quarta-feira, 20 de abril de 2011

Onde está meu Amor?!


Alô! querida...
Alô! Princesa!
Aqui é um viajante solitário
Ligando para um número qualquer...
Apenas esperando por um compatível coração!
Será o teu?
Quem és tu?
Princesa minha?!
O quê?!
Não és, então?!
Que seja!
Basta!

Alô! quem seja...
Peço ajuda
Um Coração para Amar
Acaso sabes se é daí...
O lugar certo...
Onde um sincero Amor poderei eu encontrar?!

Talvescência

Leandro Vieira

Ah! que falta que faz um colo...
Quando carentes nos encontramos
Quando solidão sentimos ..
Mas não carência de presença humana
E sim de companhia genuína!
Um par para dançar uma Valsa
A dança do Amor!
Ah! seria tão bom...
Mas quanto tempo ainda falta?
E onde estará o meu Amor...
Será que está me esperando?!
Ou será que estou apenas devaneando ao esperá-la?

Seremos eu e a Solidão preparados um para o outro sempre?
Pois desde a infância: a solidão!
A solidão me acompanha...
E ninguém entende quando você se sente só no mundo
Talvez os poetas compreendam...
Talvez os músicos mais sinceros...
Ou quem sabe andarilhos das ruas
Mas ninguém entende!

Queria saber se fui feito para o beijo que sei beijar
Ou para o conforto que sei causar...
Talvez sim
Talvez não
O que pensar, então?!

Padre Nosso que estás nos Céus...
Diga-me, Oh! celestial Ser Supremo
Quando poderei ter a certeza?
O que fazer para não se perder em si mesmo?!

Vinde a mim os pequeninos
Vinde a mim conforto dos braços feminis
E inebria-me de alegria perfumados cabelos
Olhos luminosos incendeiam-me a Alma
E o Coração
Vinde!
Estou duvidoso...
Sim...
Não...
Talvez...

O quê!

Introspecção


De Tudo ao meu Senhor serei atento
Antes, e depois de acordar no mundo onírico
Onde vivem meus monstros e heróis
Batalhar irei contra as intempéries do Destino humano
E nalgum lugar secreto de minh'alma
Onde pernoita a Justiça e a salvação própria
Meu ser correrá tranquilo pelos recantos Lunáticos
Ao deixar-me seguir o rumo certo
Natureza minha
Oh! ramos de Oliveira nas mãos
Sereno olhar por trás das cortinas
Neste palco insano da vigília diária
Pernoito esperando o sono profundo da Noite
No melancólico aguardo da redenção
Confesso...
Senhor, confesso
A Noite é escura para os pecadores
E para mim...
Pobre de mim
Coração partido em minúsculos pedaços
Fragmentos levados como ciscos ao Vento
Poemas de Amor...
Pensamento sonolento de Verdade
Quero-te, oh Aurora de meu Coração!
Pois neste instante manifesto
Fragmentos de mim
Sentimentos expostos
Como um farol focando um intruso
Na masmorra de minha Psique

Relativismo Cultural

Discutindo a respeito de um conto lido no grupo de preparações para as aulas do PIBID (nosso programa bolsa de iniciação à Docência) expus meu parecer a respeito do conteúdo místico latente no conto "O Pássaro das Feiticeiras", lido por mim na mesa redonda do grupo - que naquele momento contemplava os contos africanos como propostas de aplicação literária para as crianças.

O conto trata de uma festa comemorativa proposta pelo rei (não citarei os nomes dos personagens africanos por não lembrá-los) a respeito da colheita do inhame. E por não ter convidado as feiticeiras, estas enviaram um gigantesco pássaro ao reinado do rei. Como o pavor havia tomado posse de todos, o rei convoca então os melhores guerreiros para tentar aniquilar a ameaça alada. Mas todos falham (apesar de terem prometido que cumpririam a missão, e que se não conseguissem poder-se-ia tirar-lhes a vida). Surge ai um guerreiro, filho único, com uma única flecha na aljava. Sua mãe estava tão aflita por medo de perder o filho unigênito que fora consultar um adivinho. O vidente alertou-a sobre a possibilidade de o filho único morrer ou ficar rico. E, obviamente, como a mãe não queria o filho morto, seguiu o conselho do vidente ao pegar uma galinha e apunhalar-lhe o peito em sacrifício oferecido às feiticeiras. Lá no reinado, ao redor do palácio, o pássaro, que nesse momento atemorizava a todos, fora atingido pela flecha única do guerreiro (no exato momento em que a mãe do herói apunhalava o peito do galináceo).

Bom, como cada um dos acadêmicos do nosso grupo deveria falar um pouco sobre o conto lido, comentei então sobre a cultura africana latente no conto que li. O fato de a mãe do rapaz ter sacrificado uma galinha, em nome da salvação do próprio filho, mostra o uso de ritualismos sanguinários para a tentativa de solução de conflitos e tensões existenciais. Os africanos possuem uma cultura Vuduística auto-evidente.
Critiquei tal detalhe (sobre os rituais) no conto e apontei a diferença deste conto para os contos de fada "cristianizados" em que as situações de tensão são resolvidas através de uma força de vontade do indivíduo protagonista (ou não) na estória, e por meio de um compromisso com a Vida.

A professora, numa tentativa "apologética" de defesa à cultura ritualístico-africana, buscou salientar que aquilo era apenas um ícone da cultura da África - tão desprezada e marginalizada pelo homem-branco-cristão-católico que lá se instalou.
Disse também que não deveríamos ver a questão da prática "Vudo" como algo meramente "ruim", mas como elemento naturalmente cultural de tal povo. Ora, isto cheira a "relativismo cultural" PURO!
Acaso já não temos mais pessoas bem esclarecidas sobre questões culturais neste país? Onde estacionou-se nosso senso crítico-moral?
Percebo um certo receio moral ao se levantar questões pertinentes à cultura alheia. As pessoas parecem ter perdido o espírito de guerreiros. Já não tem "peito" para a Guerra Santa. Falo assim para salientar a necessidade de pessoas que realmente façam diferença no mundo. Pessoas que não temam falar a VERDADE. E aqui entende-se a Verdade como "Cultura Verdadeiramente Perfeita".
Sim, pois na concepção "mundana", a cultura é relativa e não tem diferença perto de nenhuma cultura alheia. Isto se mostra evidentemente falso quando observamos o que Jesus fez por nós e o que foi dito a respeito da Verdade e do Amor.