viver, e pessoas há que não mereciam morrer. No entanto, não se pode dar ou tirar a vida de ninguém. Por isso, peço, num gesto de reflexão, que me escrevam aqui, dizendo como seria a "missiva" apologética de vossas vidas. Minha proposta é que escrevam como seria a defesa de vossas vidas ao Anjo da Morte. Imaginem que ESTA NOITE o Anjo viria para levá-los e, caso visse a carta que justifica os PORQUÊS de vocês terem de continuar a viver, talvez deixasse-os livres por mais um tempo, se convencido pela "retórica espiritual" de cada um.

PS: por hora, os juízes serão os próprios internautas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Causa das Ondas


De repente o canto dos pássaros
No telhado me impressiona
Mergulhado em meio a devaneios
Tanta coisa me tenciona
A compor poemas e canções
Que tratem da dor e do Amor
Um é a causa de uma imperfeição
O outro é a cura deste malefício humano!

Se tu podes tente agora
Modificar meus pensamentos
Tente olhar através destes olhos
E mudar estes momentos
Em que do azul brota o cinzento
Céu de tristes nuvens carregadas
Por que você chora?
Por que não pergunta a si mesma
Será que existe uma sina para nós...
Será que há céu para almas perdidas?
Não!
Oh! não... esta vida é mesmo assim:
O que você sente através do espelho?
Consegues ver...
O impulso do espírito
Quando já não se tem mais o que dizer!
Coisas desconexas brotam desses lábios
Tão frios ao disparar seus tiros venenosos...
Palavras que detonam minas inteiras
De sentimentos revoltosos...

Talvez um dia
A consternação se dissipe
Qual bruma ou nevoeiro
Nalgum vale ou pântano
Onde cochilam os crocodilos vorazes
Enquanto os pensares sobrevoam uma mente ociosa
Perscrutando-se a si mesma
Duvidando de seus anseios!

Venha, contemples, sinta a brisa
Esta é a causa das ondas

terça-feira, 26 de abril de 2011

Crítica Moderna - Mundividência

De vez em quando dói pensar o quanto estou perdido em meio a tanta balbúrdia mundana. É triste saber que por mais que eu queira mudar para a Melhor, haverá pessoas indiferentes à própria mudança, indiferentes ao anseio do Bem; indiferentes a tudo o que se tem de fazer em nome de Deus.
Se pesquisarmos com nossos olhos por um instante, de início notaremos que o único objetivo das pessoas ao redor é buscar auto-satisfação. E por mais que isto seja óbvio a qualquer par de olhos, ainda assim não é lamentável e indignante o quanto deveria ser. Pessoas acordam cedinho e trabalham todos os dias e sequer se questionam sobre as motivações transcendentais que lhes impulsionam a seguir viagem. Qualquer coisa material basta para fazer brilharem os olhos. Seja um aumento de salário, seja uma pessoa interessante para se conhecer numa festa qualquer; seja um pirulito após o almoço para adocicar a digestão...
O que pensar da crise mundial na qual estamos submergidos? O que pensar da fome no mundo? E das guerras por petróleo? E das guerras mercadológicas? E da prostituição? Exploração de menores? Terrorismo?!...
É triste!
Simplesmente é triste só de observar. E muito mais triste é saber que somos impulsionados a fazer o oposto daquilo que deveríamos fazer. Assim o somos pela grande mídia e demais meios de comunicação e influência de massa. Somos robotizados, educados à passividade espiritual. Nunca nos damos conta de que tudo é programado. E você, leitor, pode estar se perguntando se não estou falando coisas óbvias demais. Mas talvez seja tão óbvio que por isso mesmo tenhamos nos anestesiado o coração e a alma. Talvez o óbvio seja a jogada de marketing para que nós deixemos de lado aquilo que tão facilmente já o sabemos. E talvez por isso seja mais fácil inserir atos terroristas nos meios sociais "invisivelmente", de tão "óbvio".
Quando falo de balbúrdia mundana, lá no início deste texto, falo das preocupações da grande massa da população mundial. Correndo atrás de quê, afinal!?
Se observar bem, você perceberá que muito já se tornou parte integrante de um sistema automatizado. Algo que não precisa de esforço algum para funcionar. Algo auto-movido. Como se gerasse energia própria, ou algo próximo a isto.
O mundo tem se perdido e nós estamos sorrindo como se nada acontecesse.

Au Revoir Mon Amour


O Ser de meu Eu é invariável
Assim como invariável é o Verbo que de mim sai
O Objeto da Poesia pode até mudar
Mas muda porque sofreu alteração
E se a sofreu
Sofreu por culpa da Imperfeição
Ou talvez por causa de um abalo de Espírito

Será de dentro?...
Será de fora?...
Quem é que sabe donde vem?!
Levante a mão então!
E aponte os erros do passado
Você que sabe bem o que é sentir
E sentir-se só
Ou quem sabe amado por outrem
Alvo de um Coração partido
Espicaçado em retalhos
Pelo gume adocicado e venenoso de uma feminilidade "escorregadia"
Qual fel sentimos o paladar em nós
Poetas do amanhã
Poetas do "Ser"
Não dizemos nada senão de nossas inquietações cotidianas
E o Objeto de nossas poesias
Ah! o Objeto pode mudar
Mas não o Ser
Não a apreciação de certas fragrâncias
Pois que as Rosas sempre cheirarão bem
Não importa se em um deserto ou em um lindo Jardim
Não traímos a ninguém com nossos dizeres
Somente sentimos tanto a falta de um sincero dizer:
Au revoir mon amour!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Onde está meu Amor?!


Alô! querida...
Alô! Princesa!
Aqui é um viajante solitário
Ligando para um número qualquer...
Apenas esperando por um compatível coração!
Será o teu?
Quem és tu?
Princesa minha?!
O quê?!
Não és, então?!
Que seja!
Basta!

Alô! quem seja...
Peço ajuda
Um Coração para Amar
Acaso sabes se é daí...
O lugar certo...
Onde um sincero Amor poderei eu encontrar?!

Talvescência

Leandro Vieira

Ah! que falta que faz um colo...
Quando carentes nos encontramos
Quando solidão sentimos ..
Mas não carência de presença humana
E sim de companhia genuína!
Um par para dançar uma Valsa
A dança do Amor!
Ah! seria tão bom...
Mas quanto tempo ainda falta?
E onde estará o meu Amor...
Será que está me esperando?!
Ou será que estou apenas devaneando ao esperá-la?

Seremos eu e a Solidão preparados um para o outro sempre?
Pois desde a infância: a solidão!
A solidão me acompanha...
E ninguém entende quando você se sente só no mundo
Talvez os poetas compreendam...
Talvez os músicos mais sinceros...
Ou quem sabe andarilhos das ruas
Mas ninguém entende!

Queria saber se fui feito para o beijo que sei beijar
Ou para o conforto que sei causar...
Talvez sim
Talvez não
O que pensar, então?!

Padre Nosso que estás nos Céus...
Diga-me, Oh! celestial Ser Supremo
Quando poderei ter a certeza?
O que fazer para não se perder em si mesmo?!

Vinde a mim os pequeninos
Vinde a mim conforto dos braços feminis
E inebria-me de alegria perfumados cabelos
Olhos luminosos incendeiam-me a Alma
E o Coração
Vinde!
Estou duvidoso...
Sim...
Não...
Talvez...

O quê!

Introspecção


De Tudo ao meu Senhor serei atento
Antes, e depois de acordar no mundo onírico
Onde vivem meus monstros e heróis
Batalhar irei contra as intempéries do Destino humano
E nalgum lugar secreto de minh'alma
Onde pernoita a Justiça e a salvação própria
Meu ser correrá tranquilo pelos recantos Lunáticos
Ao deixar-me seguir o rumo certo
Natureza minha
Oh! ramos de Oliveira nas mãos
Sereno olhar por trás das cortinas
Neste palco insano da vigília diária
Pernoito esperando o sono profundo da Noite
No melancólico aguardo da redenção
Confesso...
Senhor, confesso
A Noite é escura para os pecadores
E para mim...
Pobre de mim
Coração partido em minúsculos pedaços
Fragmentos levados como ciscos ao Vento
Poemas de Amor...
Pensamento sonolento de Verdade
Quero-te, oh Aurora de meu Coração!
Pois neste instante manifesto
Fragmentos de mim
Sentimentos expostos
Como um farol focando um intruso
Na masmorra de minha Psique

Relativismo Cultural

Discutindo a respeito de um conto lido no grupo de preparações para as aulas do PIBID (nosso programa bolsa de iniciação à Docência) expus meu parecer a respeito do conteúdo místico latente no conto "O Pássaro das Feiticeiras", lido por mim na mesa redonda do grupo - que naquele momento contemplava os contos africanos como propostas de aplicação literária para as crianças.

O conto trata de uma festa comemorativa proposta pelo rei (não citarei os nomes dos personagens africanos por não lembrá-los) a respeito da colheita do inhame. E por não ter convidado as feiticeiras, estas enviaram um gigantesco pássaro ao reinado do rei. Como o pavor havia tomado posse de todos, o rei convoca então os melhores guerreiros para tentar aniquilar a ameaça alada. Mas todos falham (apesar de terem prometido que cumpririam a missão, e que se não conseguissem poder-se-ia tirar-lhes a vida). Surge ai um guerreiro, filho único, com uma única flecha na aljava. Sua mãe estava tão aflita por medo de perder o filho unigênito que fora consultar um adivinho. O vidente alertou-a sobre a possibilidade de o filho único morrer ou ficar rico. E, obviamente, como a mãe não queria o filho morto, seguiu o conselho do vidente ao pegar uma galinha e apunhalar-lhe o peito em sacrifício oferecido às feiticeiras. Lá no reinado, ao redor do palácio, o pássaro, que nesse momento atemorizava a todos, fora atingido pela flecha única do guerreiro (no exato momento em que a mãe do herói apunhalava o peito do galináceo).

Bom, como cada um dos acadêmicos do nosso grupo deveria falar um pouco sobre o conto lido, comentei então sobre a cultura africana latente no conto que li. O fato de a mãe do rapaz ter sacrificado uma galinha, em nome da salvação do próprio filho, mostra o uso de ritualismos sanguinários para a tentativa de solução de conflitos e tensões existenciais. Os africanos possuem uma cultura Vuduística auto-evidente.
Critiquei tal detalhe (sobre os rituais) no conto e apontei a diferença deste conto para os contos de fada "cristianizados" em que as situações de tensão são resolvidas através de uma força de vontade do indivíduo protagonista (ou não) na estória, e por meio de um compromisso com a Vida.

A professora, numa tentativa "apologética" de defesa à cultura ritualístico-africana, buscou salientar que aquilo era apenas um ícone da cultura da África - tão desprezada e marginalizada pelo homem-branco-cristão-católico que lá se instalou.
Disse também que não deveríamos ver a questão da prática "Vudo" como algo meramente "ruim", mas como elemento naturalmente cultural de tal povo. Ora, isto cheira a "relativismo cultural" PURO!
Acaso já não temos mais pessoas bem esclarecidas sobre questões culturais neste país? Onde estacionou-se nosso senso crítico-moral?
Percebo um certo receio moral ao se levantar questões pertinentes à cultura alheia. As pessoas parecem ter perdido o espírito de guerreiros. Já não tem "peito" para a Guerra Santa. Falo assim para salientar a necessidade de pessoas que realmente façam diferença no mundo. Pessoas que não temam falar a VERDADE. E aqui entende-se a Verdade como "Cultura Verdadeiramente Perfeita".
Sim, pois na concepção "mundana", a cultura é relativa e não tem diferença perto de nenhuma cultura alheia. Isto se mostra evidentemente falso quando observamos o que Jesus fez por nós e o que foi dito a respeito da Verdade e do Amor.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Da Verdade

O prazer na Verdade
Sutil diferença no Cristão
Contemplá-la e dela embeber-se:
Isto é que é Vida!
Por isso
Caro amigo,
Não te atrevas a retrucar
Pois com sofismas de isopor
Aquele que não sabe fica a falar!
Eu que vivo pela Igreja
Contemplando nela TUDO
Vejo a Santa Mão de Deus
Que jamais ficou mudo

O Caso do Realengo

Como se não bastasse o trágico e insano episódio do Realengo, parece que já começaram as respostas advindas de mentes que partilham da mesma loucura de Wellington Menezes de Oliveira. Aqui na Universidade (UEPR), por exemplo, um rapaz do primeiro ano do curso de Geografia parece já ter se apresentado como um possível matador terrorista. Os acadêmicos de toda a Universidade enviam e-mails aos milhares para a Ouvidoria, dizendo que não entrarão no recinto a não ser com a presença de seguranças nas salas e nos corredores. Também foi pedido para que as portas dos fundos dos corredores (dos pavilhões) ficassem abertas durante as aulas. Enfim, é uma loucura atrás da outra. Onde está a lógica nisso tudo? Não sei o que é pior. Um indivíduo com problemas psíquicos influenciando (ou despertando quem já é como ele) pessoas a fazerem coisas parecidas com as que o mesmo fez ou a indiferença política à Verdade e à Verdadeira Educação.
O que me chocou foi a incoerência lógica nos argumentos justificativos do próprio Wellington, que disse sobre "covardes, infiéis, inimigos, fracos etc". Ou seja, sua atitude seria um protesto contra os "infiéis". Queria ele, com isto, mostrar que as pessoas que zombavam "dele" no passado, ou que ridicularizavam-no por sua índole introvertida, mereciam a morte (por conta das mãos dos próprios ofendidos e injustiçados). Disse que iria matar para o que, acredito eu, seria uma espécie de vingança em nome de todos que são alvo de chacota e que não conseguem se defender.
O infeliz ainda ousou mencionar Deus em seu insano discurso terrorista. Pedindo para que uma pessoa "santa" fosse ao seu túmulo e rezasse por sua alma, para obter o perdão de Deus. Pior que isto foi ele ter colocado em dúvida se seria ou não salvo após tal atitude. Como pode ele não saber o que Deus faria com o desgraçado sendo que o mesmo afirmou crer na Bíblia Sagrada?
Será que ele era tão louco que não fazia ideia do mandamento "Não Matarás"?!?
Acho muita insanidade para uma pessoa só. No entanto, vendo pelo lado subjetivo, percebe-se a falta de auto-administração interior do indivíduo Wellington. Sua atitude no Realengo só mostrou o quanto ele não era capaz de lidar consigo mesmo diante da sociedade circundante. Não era capaz de suplantar tensões psíquicas advindas de ofensas ou chacotas alheias. Era meramente um "fraco". Pois quantos, eu pergunto, não passaram por crises até piores que as dele e ainda assim conseguiram efetuar feitos grandiosamente heróicos e/ou geniais perante o mundo?!
Nada justifica o fato de ter matado crianças inocentes, que nada tiveram a ver com os problemas ou revoltas existenciais de um louco desequilibrado. E àqueles que partilharem das mesmas ideias de W., eu advirto: o inferno EXISTE!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Musa Minha


Oh! Amor de meu coração
De todas as razões que existe a minha saibas:
Que assim como intenções de ser pesado
Não tem o Elefante que caminha sobre a relva
Assim também não tenho
De que pesadas sejam minhas palavras sobre os ouvidos teus!
Pois acalanto espero ter contigo de meus anseios amorísticos ao dizer-te
Vem a mim e caminhando caminhes ao lado meu
Sendo infinda a nossa jornada
Oh! doce Amor, sereno de outrora
Lá e de volta outra vez,
Diz o autor britânico
Mas cá estou e novamente assim:
Preso à tua beleza de céu de opala
Musa inspirante e meiga
Teus cabelos ao vento a balançar
Comigo mexem num anseio a disparar
E agora pouco penso, senão em ti, amor meu
E enquanto brilha este Sol neste azulado Céu
Vermelho fica meu sonho, do sangue que vivifica devaneios poéticos!
Musa dos sonhos meus acordados
Dispa-te da solidão
Vista-te de mim
E junto ao meu passo, tranquila caminha
Pois de uma estrela o brilho te prometo
Nos escritos poemas de minh'alma...
Alma minha, serena e linda
Doce Aurora com frescor
O coração me inebriando
Ficas tu a tocar-me o peito...
És Musa minha!

Críticas e Pensamentos


Ontem (12/04/11) perdi as duas últimas aulas (de Língua Inglesa IV) por ter ficado a conversar com um amigo no corredor da Universidade; mas pelo papo que tive posso dizer que valeu a pena. Afinal de contas, não é todo dia que você tem oportunidade de matar aula para conversar sobre coisas realmente importantes na vida (ironias à parte).
O fato é que aquela conversa informal com meu amigo, ou melhor, o assunto tratado naquela conversa, tratou justamente da importância de assuntos que não são nem um pouco tocados nos meios universitários (para não ofender a Platão com o termo "Acadêmicos"). Ou seja, começamos a conversar sobre grupos de leitura, livros e afins. Logo em seguida começamos a questionar o sistema acadêmico (ô pecado de palavra, né Mestre Platão?), falando que tal termo, isto é, este que advêm da Academia de Platão, lá da Grécia, é empregado com denotação completamente oposta à idealizada pelo grande filósofo grego. Acadêmico é alguém que participa da Academia, ou seja, em se tratando de Platão, seria uma academia filosófica, cultural, racional e artisticamente didático-sistemática. Coisa que nem de longe podemos ver nas universidades em geral.
O que se pode contemplar, infelizmente, são sistemas corruptos de globalização, socialismo, comunismo, marxismo, pedantismo, niilismo, etc-cismo!... Bah! Tudo isso está pingando e escorrendo [às enxurradas] dos meios acadêmicos. E por isso conversávamos sobre a decadência humana que se dá quando o Homem proclama (como sempre se vê), com ar de vitória da Ciência sobre a ignorância, as conquistas científicas e seus respectivos méritos históricos dentro da humanidade. A namorada deste meu amigo, sarcasticamente riu-se e bradou "Oh! que méritos! Que conquistas! ONDE??? QUANDO??? O povo endoidou? A ciência NUNCA conquistou NADA!!!" E assim emendei na mesma linha de raciocínio dela; pensando sobre o homem ter ido à Lua, questionávamos a nós mesmos dizendo "mas e daí... o que isso tem a ver com a salvação da nossa alma? Aliás, nenhuma 'conquista' científica salvou a alma de ninguém, por mais que tenha salvado o corpo ou um bem material!".

O homem pode até ter pisado na superfície do nosso satélite natural, mas sequer chegou próximo de desbravar a selva de sua própria alma. Nunca tocou uma estrela da consciência;e nem sequer um só sentimento de seu coração foi capaz de controlar. Pode ter alcançado as estrelas, mas nunca chegou perto de si próprio, de verdade. O homem olha para fora, enquanto a solução de sua busca encontra-se por dentro. Os meios de transporte só aprimoraram a economia temporal para nos deslocarmos, mas e daí? O que fazemos com o tempo que economizamos? Será se o utilizamos para meditar mais a Vida?... Será se procuramos gastá-lo pensando em como ser uma pessoa melhor?
Não! pensamos em conquistar maior lucro, renda, e investimos toda nossa alma nesse negócio maluco de ganhar dinheiro para ter luxo (que lixo espiritual!!!).
Posso arriscar afirmar que quanto mais bens materiais você adquire, menos bens espirituais te resta. Não que a quantidade vá determinar a sua espiritualidade, mas se você é uma pessoa que está correndo atrás destas coisas, provavelmente és um materialista desenfreado.
Bom, se fosse para discorrer sobre as ineficácias científicas, ou seja, a inutilidade da Ciência para com o que realmente importa nesta vida humana, não caberia aqui a extensão de tal feito discursivo. Limito-me a dizer que a Ciência não prova NADA! E que a maior utopia científica é desvendar o universo - se nem sequer alcançamos a nós mesmos, como alcançaremos o cosmos infinito?
Você pode até tentar defender a Ciência, num aspecto geral. Mas ouso afirmar que a tua atitude se mostraria compassiva para com métodos utópicos de verificação e constatação da realidade apenas. Por isso não queira defender uma garota rebelde e mimada, que gosta de brincar com fogo e, quando se queima, finge que ninguém viu e ainda por cima disfarça dizendo que foi "intencional". A Ciência nunca dá certeza de NADA. E sabe por quê? Simplesmente porque ela não tem a palavra final para nenhum assunto, do contrário não poderia se auto-denominar Ciência - a razão da mesma existir é sempre buscar algo novo e diferente, que contradiga o velho, e estabeleça o novo, moderno, evoluído etc.
Para a Ciência, a ideia de um Deus criador onipotente, onipresente e onisciente é absurda porque nos estaciona num estado de espírito e consciência. O que ela quer é mover o mundo. O destino? Sabe-se lá para onde. Creio ser o abismo da auto-destruiçao.

Fois mais ou menos sobre isso que discutíamos naquele corredor. E também falamos sobre a hipótese de Sócrates ressucitar e vier a parar no centro daquele corredor. O que ele pensaria à primeira vista?

"LOUCOS! LOUCOS! MALUCOS!
O que é isto? Onde estão os meus discípulos?!"

Lógico, o pai da Filosofia tal qual a conhecemos observaria a decadência a que chegou o sistema educacional e acadêmico e teria, no mínimo, um colapso nervoso e uma parada cardíaca junto de um surto epilético induzido. Olharia para os seminários de Teologia e surtaria com o que estão fazendo de Nosso Senhor Jesus Cristo (com Teologia da Libertação e marxismo teológico etc). Observaria a diversidade religiosa, ideológica, educacional e... concluiria: "a insanidade abraçou a todo mundo mesmo. Oh! causa das causas... o que houve por aqui???!!!"

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Da Mulher


Saudações a você que estiver lendo este post. Hoje o assunto será a "Mulher". E por que a Mulher? Simples. Por que, em primeiro lugar, o escritor que aqui digita é um Homem. E nada mais coerente que um Homem falar da Mulher antes dela mesma. E assim espero que aconteça da parte feminina. Que seja uma Mulher a escrever sobre o Homem antes de nós; e que ambos escrevam com propriedade da Verdade, sinceridade, humildade e discrição. Eis os critérios básicos.
Bom, sabemos (nós homens) que as mulheres geralmente são mais delicadas, sensíveis, emotivas e dóceis com as palavras que os homens. Lembrando que eu disse "geralmente" porque há exceções entre as mesmas. Também gostam de detalhes e, para as mais românticas, rosas e chocolate.
Agora, o que me chama mais a atenção na Mulher é a sutilidade ontológica ao seu corpo, sua voz, seu olhar, seus cabelos, seus movimentos gesticulativos (ou não); tudo isso que é inerente ao ser feminino. Gosto da Mulher como Adão gostou de ter sua Eva. Sim, pois todo homem é incompleto sem sua "Eva". E falo Eva no sentido de "Primeira" mulher mesmo. Naquele aspecto de ser "única". Pois para mim não é necessário ter várias mulheres para dizer que sou o "bão". Basta uma Mulher com "M" maiúsculo, que seja de valor (que acredita, segue e prega os bons costumes).
Como diz a Sagrada Escritura: a Mulher não foi feita dos pés de Adão para ser mandada por ele, nem da cabeça para mandá-lo; mas foi tirada da costela, isto é, do "lado" do Homem. Significa que a Mulher foi feita para dar suporte e auxílio ao Homem durante esta jornada aqui na Terra.
No entanto, o que tenho visto por ai é que as mulheres tem perdido a noção de sua beleza existencial para com os homens. E não têm se dado o valor real que pertence à condição feminina. A Mulher é um templo sagrado. Somente a Mulher gera a vida humana, pois fora concebida com um ventre sagrado. Imaginem só o que não significa um Ventre Feminino?! É o "forno" donde provemos todos nós. É dali que brota a vida dos maiores Heróis. Não há outro lugar. Mas as mulheres têm se esquecido deste esplêndido detalhe imanente ao ser feminino.
Claro que há muitas mulheres que se dão o real valor. Mas são poucas em relação à maioria dominante. Falo dominante no sentido de serem estas que ditam as regras e representam a Mulher no mundo num todo.

Se a maioria "sempre" vence neste mundo insano, significa que a mentira pode ocupar uma função prática pertencente à Verdade. E isto é um caos, é uma lástima!
Uma Mulher não pode ser representada por "piriguetes" nuas e rebolantes na TV. Não deve ser representada por atrizes pornográficas. Muito menos por lésbicas ou coisa parecida. O que pensar?
A maioria realmente é o que importa?
Será que esta vida não deveria ser pautada somente na Verdade, independente do que a Maioria ache!?

Mulheres, por favor, não se exponham assim...
Não demonstrem desprezo pelo valor que merecem...
Não mostrem vossos corpos à qualquer par de olhos (ou pares)...
Sejam discretas e não como carnes de vitrine de açougue: de terceira, que pode ser levada em pedaços, por partes.
Sejam como o Filé Mignon, que só fica escondido, e não pode ser levado se não for por inteiro!!!

Mulher, tu vales ouro, tu és uma Rosa!
Não te preocupes. Há alguém para ti, independente de uma maioria de homens hostis... Não te preocupes com olhares cobiçosos...
Adúlteros e promíscuos existem em todo canto...
Mas não te deixes abater...
Sonhes!!!
Anseies!!!
Ele pode vir a ti como o Sol que traz o novo dia!
E como a Lua que adorna a noite!

Obrigado por ser como és...
Espero encontrar aquela que é o que é...
E não como está sendo a maioria da "espécie".

Grosélias intelectuais


Já te ocorreu alguma vez de querer pensar algo que mudasse os rumos da humanidade? Ou quem sabe inventar alguma coisa que transformasse a forma como vivemos, algo tecnologicamente insuperável? Pois é. No meu caso, penso que a Poesia seria algo assim. Não precisa ser necessariamente um objeto palpável. Mas algo dito e insuperavelmente significativo para o Homem. Algo como "Palavras Específicas" que convertessem estados de espírito num frenesi, num êxtase, num nível completamente transcendental da Alma. Ah! como seria magnífico, esplêndido!
Mas enquanto devaneio, cá sozinho, a decepção do presente momento: não tenho palavras para mudar o estado de espírito de ninguém por enquanto! Na verdade me decepciono quando reflito sobre a possibilidade de as palavras serem insuficientes para se alcançar a Verdade em si mesma. E se isto for a Verdade? E se as palavras não passarem de criadoras de conceitos abstratos?! E se o mundo tal como o conhecemos não passar de mera criação verbal? Será?
Penso que o mundo real determina o mundo das palavras, e não o contrário. Só que a Semântica Enunciativa quer contradizer tal fato. Não acredito que o mundo lexical é o único criador de sentido de verdade. O mundo real é que determina isto. Lógico!
Bom, nem sei mais o que estou dizendo. Na verdade estou no trabalho, esperando dar o horário do almoço. A Universidade aqui está uma balbúrdia que só. É professora prum lado, é professor pro outro. É PDE. É teste seletivo. É data-show pra montar e instalar. É certificado para emitir. Ufa!
Bom, espero que hoje o dia seja ameno e feliz. Que a paz predomine acima das adversidades profissionais.

Musa

Oh! musa dos meus sonhos encantados
Por onde caminham teus pés?...
Teu rosto, ainda oculto, sorri pra mim!
Mas já posso sentir teu colo a me abrigar
Teu perfume a me inebriar

Musa dos meus sonhos coloridos de cinza
Espero-te aqui, enquanto durmo
Já bem sei quem és, se te encontro!
Ainda que esteja oculta tua face em meus momentos oníricos
Sei bem quem será quando tua face contemplar

Musa, a vida é assim
Somos parceiros de navegação
Eu e tu, você e eu...
Juntos somos UM
Nesta jornada oceânica, rumo aos portos cinzentos

Minha jóia rara, minha pedra escarlate
Conservar tua beleza ontológica é o que mais quero
Deixar-te livre para brilhar também espero!
E em meu Amor fumegante embalar-te-ei!
Deixa a solidão e caminha para mim!

Musa, sou tua expectativa em meu peito!
Sou teu sonho em minhas vigílias!
Pois estou sonhando enquanto acordo
E me deperto quando em sono!
Somos muito mais do que mil quanto juntos:
Somos... UM!

Eu te amo!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Psique - Idiossincrasia de L


Incostância deve ser a Palavra. Esta define três quartos do que eu sou por dentro. Inconstante como as faces lunares. Como as ondas oceânicas. Como o farfalho das folhas das árvores. Assim eu sou.
Mas em meio a tanta inassiduidade, isto é, tanta inconstância de espírito e emoção, uma coisa permanece, como se fosse um princípio imanente de minha alma.
A Poética.
A Poética é o veio artístico pelo qual, com tal termo, resumo meu psiquismo. Meu ego-filosófico. Meu EU.
Talvez ainda esteja um tanto vago a descrição idiossincrásica, contudo sou um ser singularmente classudo (visto ideologicamente por mim mesmo e não no sentido real de quem me contempla de longe). Minha mente vagueia por meio de brumas de pensamentos. E, às vezes, sonolento, anseio por acordar de certos pesadelos pelos quais passeia minha consciência dormente - entorpecida pela influência social ao meu redor (tão maçante na maior parte do tempo).
...

"Uma pessoa?" (voz da própria consciência)...

Sim. Talvez seja disso que eu preciso mais neste momento. Talvez encontrar um grande Amor para esquecer-me a mim mesmo por um segundo e pensar mais em fazer alguém sofrer menos com as intempéries da vida. Ou talvez isto esteja fora de cogitação para as atuais questões cotidianas (vida universitária conturbada e atropelada, pré-projeto de Mestrado, grupo de estudos religiosos, grupo de leitura etc). Talvez eu esteja simplesmente em fase de transição existencial. Talvez esteja mudando de pensamento. Ou talvez esteja amadurecendo uma ideia de infância: salvar uma Princesa aprisionada no castelo negro e obscuro de um malvado Conde vampiresco.

Quem sabe?

Quem sabe a sorte seja realmente o encontro magnífico da oportunidade com a preparação?!
Quem sabe aquilo pelo que eu mais espero não aconteça quando eu menos esperar?!
Quem sabe a vida não me mostre uma Primavera nunca antes vista?!
Talvez uma Rosa diferente das que já contemplei neste imenso "Jardim-de-meu-Deus"...

Ultimamente tenho procurado instalar câmeras e escutas nas paredes secretas de minha própria consciência (ou sub-consciência?! - que seja! hmpf!). E tenho buscado fazer um curso relâmpago no mundo dos sonhos, buscando aprender a monitorar os equipamentos mentais de policiamento do raciocínio lógico e artístico interior.
Na verdade esse palavreado todo só serviu para tentar dizer que estou buscando me policiar mais e disciplinar mais minha psique.
Tenho atentado para os anseios mais profundos de minh'alma. Minhas emoções já as cataloguei todas. Coloquei código de barras em cada sentimento. Há, porém, alguns pensamentos que ainda estão fora do catálogo e fora do cadastramento. Preciso de um pouco mais de tempo e espaço para carimbá-los na consciência da auto-cognição.


Bom, a vida segue seu fluxo maluco, e eu aqui, 23:17 a procrastinar para tomar em mãos o volume do Catecismo Maior de São Pio X, e, logo em seguida, Ortodoxia de G.K. Chesterton para, ai sim, cair na cama e esperar o mald... ops... bendito despertador-celular tocar a musiquinha do East to West do Casting Crowns às 6:30 da matina.
Logo será mais um final de semana em que finalizo mais uma jornada de estágio remunerado e atividades profissionais.

Enfim... que a paz esteja com todos os leitores, meus anfitriães virtuais, e que um dia eu possa desfrutar do simples prazer de colher uma boa e descontraída prosa aleatória com cada um de vocês.

In corde Jesu semper!
Amem!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

...

Tu estás preocupado com a Verdade?
Acaso estás triste perante tanta indiferença?
Procuras desvendar os enigmas do Mal?
Procuras pela melhor fragrância...
Ou (infelizmente) já te acostumaste aos fedores humanos?
Conheces-te bem o bastante?
Conheces teu próximo?
Conheces a Deus?
O que é que sabes, afinal?
Pelo quê procuras ou pelo que anseias?
Acaso diferes as coisas Belas das não-Belas?
Acaso se importa com o que é Verdade ou não?
Será que sabes a diferença?...
Será?
Tu estás preocupado com a Verdade?

Indiferença

Oh! Mundo cruel e desapegado da Verdade...
Verdade?
Oh! não, antes disso a indiferença à Mesma
Não se busca a Verdade por desacreditá-la
Mas por não "querê-la" por perto!
O Homem caminha a largos passos
Buscando apenas encontrar mais Cifras
Nas cédulas de seu "humilde" bolso!
Oh! Mundo cruel e indiferente...
Até quando cobiçarás as coisas alheias?
Até quando jurarás em falso?
Até quando matarás teus próprios filhos?
Já não se busca pela Verdade...
Não por desacreditá-la;
Antes disso: por não "querê-la" por perto!
E a causa disto:
Aceitar a Verdade por perto é aceitar a própria condenação!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Há Alguém!?...


"... Desde quando ele nasceu sempre foi forte, inteligente, diferente...
Mas por causa disto ele sempre procurou por alguém; alguém parecido consigo mesmo.
No entanto, de tanto procurar e não encontrar... já cansado e desanimado, ele parece ter desistido".

A solidão do gênio..
A solidão do artista...
A solidão...
Simplesmente a Solidão!

No escuro quarto onde dormita o coração
Onde, às vezes, acende a consciência sua pequena vela
Pensamentos e poesias divagam solitariamente!
E é lá... Lá onde habita o Artista!
O gênio da arte...
Da música, pintura, escultura...
Da Vida!

Na escura masmorra de sua própria Alma
Embalado de anseios
Desejos
Sonhos!

Seu Sonho?!
Voar!
Ir além do que o Horizonte ilustra
Tocar o Azul do Céu
Galgar montanhas
Trespassar gramíneas e prados verdejantes
Eis seus Sonhos!

Como num Princípio de Identidade
Ele procura abrigo
Um colo
Um lugar
Um sentimento
Um pensar
Este alguém é seu leito
De descanso
Por existir solitário
Na arte de viver só...
Querendo encontrar...
Buscando deixar de lado velhos conceitos
Largar o óbvio e o supérfluo
E assim passar a viver a Verdade em sua própria existência!