terça-feira, 26 de abril de 2011

Au Revoir Mon Amour


O Ser de meu Eu é invariável
Assim como invariável é o Verbo que de mim sai
O Objeto da Poesia pode até mudar
Mas muda porque sofreu alteração
E se a sofreu
Sofreu por culpa da Imperfeição
Ou talvez por causa de um abalo de Espírito

Será de dentro?...
Será de fora?...
Quem é que sabe donde vem?!
Levante a mão então!
E aponte os erros do passado
Você que sabe bem o que é sentir
E sentir-se só
Ou quem sabe amado por outrem
Alvo de um Coração partido
Espicaçado em retalhos
Pelo gume adocicado e venenoso de uma feminilidade "escorregadia"
Qual fel sentimos o paladar em nós
Poetas do amanhã
Poetas do "Ser"
Não dizemos nada senão de nossas inquietações cotidianas
E o Objeto de nossas poesias
Ah! o Objeto pode mudar
Mas não o Ser
Não a apreciação de certas fragrâncias
Pois que as Rosas sempre cheirarão bem
Não importa se em um deserto ou em um lindo Jardim
Não traímos a ninguém com nossos dizeres
Somente sentimos tanto a falta de um sincero dizer:
Au revoir mon amour!

6 comentários:

K. disse...

"Já deu o que tinha que dar... já era"

Olha, na minha pobre e pequena compreensão das emoções, estou certa de que o primeiro passo é ser verdadeiro consigo mesmo. Confessa que você esteve mentindo esse tempo todo quando resolveu vestir a camisa "Não te quero mais!" (Que fique subentendido o vislumbre opala). Durante algum tempo eu fiz isso também e, para dizer a verdade, só pude viver minha vida de uma forma melhor quando admiti que a pessoa que amava não se importava muito com meu desejo de vê-la feliz. O desejo ainda ficou, mas o que mudou foi eu ter aceitado o fato de que para a felicidade dela, não era necessária minha presença nem minha contribuição. Doeu, mas eu estou viva. Não se ter um sincero "Au revoir mon amour!", na verdade é uma quebra na comunicação: o adeus foi dito, mas você, como eu, simplesmente não quis (ou não quer) ouvir. E por isso fica preso. Por isso existe o
"Já deu o que tinha que dar... OU NÃO".
Pense pelo lado bom: pelo menos a justificativa dela para a não-realização dos sonhos de vocês é a religião; no meu caso, os sonhos que eu tinha foram todos destruídos pelo impacto causado por um mínimo pedaço de papel.

;)

Se eu estiver muuuuuuuuuuuuuuuuuito errada, contra-argumente.

P.S.: Gostei do texto, por isso resolvi comentar.

le titre français qui m'a attiré

Leandro Vieira disse...

Mentir para si mesmo é algo impreciso quando falamos de "insistir em algo que ainda não sabemos por que continua..."
Na verdade, a questão foi simplesmente a dúvida mesmo. Pessoas indecisas NÃO devem conviver com outras indecisas, só dá M....

K. disse...

E para alguém como você que aaaama sanar dúvidas, vejo que é um cálice bem atraente - quase magnético. Mas boa sorte aí.
Um dia eu amadureço e aprendo certas coisas. Conquistar pessoas do sexo oposto talvez seja uma delas. Mais ainda bem que ser decidida é uma qualidade que eu fui obrigada a adquirir desde cedo.

Aninha disse...

Enquanto o adeus não tem ponto final, a vida se torna poesia, e outros se encontram nelas, também perdidos, despedidos, desencontrados.
Mas que ali estão!! Acho que nunca será adeus o que nos provocou o estado "estou vivo", talvez fique ali com um pequeno órgão que parece não ter função alguma, mas que sempre poderá nos surpreender.
Se bem, como já disse que no seu caso, o encontro fará seus poemas tomar novas formas e assim, outros também se encontrarão nela!! Beijo menino...

**Spulen** disse...

Perfeito...
O poema!
É a minha opinião sobre o poema...
Perfeito!
Tudo...
Perfeito!
Como a vida... Como a morte...
Como o começo e como o fim!
Um ciclo...
Perfeito!
A teoria... A opinião... A vivência...
Uma experiência... E um poema!
A perfeição...
A expressão... O poema...
Perfeito!

Leandro Vieira disse...

Pelo visto terei de caprichar na parte poética do Blog...
Estou me saindo melhor que com as prosas.