quinta-feira, 7 de abril de 2011

Psique - Idiossincrasia de L


Incostância deve ser a Palavra. Esta define três quartos do que eu sou por dentro. Inconstante como as faces lunares. Como as ondas oceânicas. Como o farfalho das folhas das árvores. Assim eu sou.
Mas em meio a tanta inassiduidade, isto é, tanta inconstância de espírito e emoção, uma coisa permanece, como se fosse um princípio imanente de minha alma.
A Poética.
A Poética é o veio artístico pelo qual, com tal termo, resumo meu psiquismo. Meu ego-filosófico. Meu EU.
Talvez ainda esteja um tanto vago a descrição idiossincrásica, contudo sou um ser singularmente classudo (visto ideologicamente por mim mesmo e não no sentido real de quem me contempla de longe). Minha mente vagueia por meio de brumas de pensamentos. E, às vezes, sonolento, anseio por acordar de certos pesadelos pelos quais passeia minha consciência dormente - entorpecida pela influência social ao meu redor (tão maçante na maior parte do tempo).
...

"Uma pessoa?" (voz da própria consciência)...

Sim. Talvez seja disso que eu preciso mais neste momento. Talvez encontrar um grande Amor para esquecer-me a mim mesmo por um segundo e pensar mais em fazer alguém sofrer menos com as intempéries da vida. Ou talvez isto esteja fora de cogitação para as atuais questões cotidianas (vida universitária conturbada e atropelada, pré-projeto de Mestrado, grupo de estudos religiosos, grupo de leitura etc). Talvez eu esteja simplesmente em fase de transição existencial. Talvez esteja mudando de pensamento. Ou talvez esteja amadurecendo uma ideia de infância: salvar uma Princesa aprisionada no castelo negro e obscuro de um malvado Conde vampiresco.

Quem sabe?

Quem sabe a sorte seja realmente o encontro magnífico da oportunidade com a preparação?!
Quem sabe aquilo pelo que eu mais espero não aconteça quando eu menos esperar?!
Quem sabe a vida não me mostre uma Primavera nunca antes vista?!
Talvez uma Rosa diferente das que já contemplei neste imenso "Jardim-de-meu-Deus"...

Ultimamente tenho procurado instalar câmeras e escutas nas paredes secretas de minha própria consciência (ou sub-consciência?! - que seja! hmpf!). E tenho buscado fazer um curso relâmpago no mundo dos sonhos, buscando aprender a monitorar os equipamentos mentais de policiamento do raciocínio lógico e artístico interior.
Na verdade esse palavreado todo só serviu para tentar dizer que estou buscando me policiar mais e disciplinar mais minha psique.
Tenho atentado para os anseios mais profundos de minh'alma. Minhas emoções já as cataloguei todas. Coloquei código de barras em cada sentimento. Há, porém, alguns pensamentos que ainda estão fora do catálogo e fora do cadastramento. Preciso de um pouco mais de tempo e espaço para carimbá-los na consciência da auto-cognição.


Bom, a vida segue seu fluxo maluco, e eu aqui, 23:17 a procrastinar para tomar em mãos o volume do Catecismo Maior de São Pio X, e, logo em seguida, Ortodoxia de G.K. Chesterton para, ai sim, cair na cama e esperar o mald... ops... bendito despertador-celular tocar a musiquinha do East to West do Casting Crowns às 6:30 da matina.
Logo será mais um final de semana em que finalizo mais uma jornada de estágio remunerado e atividades profissionais.

Enfim... que a paz esteja com todos os leitores, meus anfitriães virtuais, e que um dia eu possa desfrutar do simples prazer de colher uma boa e descontraída prosa aleatória com cada um de vocês.

In corde Jesu semper!
Amem!