terça-feira, 31 de maio de 2011

Grosélias

Como é bom ler um comentário produtivo sobre nosso autor favorito. Descobrir pontos de vista antes nunca observados; reflexões nunca antes feitas por nós. Ler nas entrelinhas do "nosso" autor, junto de alguém mais experiente que a gente - o bom crítico.
Pois é. Hoje fiquei sem aula na faculdade. A professora simplesmente estava na sala do colegiado de Letras, ocupada com a reconfiguração dos horários de nossas aulas semanais; o professor Alberto também não deu aula, e por isso ficamos dispersos. Cá estou, então, às 22:02, escrevendo para passar o tempo na Coordenação de Ensino (onde trabalho todos os dias). Após ter ficado a ler Michael N. Stanton na bibloteca durante as duas primeiras aulas e depois zanzado um pouco pelo campus da facul. Muitos pensamentos, como sempre, povoam minha cabeça durante essas caminhadas.
Lá no DCE está acontecendo o "Educação Física é Show" (um evento semi-artístico do curso). Dei uma passadela por lá, mas estava tão artisticamente insuportável que preferi respirar ares mais puros ao caminhar sozinho pelo estacionamento dos professores.
Hoje é um dia como qualquer outro, mas acho que deve haver algo mais insignificante nele: não aconteceu nada de mais em relação à semana ainda. Talvez eu esteja anestesiado com o dia, ou talvez seja simplesmente minha consciência observando a própria idiossincrasia perante o dia que se passou.
Enfim, meu cérebro está em modo de espera (a espera de um milagre: ALGUÉM em Paranavaí, ao meu redor, mostre a CONSCIÊNCIA intelectual da Vidaaaaa!!!).

Um comentário:

K. disse...

Caminhadas... Ontem fiz uma! Foi LINDA: base aérea -> aeroporto. Solitária, mas esclarecedora, intrigante, viva. Sabe... Os dias mais especiais são os verdadeiramente refletidos, intensamente sentidos, são os dias que vivemos para nunca mais. São os dias que cansam, esgotam, os dias que dizemos "Não poderia ter feito nada a mais!". São dias em que se sonha com alguém (na falta de tê-lo), são dias em que... Se louva a Deus pelo canto dos pássaros, pela cor das flores no caminho, pelo casal de velhinhos que caminham juntos na praça. Todos os dias são um único dia: chega e passa. Não deixe que o dia passe em vão.