terça-feira, 26 de abril de 2011

Crítica Moderna - Mundividência

De vez em quando dói pensar o quanto estou perdido em meio a tanta balbúrdia mundana. É triste saber que por mais que eu queira mudar para a Melhor, haverá pessoas indiferentes à própria mudança, indiferentes ao anseio do Bem; indiferentes a tudo o que se tem de fazer em nome de Deus.
Se pesquisarmos com nossos olhos por um instante, de início notaremos que o único objetivo das pessoas ao redor é buscar auto-satisfação. E por mais que isto seja óbvio a qualquer par de olhos, ainda assim não é lamentável e indignante o quanto deveria ser. Pessoas acordam cedinho e trabalham todos os dias e sequer se questionam sobre as motivações transcendentais que lhes impulsionam a seguir viagem. Qualquer coisa material basta para fazer brilharem os olhos. Seja um aumento de salário, seja uma pessoa interessante para se conhecer numa festa qualquer; seja um pirulito após o almoço para adocicar a digestão...
O que pensar da crise mundial na qual estamos submergidos? O que pensar da fome no mundo? E das guerras por petróleo? E das guerras mercadológicas? E da prostituição? Exploração de menores? Terrorismo?!...
É triste!
Simplesmente é triste só de observar. E muito mais triste é saber que somos impulsionados a fazer o oposto daquilo que deveríamos fazer. Assim o somos pela grande mídia e demais meios de comunicação e influência de massa. Somos robotizados, educados à passividade espiritual. Nunca nos damos conta de que tudo é programado. E você, leitor, pode estar se perguntando se não estou falando coisas óbvias demais. Mas talvez seja tão óbvio que por isso mesmo tenhamos nos anestesiado o coração e a alma. Talvez o óbvio seja a jogada de marketing para que nós deixemos de lado aquilo que tão facilmente já o sabemos. E talvez por isso seja mais fácil inserir atos terroristas nos meios sociais "invisivelmente", de tão "óbvio".
Quando falo de balbúrdia mundana, lá no início deste texto, falo das preocupações da grande massa da população mundial. Correndo atrás de quê, afinal!?
Se observar bem, você perceberá que muito já se tornou parte integrante de um sistema automatizado. Algo que não precisa de esforço algum para funcionar. Algo auto-movido. Como se gerasse energia própria, ou algo próximo a isto.
O mundo tem se perdido e nós estamos sorrindo como se nada acontecesse.

Au Revoir Mon Amour


O Ser de meu Eu é invariável
Assim como invariável é o Verbo que de mim sai
O Objeto da Poesia pode até mudar
Mas muda porque sofreu alteração
E se a sofreu
Sofreu por culpa da Imperfeição
Ou talvez por causa de um abalo de Espírito

Será de dentro?...
Será de fora?...
Quem é que sabe donde vem?!
Levante a mão então!
E aponte os erros do passado
Você que sabe bem o que é sentir
E sentir-se só
Ou quem sabe amado por outrem
Alvo de um Coração partido
Espicaçado em retalhos
Pelo gume adocicado e venenoso de uma feminilidade "escorregadia"
Qual fel sentimos o paladar em nós
Poetas do amanhã
Poetas do "Ser"
Não dizemos nada senão de nossas inquietações cotidianas
E o Objeto de nossas poesias
Ah! o Objeto pode mudar
Mas não o Ser
Não a apreciação de certas fragrâncias
Pois que as Rosas sempre cheirarão bem
Não importa se em um deserto ou em um lindo Jardim
Não traímos a ninguém com nossos dizeres
Somente sentimos tanto a falta de um sincero dizer:
Au revoir mon amour!