sexta-feira, 29 de abril de 2011

Lamentável Espinho na Índole

Por que me persegues
Oh! doença procrastinística...
Por tua causa:
Deixar para depois é minha sina...
Pensar, e apenas pensar
Fazer pouco do que se pensou antes
Eis minha lástima!
Cousa que ao declínio pode me levar mais cedo ou mais tarde!

Mas como dela ausertar-me?
Como dela dissipar-me?
Acaso sei como meu ser modificar?
Preguiça não é!
Procrastination is that!!!

O que fazer?
Não tolero isto em mim
A procrastinar vivo os dias
Deixando o vento me guiar
Enquanto afazeres se conglomeram...
Dói... corrói...
O que fazer?!
Help me, please!

Thinking of...


Esta noite sonhei estranhamente com Ela. Não sei ao certo... parece que eu estava revendo conceitos e opiniões passadas naquele sonho. Tinha um quê de nostalgia, ou talvez fosse apenas um bom olhar meu sobre um passado amoroso em geral. Na verdade o que quero é dizer que pensei um pouco ao despertar esta manhã. E agora estou confuso quanto ao Amor. Se é químico, sei que é paixão. Se é afinidade, muito pode ser de amizade. O que foi então tudo aquilo que o sonho sugeria!? Não sei ao certo.

Agora (para não dizer SEMPRE) a dúvida corrói meu coração, e isso é ruim para qualquer um. Não se pode retirar nenhum proveito da dúvida, a não ser que ela permaneça por meros segundos no ar. O importante dai é a certeza tomar logo a posse da cena. A certeza é necessária, principalmente quando o assunto é o Amor. Por isso gostaria que um ser espiritual (da parte de Deus, óbvio) me dissesse o que fazer. Adoraria que me dissesse por "quem" deveria eu depositar meus sonhos de matrimônio. Não sei. O que este sonho suscitou em mim foi esta reflexão meio caótico-aleatória. Momentos específicos do mundo onírico causam repercussões estranhas no período da vigília às vezes. E agora estou cá com meus botões. Pensando sobre aquele passado não tão remoto, mas também não tão recente.
O que será que devo fazer...
Deus nos coloca situações com significados importantíssimos o tempo todo. E é uma tremenda ilusão do indivíduo achar que às vezes Deus se esquece de nós (só porque não rezamos ou nos distraimos um pouco-ou-muito). É por isso que fico matutando sobre o sonho, sobre sua repercussão ao acordar-me. Então, como fica a interpretação? Não falo só do sonho, falo do que sinto ultimamente. Do que penso. Daquilo que faz de mim o que sou e como estou no momento presente.
Deveria existir um manual de como existir neste mundo. Mas a verdade é que o manual se encontra em códigos. E tais códigos só podems ser não-códigos quando deixamos de ser falsos para com a Vida. Quando deixamos de mentir para o espírito e para a Alma, indo na contra-mão do Pantocrator. Em suma, só entendemos a língua do manual da Vida quando abrimos nosso Coração para Deus em orações. E que fique claro: se você não tem vida de oração, NUNCA vai entender argumentos espirituais. Nunca vai compreender ditos da Alma ou experiências do tipo. Não é preconceito com os ateus, ou coisa parecida. É a mesma coisa que dizer que se você não fizer um curso ou não estudar Japonês, JAMAIS vai entender um Animê (com áudio origial) sem legendas!

Apologia Vital


Suponhais vós que esta noite
Da Morte um Anjo fosse enviado
Para tirar de todos a Vida
Que pulsa no peito encarnado

Suponhais então, meus irmãos...
Que pudesseis livrar vossas almas
Com tão persuasiva missiva...
Tingindo co'a pena o papel
Eloquentes teríeis de ser,
Dizendo de vossas vidas a razão
Por que morrer não poderíeis...
Caso fosse HOJE a Morte em Ação!

Tudo digo para consertardes
Do espírito a cruel alienação
Da alma a insígne virtude:
Buscar a Salvação!

Vamos! Dizeis a Verdade
Teríeis palavras sinceras?
Salvando-vos da retaliação?
Ou seríeis jogados ao Fogo
Queimados qual açafrão?!

Suponhais, oh navegantes
Que fosse HOJE o dia da Morte
E que fosse dela concedida excessão...
Somente àquele que retoricamente falasse
Convencendo-a da razão!

Teríeis motivos para viver?
O que pergunto...?
Apenas a Verdade quero saber:
Teríeis palavras para justificar-vos
Do existir em tão grandioso mundo?!

Quiçá teríeis murmúrios...
Moribundos chorariam na perfídia
De vossas vidas vis!



Caros anfitriões virtuais deste Blog, gostaria de saber qual resposta vocês dariam à proposta deste poema. Digo proposta, pois que escrevi indignado com certas pessoas (no geral) que não correspondem à razão de existir (humanamente falando).
Pessoas há que não mereciam viver, e pessoas há que não mereciam morrer. No entanto, não se pode dar ou tirar a vida de ninguém. Por isso, peço, num gesto de reflexão, que me escrevam aqui, dizendo como seria a "missiva" apologética de vossas vidas. Minha proposta é que escrevam como seria a defesa de vossas vidas ao Anjo da Morte. Imaginem que ESTA NOITE o Anjo viria para levá-los e, caso visse a carta que justifica os PORQUÊS de vocês terem de continuar a viver, talvez deixasse-os livres por mais um tempo, se convencido pela "retórica espiritual" de cada um.

PS: por hora, os juízes serão os próprios internautas.