terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Hermenêutica da Vida - Literatura

Vamos refletir sobre a questão da interpretação das coisas da vida. E falando mais direcionadamente, analisemos a questão da interpretação literária; pois é nela que encontramos este ato humano (o de interpretar) com maior técnica e ciência.
Quando lemos qualquer obra literária logo percebemos a necessidade de atribuirmos um significado à obra lida. Este significado não quer dizer algo totalmente "pessoal e subjetivo", e sim algo que seja "comum" entre todos os demais leitores da mesma hisória. Pois interpretar é extrair a essência daquilo com o que se tem contato. E se estamos focando na questão literária, então devemos atentar para certos requisitos básicos para entender o porquê de tantas divergências entre os leitores e críticos.

Quando falo de "essência", falo do sentido "universal" e "Verdadeiro" da obra.
Não podemos dizer que tal livro possui milhares de interpretações se o sentido que o autor atribuiu antes de escrevê-lo era um só, isto é, específico.
Logo, sendo "específico" o sentido de um livro escrito, é óbvio que a sua interpretação também deverá ser específica, ou seja, condizente com o significado primeiro da obra.
Se eu escrevo uma obra de ficção com o intuito de criticar a mídia, por exemplo, então não se pode afirmar, após se ler minha obra, que eu quis criticar a política. Ainda que alguns fatores literários de meu escrito possam sugerir uma "outra" interpretação, que leva a outro caminho de significado essencial (que não o de meu primeiro intuito), logo esta interpretação é "falsa" (perante Verdade do autor).

O homem confunde demais as coisas. Interpreta muito de maneira equivocada e precipitada. Procura projetar suas próprias convicções ideológicas e críticas naquilo que lê. Buscando sempre atribuir o "seu" ponto de vista acima daquilo que é objetivamente o significado Verdadeiro do objeto observado.
Devemos estar atentos a isso. Pois somos passivos de interpretar equivocadamente a maior parte das coisas da vida que nos circunda.
Seja uma obra de Machado de Assis, seja uma carta de um amigo, seja um texto de um Blog, seja a Palavra de Deus e etc.

Se interpretamos ao nosso modo e à nossa perspectiva subjetiva, então não cremos na Verdade Absoluta que existe. Se eu digo que "para mim" o livro tal fala "isso" ou "aquilo", então estou descartando a mensagem objetiva do autor. Pois todo texto possui um só centro, ainda que constituído de diversos focos em aspiral. Interpretar a partir dos focos circundantes ao epicentro da obra é jazer no erro interpretativo.
Busquemos a essência das coisas escritas. A mensagem objetiva, Verdadeira, nua e crua.

A Verdade não muda, não sofre mutação nem evolui - como se diz modernamente.
O que era errado para o homem no passado ainda o é e sempre será hoje e amanhã.
O que é Bom é Bom, e o que é Mau é Mau... Sempre e para sempre!

Meu Amor por minha princesa é absoluto, e não há interpretações para isto. Basta sentir, observar e concluir de sua autenticidade, verdade, profundidade etc.
Minha Rosa Azul é assim por ser aquela que meu coração encontrou como a "musa".
Mas esta postagem mais romântica deixo para o próximo post. Pois hoje eu estive a pensar na interpretação literária das coisas humanas.