quarta-feira, 4 de maio de 2011

De Mim


De mim não digo
Senão um pouco somente
E antes que me tarde dizer
Das coisas que aprecio
Um pouco aqui já o expresso
Que um dia amei e aprendi o Amar
E num dia chorei e aprendi a Chorar
Pedindo arrego enquanto lágrimas ao chão vertia
Consolado pelo silêncio apenas
E o escuro de um esguarnecido quarto...
De mim não digo
Senão um pouco somente
Do muito que penso
E assim, do muito que sinto tente
Ser compreensível para com o Lago Profundo
Que oculta de si o Fundo Leito
Onde guarda de si a Essência
Talvez seres marinhos
Das salubres águas oceânicas
Refugiados
Ou quiçá algas venenosas
Cujo teor nocivo se altera
Conforme o gesto no olhar...
De mim não digo
Senão um pouco...
Um pouco, somente...
Fale de ti...

2 comentários:

Aninha Zocchio disse...

Sábio menino, passei por aqui para deixar um abraço e dizer que você está cada vez melhor com seus textos. Publique um livro!!! Até mais mocinho!!

Leandro Vieira disse...

Oi Aninha!
Opa... já me falaram isso mesmo...
Acho que vou aderir à ideia! =)
Valeeeeu!
Abraços!