quinta-feira, 30 de junho de 2011

Perspectiva - Mundividência

Não estou pronto para me desesperar pelo mundo. Pelas pessoas. Pelos cristãos. Pelas mulheres...
Não sei. O que sinto é que às vezes parece que vou ter um colapso com este mundo. Não encontro um lugar nem pessoas condizentes com o que me parece ser a realidade pensada por Deus. Não há. Simplesmente não há.
E pior que isso é viver se embebendo de sentimentos perante a realidade. Romantizando a vida. Ilustrando meus dias com pensamentos gerados pelos vislumbres interiores de minha alma para com o mundo.
Às vezes fico pensando... onde posso encontrar? Haverá um lugar... Um ser humano...
Quem?
Sei que isso parece desconexo, e é. Pois meus pensamentos se mesclam à realidade, e principalmente à confusão interior advinda destas perspectivas induzidas por determinadas decepções existenciais. Vivo na busca dos melhores termos para designar a vida para sabe-se lá quem. Procuro ler a existência qual obra de arte literária, buscando identificar as funções literárias da vida. Mas onde está meu adjuvante?
Oh! vida. Oh! Deus. Que venha o que tiver de vir, mas que seja diante de meu preparo existencial.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vislumbre

Ao escuro das incertezas minhas mãos estendi
Tentando dos sonhos as paredes apalpar
E do vil silêncio noturno...
Em meios às preces de Amor,
Uma amorosa canção despertar!

Em noite profunda de sono
Em sonhos a luz da Lua veio banhar
O cume dos montes mais altos
E o meu sonho iluminar

E em meio ao toque suave da Noite
Orações embalando-me a Alma
A Rosa Sublime do campo os meus olhos fitou

quarta-feira, 22 de junho de 2011

É pra rir ou pra Chorar?!

Como se não bastasse a legalização da união homoafetiva no Brasil e demais barbaridades morais que andam acontecendo no país, agora é a vez da legalização dos "erros" gramaticais no sistema linguístico brasileiro. É para rir ou para chorar?

Por acaso encontrei um caderno de questões do vestibular de inverno do ano passado (2010) aqui onde trabalho e, pasmo, li a proposta de redação número um do caderno. O título era "Menas por Favor". Texto tratando da nova legalização dos "erros" gramaticais. As linhas iniciais do texto-proposta diziam o seguinte:

"A gente vamos falar errado menas vezes. Por mais estranheza que provoque hoje, essa frase poderá ser considerada uma maneira culta de usar a língua no ano de 2010. Nem estaremos nos comunicando em português, mas sim em língua brasileira."

Por mais incrível que pareça, estas propostas de "revolução" normativa, advém de um "USPiano" (Ataliba Teixeira de Castilho). O cidadão bem formado aí citado é professor e linguísta, e estuda tal engenhosa ideia (por sinal maravilhosa - com todo sarcasmo possível de minha parte) há cinco anos, e acha "que em 200 anos teremos uma língua brasileira, totalmente diferente do português europeu e do africano".

Segundo o texto-proposta, o linguísta "se apoiou no conhecimento acumulado para escrever "Nova Gramática do Português Brasileiro", e se atreve a dizer, por sobre todos os ouvidos acadêmicos brasileiros, que não está "preocupado com o certo ou o errado", pois o que fez foi "um retrato da língua como ela é falada no Brasil, com SUAS VERDADES".

Se você for crítico com a gramática e com a norma culta de se escrever e se pensar, não será necessário comentar nem elucidar onde, nestas citações feitas acima, estão os porquês deste artigo de opinião. O que me vem à mente, ao ler tais coisas, é que o brasileiro realmente não valoriza o que precisa ser valorizado. Tampouco liga para as coisas morais (criticando-as como inúteis à felicidade).

terça-feira, 21 de junho de 2011

Burlando a Realidade

A produção literária depende da experiência existencial do escritor. Isto é óbvio. Não é preciso aderir a uma teoria literária para refletir ou embasar um pensamento sobre tal questão. O que acontece (nas universidades) ultimamente é que as pessoas (falo de pessoas bem formadas como, por exemplo, professores e críticos) estão perdendo o senso de realidade. O que seria isso?
O senso de realidade provém de uma reflexão feita a partir de uma estreita relação do indivíduo pensante com a própria vida (e não com manuais didáditos cheios de teorias abstratas e longes da vida real).
Vamos partir de um exemplo claro e objetivo para elucidar o que estou a dizer.
Na Universidade de Maringá há uma professora minha que está concluindo o Mestrado. Segundo as informações que ela me passa, os mestrandos de sua sala dizem que não estão se mestrando para atuar em sala de aula. O objetivo da maioria é produzir como pesquisadores, ir para o exterior, escrever artigos sobre "Educação" e etc.
Observe um fato interessante: são exatamente estes futuros mestres os escritores dos manuais de Pedagogia para serem postos em "prática". O quê? Em prática?
Como podem falar de prática se só vivem enclausurados numa sala com um computador, escrevendo sobre coisas com as quais não possuem experiências empíricas?!
É disso que estou falando quando digo que muitos perdem o senso da realidade.

Engraçado que hoje o MEC já está instigando o sistema de ensino brasileiro a acatar as variedades linguísticas das diversas classes sociais (variedades estas causadas por uma "imperfeição" dos falantes na aquisição das normas da língua e não um fator meramente cultural das diversas regiões do país).
Conceitos como "Certo e Errado" estão caindo do uso. Agora estão inserindo novas concepções de linguagem e comunicação.
O que importa agora é ser compreendido, e não buscar o aperfeiçoamento da expressão linguística. Também o papel do professor de língua materna estará em grande risco, podendo ir parar numa clausura sistêmica.
Há uma falta de noção da realidade da parte destes críticos. E o pior é que estão transmitindo tais propostas metodológicas com a propaganda enganosa de serem "realistas".
Entristece muito saber que a maioria busca o "errado" (uso o termo sem medo de "errar").
Se, por exemplo, o aluno não der a resposta almejada pelo professor numa avaliação, valerá alguma coisa trocar o termo "resposta errada" por "resposta inadequada"?
Não. o que o (novo) sistema está a fazer é mais ou menos uma trapaça.

sábado, 18 de junho de 2011

Labéu à mais Bela Flor do Campo

Ah! se aquela Flor:
Destaque do campo...
Do mais verdejante prado... a mais bela...
Soubesse que aqui habita
Um botânico sonhador,
O que pensaria?
O que sentiria?
Se soubesse que é a mais pura Flor
Encontrada por entre o vale...

Mas triste é saber que este viajante
Só até lá viajou para contemplá-la...
Um pequeno vislumbre, e... adeus!
Se soubesse que não é por outro motivo
Que ele até a sua presença fora...
Oh! Flor Primorosa do bosque...
Sutileza do campo...
Até quando este sonho?!...
Até quando...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Companhia em Potência

Sem causa não há efeito,
Disto todo humano sabe.
Pensar é consequência
Duma causa anterior.
Logo: pensar não é Causa,
Mas Efeito!
E se é efeito de algo...
Que causa-algo é?

"O Mundo...
A Vida...
A Existência!
"

É por isso que Hoje penso
No que muitos não refletem
Na verdade não encontro alguém
Que reflita as coisas que aqui penso
Vejo-me num estado de solidão em meio a multidão
Num corredor a caminhar...
Sozinho, não de amigos, não de contatos...
Sozinho de Espírito!
Não há Ninguém!
Simplesmente não há!
Triste é pensar que se amaria um Amigo-Irmão
Ou uma Namorada-Auxiliar-Companheira
Mas que não se encontra por mais que se observe ao redor!

É por isso que digo:
Não fosse as intrigas ideológicas entre meus companheiros de sala ultimamente
Não despertariam tais pensamentos em mim
E não concluiria que estou só em minhas contemplações existenciais
Tampouco insatisfeito com tal situação.

O que lamento é o estado de "ausência"
De uma presença em "potência"...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Com quem Conversar

Não tenho com quem conversar...
Sequer para enviar um E-mail!
Não há com quem desabafar
Oh! dor que me corta ao meio!

Desordem às vezes perturba
O foco do meu coração,
Chorar não resolve, conturba
Meus versos de amor e paixão!

Não tenho com quem conversar...
Sequer pra enviar um E-mail!
Não há com quem desabafar...
Oh! dor que me corta ao meio!

Sincero prossigo o caminho
Dos sonhos ou desilusão
Mas quero encontrar este ninho
Chamado "Realização"

Dos dias que vivo perdura
A dor que sozinho rumino
Não ter com ninguém a ternura
Do Amor cantar alto seu hino!

Não tenho com quem conversar!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Octossilábicamente Poetizando

Sem Fé profeta algum viveu
Na Terra onde Jesus desceu
Aqui foi que o Mar se abriu
Também foi onde o Mal caiu

Sentir não é tão bom assim
Pensar é bem melhor no fim
Se o Coração por "Ela" dança
A Fé anima a Esperança

Na Fé foi que Maria disse
Seu Sim ao Anjo Gabriel
E antes que Jesus partisse
Nos deu a Mãe e foi pro Céu

Crônica Reflexiva

Numa de minhas consultas meu médico me disse que sou movido pela ansiedade. Nas palavras do mesmo: "se retirar TODA a tua ansiedade eu acabo com o Leandro em você. Pois a tua ansiedade é tua salvação no final das contas".
Engraçado. Quanto mais reflito sobre este tema (conflitos internos) mais percebo a necessidade da oração pessoal, da meditação, da entrega dos problemas a Deus. E percebo também que não podemos viver uma vida plena "sem" estas práticas existenciais no decorrer (principalmente) de nossa vida adulta.
As pessoas vivem conflitos de "N" tipos. São várias categorias de tensões existenciais no cotidiano de cada indivíduo. Mas observando bem de perto a vida das pessoas podemos notar o quão pouco se entregam à oração. Não conversam com o Criador de modo algum. E ainda por cima querem que a Vida lhes seja gentil.
COMO?
Impossível manter um estado de espírito constantemente equilibrado se nem ao menos entregamos o nascer e o findar do nosso dia ao Senhor. Isto é sério. Devemos viver somente para Ele. O que acontece, no entanto, é que as pessoas vivem achando que um dia o mundo melhorará para elas. E que as coisas mudarão para a melhor do "nada".
É muita utopia, eu sei. Percebi tudo isso quando vivia sem rezar. Quando pensava que bastava estudar muito e aprofundar os mistérios científicos da existência para ter uma vida plena e feliz.
Hoje entendo que não há equilíbrio sem um mínimo de de esforço de nossa parte para agradar a Deus. E mesmo que pareça praticamente impossível viver uma vida devota, isto é, de piedade e total entrega, digo que há exemplor aos milhares para escolhermos como modelos de santidade.
Siga pelo menos um modelo e viverás a vida que sonhas (mas que não fazes ideia que existe no plano da realidade).

domingo, 12 de junho de 2011

Se ela não faz sopa de letrinhas...

Ah! se Tu pudesses ser
A filha do Amor, trazida a mim
Nesta noite de carência múltipla
Se pudesses ser tua face
Que com um ameno beijo eu selasse
Se pudesses...
Ah! se fosses apenas Tu, a Princesa...
Aquela que hoje vi
Com um olhar brilhoso me fitava
E minh'alma em ti abrigo depositava...
Fogo!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Para tocar, cantar e dançar


Se tem uma coisa chata é ficar com sentimento de "queda" por alguém e não conseguir resolver o bendito problema. Ainda mais quando a situação é complexa.
Se fosse fácil controlar os sentimentos com certeza haveria mais satisfação. Não se perderia tanto tempo ruminando sobre certos detalhes do dia que se passou ou que ainda está por vir.
Talvez tudo não passe de uma mera questão de carência afetiva. E por isso nos sentimos fracos, necessitados de um carinho específico, feminino (para nós homens), etc e tal.
O que importa é encontrar alguém ideal para passar os fins de tarde. Para beijar, abraçar, do dia algo de bom compartilhar. E à noite, ao telefone papear, trocando palavras de amor.
É pra isso que eu quero um par para dançar. Afinal, para que mais poderia ser?
Claro que, se for para refletir um pouquinho mais seriamente, e profundamente, quero um par para a dança eterna do Amor: o casamento. Mas ai é uma questão de tempo.
O que busco agora é tentar equilibrar este coração que parece inconstante como as fases da lua. Como as ondas do mar. Como a brisa que não se sabe ao certo onde soprará.
Se Você, ó Princesa, que talvez não esteja lendo minhas atuais palavras, quisesse conversas comigo, que assunto seria ideal para ti? Pois que disto preciso eu saber. Caso contrário haveria discrepância, divergência no pensar. E é por isso que precisamos definir o tom e a divisão rítimica de nossa canção ANTES de começar a tocar e cantar e dançar.
Vem comigo: juntos podemos fazer Arte!

Valsa do Amor

Eu procuro um amor que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas desta vida eu quero esquecer

Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema
Numa esquina, ou mesa de bar.

Procuro um Amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Para que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Eu procuro um Amor, uma razão para viver
E as feridas desta vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá...



Nada melhor que ter alguém para abraçar
Num dia frio, chuvoso, noturno...
Nada melhor!
Lábios nos lábios, boca a boca
O Amor acontecendo a Dois!
Afagar os cabelos, um do outro
Acariciar a face da pessoa amada
Trocar energias...
Declarar-se sem medo de nada

Sentir que o que se pensa é certeiramente Verdadeiro!
E pensar que o que sente é Verdadeiramente Certo!
Tenho a música...
Um bom vinho do Porto...
Tenho a pista e o salão inteiro...
Só me falta o Par para dançar a Valsa do AMOR!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Possibilidades Amorosas

Se tu soubesses...
Que um pouco mais de ti
Tenho vontade de conhecer
E que esta sua capacidade de ser menina muito já aprecio...
Mesmo quando tantos não entendem.

Talvez... quem sabe o tempo
Por nós possa um dia falar
E quem sabe o Vento por nós cante
Uma nova e bela canção
Que da cabeça não desgruda
E do coração não sai!

Mas... se tu soubesses...
Talvez viria perguntar
Das coisas que aqui se passam
Ou dos olhos que te ocultam ao coração
Mas cá um fogo ardente fumega
Ruminando de ti expressões...
Seja como for
Cá estou
Olhando pela janela das possibilidades amorosas!

A Gente...


Por onde caminha o Amor
Que ainda não vejo por cá,
Tristonho e cansado Menino
Pergunta somente "será?"

A linda donzela do sul
Não sabe do que ele sente
Pois vive perdida no espaço
Enquanto ele sorridente

Um dia ele vai ao encontro
Da linda donzela do sul
Vergonha lhe tinge o semblante
Talvez ela diga "it´s cool"

O que ele sente lá dentro
Do fundo de seu coração
Fumega qual fogo ardente
Compondo uma ardente canção

Se é lindo esse amor de Menino
Se é belo esse jeito de amar
Se é lindo o que é dela: o sorriso
Se os dois querem ter o Luar...

Cabelos compridos ao vento
Inspiram-lhe a já versejar
Um dia ela sabe, e atento
O "boy" vai dizer: "quer amar?"

Até brincadeira parece
O jeito da gente gostar
Daquilo que agrada aos ouvidos
A música em "Dó" a tocar

segunda-feira, 6 de junho de 2011

My Other Side

Estes olhos que nada dizem
Do que em mim habita: o Amor...
Olhos neutros, mas que atentos
Fitam na Cruz Nosso Senhor

Esta voz, flauta adocicada
Canto de Anjo, como pode!
Diz ao pé do ouvido: canta aquela...
Quando ao violão: a Deus a Ode!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sei lá..

Nem sempre nossas escolhas se baseiam em certezas. Nem sempre acertamos nas escolhas que fazemos. Nem sempre as coisas que achamos certo fazer são o melhor para nós. E nem sempre o que parece racional é verdadeiro.
Talvez o que dissemos ontem não seja realmente o que gostaríamos de ter dito...
E assim agimos opostamente ao ontem. Mas quanto importa tudo isso? Afinal, vivemos de escolhas ou de certezas? De palavras ou de ações? Talvez uma parceria.
Vou estudar um jeito de viver. Uma maneira correta de seguir viagem. Talvez uma escala definida para (nela) compor minha melodia existencial.

Just Pray

My head says that I need to find someone I love in true. I think that Love is a big value inside us. We need to understand it. I like her as much as she doesn´t understand, but I think it´s so complicated to carry on without it hurt to.
Then I guess we need to walk alone. We need to wait for the Love solve our lives.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Think About It

Tu me pediste para não mais te fazer chorar novamente. Disseste-me para não mais lançar aos "arbustos" o teu coração. E assim findamos mais uma prosa de amor discutida.
Não quero, pois, fazê-la novamente ao chão verter lágrimas. Não é minha vontade ser a causa de mais um sofrer. Quero paz. Quero Amor. Harmonia e constância. Certezas e Sonhos. Nada de confusão. Para ambos quero PAZ.
E se for para "repetir" a dose de sofrimento: never more. Pelo bem destes dois jovens corações, pelo bem destas almas... não machuquemos mais ainda o teu espírito de Mulher-de-Valor.
Pois temo por aquele discurso de quem não se realizou nas expectativas amorosas e que resolveu fumar, beber, e se "estragar". E você me disse algo parecido. Como se numa auto-destruição por revolta e frustração.

Para agora, apenas respire profundamente. Como dito: práticas piedosas e muita meditação.
Por mim, espero no silêncio do Amor, esperando para que a pessoa certa seja quem Deus trouxer e não quem o meu intelecto ou coração escolher. Apesar de que ambos processarão a pessoa amada, Deus é quem dará o sinal.