segunda-feira, 23 de maio de 2011

No Tears - No Repentence

Sem lágrimas contrição não se vê
Num coração deveras arrependido
Pois que com Palavras "somente"
A Verdade pode ser ocultada
Aos olhos dos que precisam sabê-la

Sem abatimento no semblante não se vê
Sinceridade no "Pedir-Perdão"
Pois que Deus só quer um Ato
Mas quer um Ato de Amor
Amor contrito, arrependido de Ser
Pecador por tantas vezes

Culto ao Pai, ao Santíssimo Deus
Não se faz com louvor apenas.
Pois que o perdão é necessário pedir
Antes de aclamar a um Deus tão Santo,
Antes de comemorar dEle a Divina Ressurreição!

Mas vós não sabeis ainda...
Logo se vê que não atentais
Para a Verdadeira forma de se aproximar
Do Altíssimo Deus

Com Louvores minha boca bendirá a Deus;
Logo após, contrito, me prostrar eu Seu Altar!
Após, arrependido, eu chorar!
Ensinando meus irmãos a adorar,
Evitando de mim os equívocos de outrora

O Marujo

Ele era um navegante, um marujo dos altos mares. Alguém que adorava o mar e as ondas. Não queria outra vida, senão aquela. Navegar. Sempre a navegar.
Um dia, ao se preparar para mais uma expedição marítima, seus amigos o observavam, e, aproximando-se dele, questionaram seus motivos mar-aventureiros. Ele os olhou atônito, consternado, e devolveu-lhes o questionamento com uma pergunta: "quem sou eu para vós?"
E assim surgiu a primeira contenda entre o marujo e seus amigos. Pois que não entendiam a pergunta, mesmo tentando responder que ele era apenas um maluco do mar. Alguém sem fundamento e sem objetivos concretos na vida. Alguém que só queria navegar e "boiar" pela existência.
Navegar era algo que despertava um senso de equilíbrio naquele navegante. Algo como estar consigo mesmo no lugar próprio de sua alma. Lá era o lar de seu coração. O mar trazia a sensação de conquista, de procura. Mas o que ele fazia senão buscar por algo? Estava sempre procurando por novas terras. Por algum lugar ainda inabitado por homens. Quem sabe uma ilha deserta na qual pudesse montar sua tenda.
Certo dia, navegando com seu barco, avistou uma pequena ilha, rodeada por brumas. Um lugar meio sinistro, aterrorizante. Ali ele atracou o barco. Caminhou pela encosta, observou atento e curioso o lugar. Nada parecia familiar, mas simultaneamente ele se sentia em casa.