quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Causa das Ondas


De repente o canto dos pássaros
No telhado me impressiona
Mergulhado em meio a devaneios
Tanta coisa me tenciona
A compor poemas e canções
Que tratem da dor e do Amor
Um é a causa de uma imperfeição
O outro é a cura deste malefício humano!

Se tu podes tente agora
Modificar meus pensamentos
Tente olhar através destes olhos
E mudar estes momentos
Em que do azul brota o cinzento
Céu de tristes nuvens carregadas
Por que você chora?
Por que não pergunta a si mesma
Será que existe uma sina para nós...
Será que há céu para almas perdidas?
Não!
Oh! não... esta vida é mesmo assim:
O que você sente através do espelho?
Consegues ver...
O impulso do espírito
Quando já não se tem mais o que dizer!
Coisas desconexas brotam desses lábios
Tão frios ao disparar seus tiros venenosos...
Palavras que detonam minas inteiras
De sentimentos revoltosos...

Talvez um dia
A consternação se dissipe
Qual bruma ou nevoeiro
Nalgum vale ou pântano
Onde cochilam os crocodilos vorazes
Enquanto os pensares sobrevoam uma mente ociosa
Perscrutando-se a si mesma
Duvidando de seus anseios!

Venha, contemples, sinta a brisa
Esta é a causa das ondas