segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Artigo de Fé

Desde quando cresci e comecei a refletir sobre minha própria existência com maior profundidade filosófica, venho percebendo, cada vez mais, a necessidade intrínseca de Deus nas nossas vidas (e principalmente na minha, claro).
Aliás, que Ele é necessário a todos é óbvio a qualquer cristão ou crente. Mas a profundidade deste "saber" é que faz com que o grande Temor do Senhor paire sobre aqueles que se aprofundam no santo conhecimento do Divino.
E quanto mais reflito sobre a natureza Santa de Deus, ou seja, o mistério da existência Divina e sua essência como Criador de TUDO o que existe, vou adorando mais e mais, e louvando, e pedindo, e clamando, e conversando com Ele a medida em que vou aprendendo, sempre melhor, da Palavra e da Vontade do Santíssimo.
Conhecer a Vontade de Deus é necessário para um bom cristão seguir viagem aqui na Terra. Mas conhecer e não praticar esta Vontade é até pior do que não saber e não praticar. Pois aquele que não souber e, por isso, não praticar, será levado em conta em sua causa no julgamento final. Mas aquele que, sabendo, não praticar, será julgado sem direito a nenhuma redenção nem relevância perante a Lei do Altíssimo.
Sendo assim, busco conhecer a Deus, respeitá-Lo, temê-Lo, amá-Lo, adorá-Lo, glorificá-Lo e tudo mais, para que consiga ascender ao Céu de acordo com o que Ele nos pede para fazermos.
Só que preciso ter em conta que à quem mais for dado, mais será cobrado. Isto é uma das Leis de Deus perante o julgamento final. Então não poderei pisar na bola com o Todo Poderoso, mesmo que Seu diletíssimo Filho tenha vindo para salvar nossas almas do inferno, ainda assim, temos de praticar a Vontade (práxis crística) de Deus sem contar "apenas" com a boa Fé e razão em Deus.
Isto quebra o argumento daqueles que se julgam salvos "somente" pela Fé. Pois a própria Palavra diz que o Senhor nos julgará por nossas "obras" (claro, contanto que tenhamos feito todas elas crendo e sendo batizados).
Somos chamados a dar a "razão" da nossa fé. Isto significa uma manifestação de defesa perante os ataques dos inimigos daquilo em que acreditamos.
Ora, se não se crê no que eu creio, só pode ser por ignorância do artigo de Fé, isto é, ausência de conhecimento daquilo em que creio; ou por conhecer e, ainda assim, "discordar" por motivos alheios e totalmente subjetivos.
Talvez conhecer não basta, e sim "compreender". Pois Santo Agostinho já o dizia: "é preciso crer para compreender o mistério da nossa fé, mas às vezes é preciso compreender primeiro para crê-la.
Então, minha meta espiritual é a apologética da Verdade expressa, disseminá-la entre aqueles que ainda não a conhecem por "completo".
"Só se ama aquilo que se conhece". Ora, Deus se fez cognoscível pelo Homem, Sua própria criação, porém o próprio Homem se ausentou deste conhecimento explícito que possuia de "Graça" outrora (no Éden).
Hoje precisamos da religião para nos "re-ligarmos" com o Senhor. Há meios "criados" para nos restabelecermos (batismo, sacramentos, posturas de Fé) com o Divino Criador.