quinta-feira, 30 de junho de 2011

Perspectiva - Mundividência

Não estou pronto para me desesperar pelo mundo. Pelas pessoas. Pelos cristãos. Pelas mulheres...
Não sei. O que sinto é que às vezes parece que vou ter um colapso com este mundo. Não encontro um lugar nem pessoas condizentes com o que me parece ser a realidade pensada por Deus. Não há. Simplesmente não há.
E pior que isso é viver se embebendo de sentimentos perante a realidade. Romantizando a vida. Ilustrando meus dias com pensamentos gerados pelos vislumbres interiores de minha alma para com o mundo.
Às vezes fico pensando... onde posso encontrar? Haverá um lugar... Um ser humano...
Quem?
Sei que isso parece desconexo, e é. Pois meus pensamentos se mesclam à realidade, e principalmente à confusão interior advinda destas perspectivas induzidas por determinadas decepções existenciais. Vivo na busca dos melhores termos para designar a vida para sabe-se lá quem. Procuro ler a existência qual obra de arte literária, buscando identificar as funções literárias da vida. Mas onde está meu adjuvante?
Oh! vida. Oh! Deus. Que venha o que tiver de vir, mas que seja diante de meu preparo existencial.

3 comentários:

K. disse...

Olá, meu caro!
Talvez você não acredite na minha capacidade de compreensão desse turbilhão de incongruências acerca da distância entre nós, viventes na Terra, e o plano de Deus em sua fiel execução. Mas eu compreendo sim! Confesso que meu sentimento à primeira vista, depois de notar essa discrepância, foi demasiadamente amargo para mim - é como se eu estivesse mergulhada até a cabeça dentro de um chiqueiro. E o pior - eu não escolhi estar ali -, tudo já existia "a priori", tanto as coisas boas quanto as ruins (e COMO se sobressaem as ruins no nosso julgo!). A inércia das pessoas com relação à própria infelicidade e com relação à infelicidade alheia me causavam asco. A visão acerca da vida à minha volta era cada vez mais lúgubre e turva... Foi então que eu percebi que a única maneira de mudar isso é não se deixando levar pelo que vem de fora; falo de coisas como apatia às coisas boas da vida, indiferença ao sagrado, ao santo, anestesia ao sofrimento dos seres vivos - em especial do ser humano - e por aí vai. Sentir-se mal é o primeiro passo. Talvez o segundo seja, apesar da tendência não promissora, ainda crer que há um futuro melhor esperando para ser alcançado, contagiar as pessoas ao redor com essa esperança no Senhor e, assim, não fazer parte da amargura alheia. Tentar consertar o mundo inteiro é utopia. Creio que temos duas chaves para a porta da felicidade e uma não é autossuficiente sem a outra:
1. Saber o que eu quero. Porque se eu não souber o que quero, não valorizarei o que eu tenho.
2. Buscar saber o que Deus quer de mim e valorizar a vontade Dele a ponto de buscar fervorosamente realizá-la.

São duas coisas complexamente simples. Simples, porque são óbvias, qualquer pessoa que pense um pouquinho consegue identificá-las unidas como um bom caminho para ser seguido. Complexas, porque cada um tem suas amarras que não permitem a tomada de atitude.

Aninha Zocchio disse...

Olá menino!
Sou joana ninguém para comentar seu texto, mas lendo o que escreveu paro para pensar sobre isso, e sinto que poderia ser mais maleável, não exigir tanto dos outros, ninguém é perfeito, e para quantas pessoas nós também somos imperfeitos, relapsos? Quantas faltas nós temos, quantas ausências, quantas atitudes que às vezes fere a outrem, e que os decepcionamos... ai ai... para se pensar... para eu pensar... preciso consertar em mim, o que às vezes vejo errado no outro.
:-(
bj bom final de semana!!

Leandro Vieira disse...

Olá Aninha. Então, não estou exigindo dos outros, estou dizendo que não encontro (ao meu redor-cotidiano)alguém que seja condizente com a realidade correta.