quarta-feira, 13 de abril de 2011

Musa Minha


Oh! Amor de meu coração
De todas as razões que existe a minha saibas:
Que assim como intenções de ser pesado
Não tem o Elefante que caminha sobre a relva
Assim também não tenho
De que pesadas sejam minhas palavras sobre os ouvidos teus!
Pois acalanto espero ter contigo de meus anseios amorísticos ao dizer-te
Vem a mim e caminhando caminhes ao lado meu
Sendo infinda a nossa jornada
Oh! doce Amor, sereno de outrora
Lá e de volta outra vez,
Diz o autor britânico
Mas cá estou e novamente assim:
Preso à tua beleza de céu de opala
Musa inspirante e meiga
Teus cabelos ao vento a balançar
Comigo mexem num anseio a disparar
E agora pouco penso, senão em ti, amor meu
E enquanto brilha este Sol neste azulado Céu
Vermelho fica meu sonho, do sangue que vivifica devaneios poéticos!
Musa dos sonhos meus acordados
Dispa-te da solidão
Vista-te de mim
E junto ao meu passo, tranquila caminha
Pois de uma estrela o brilho te prometo
Nos escritos poemas de minh'alma...
Alma minha, serena e linda
Doce Aurora com frescor
O coração me inebriando
Ficas tu a tocar-me o peito...
És Musa minha!

Críticas e Pensamentos


Ontem (12/04/11) perdi as duas últimas aulas (de Língua Inglesa IV) por ter ficado a conversar com um amigo no corredor da Universidade; mas pelo papo que tive posso dizer que valeu a pena. Afinal de contas, não é todo dia que você tem oportunidade de matar aula para conversar sobre coisas realmente importantes na vida (ironias à parte).
O fato é que aquela conversa informal com meu amigo, ou melhor, o assunto tratado naquela conversa, tratou justamente da importância de assuntos que não são nem um pouco tocados nos meios universitários (para não ofender a Platão com o termo "Acadêmicos"). Ou seja, começamos a conversar sobre grupos de leitura, livros e afins. Logo em seguida começamos a questionar o sistema acadêmico (ô pecado de palavra, né Mestre Platão?), falando que tal termo, isto é, este que advêm da Academia de Platão, lá da Grécia, é empregado com denotação completamente oposta à idealizada pelo grande filósofo grego. Acadêmico é alguém que participa da Academia, ou seja, em se tratando de Platão, seria uma academia filosófica, cultural, racional e artisticamente didático-sistemática. Coisa que nem de longe podemos ver nas universidades em geral.
O que se pode contemplar, infelizmente, são sistemas corruptos de globalização, socialismo, comunismo, marxismo, pedantismo, niilismo, etc-cismo!... Bah! Tudo isso está pingando e escorrendo [às enxurradas] dos meios acadêmicos. E por isso conversávamos sobre a decadência humana que se dá quando o Homem proclama (como sempre se vê), com ar de vitória da Ciência sobre a ignorância, as conquistas científicas e seus respectivos méritos históricos dentro da humanidade. A namorada deste meu amigo, sarcasticamente riu-se e bradou "Oh! que méritos! Que conquistas! ONDE??? QUANDO??? O povo endoidou? A ciência NUNCA conquistou NADA!!!" E assim emendei na mesma linha de raciocínio dela; pensando sobre o homem ter ido à Lua, questionávamos a nós mesmos dizendo "mas e daí... o que isso tem a ver com a salvação da nossa alma? Aliás, nenhuma 'conquista' científica salvou a alma de ninguém, por mais que tenha salvado o corpo ou um bem material!".

O homem pode até ter pisado na superfície do nosso satélite natural, mas sequer chegou próximo de desbravar a selva de sua própria alma. Nunca tocou uma estrela da consciência;e nem sequer um só sentimento de seu coração foi capaz de controlar. Pode ter alcançado as estrelas, mas nunca chegou perto de si próprio, de verdade. O homem olha para fora, enquanto a solução de sua busca encontra-se por dentro. Os meios de transporte só aprimoraram a economia temporal para nos deslocarmos, mas e daí? O que fazemos com o tempo que economizamos? Será se o utilizamos para meditar mais a Vida?... Será se procuramos gastá-lo pensando em como ser uma pessoa melhor?
Não! pensamos em conquistar maior lucro, renda, e investimos toda nossa alma nesse negócio maluco de ganhar dinheiro para ter luxo (que lixo espiritual!!!).
Posso arriscar afirmar que quanto mais bens materiais você adquire, menos bens espirituais te resta. Não que a quantidade vá determinar a sua espiritualidade, mas se você é uma pessoa que está correndo atrás destas coisas, provavelmente és um materialista desenfreado.
Bom, se fosse para discorrer sobre as ineficácias científicas, ou seja, a inutilidade da Ciência para com o que realmente importa nesta vida humana, não caberia aqui a extensão de tal feito discursivo. Limito-me a dizer que a Ciência não prova NADA! E que a maior utopia científica é desvendar o universo - se nem sequer alcançamos a nós mesmos, como alcançaremos o cosmos infinito?
Você pode até tentar defender a Ciência, num aspecto geral. Mas ouso afirmar que a tua atitude se mostraria compassiva para com métodos utópicos de verificação e constatação da realidade apenas. Por isso não queira defender uma garota rebelde e mimada, que gosta de brincar com fogo e, quando se queima, finge que ninguém viu e ainda por cima disfarça dizendo que foi "intencional". A Ciência nunca dá certeza de NADA. E sabe por quê? Simplesmente porque ela não tem a palavra final para nenhum assunto, do contrário não poderia se auto-denominar Ciência - a razão da mesma existir é sempre buscar algo novo e diferente, que contradiga o velho, e estabeleça o novo, moderno, evoluído etc.
Para a Ciência, a ideia de um Deus criador onipotente, onipresente e onisciente é absurda porque nos estaciona num estado de espírito e consciência. O que ela quer é mover o mundo. O destino? Sabe-se lá para onde. Creio ser o abismo da auto-destruiçao.

Fois mais ou menos sobre isso que discutíamos naquele corredor. E também falamos sobre a hipótese de Sócrates ressucitar e vier a parar no centro daquele corredor. O que ele pensaria à primeira vista?

"LOUCOS! LOUCOS! MALUCOS!
O que é isto? Onde estão os meus discípulos?!"

Lógico, o pai da Filosofia tal qual a conhecemos observaria a decadência a que chegou o sistema educacional e acadêmico e teria, no mínimo, um colapso nervoso e uma parada cardíaca junto de um surto epilético induzido. Olharia para os seminários de Teologia e surtaria com o que estão fazendo de Nosso Senhor Jesus Cristo (com Teologia da Libertação e marxismo teológico etc). Observaria a diversidade religiosa, ideológica, educacional e... concluiria: "a insanidade abraçou a todo mundo mesmo. Oh! causa das causas... o que houve por aqui???!!!"