quarta-feira, 22 de junho de 2011

É pra rir ou pra Chorar?!

Como se não bastasse a legalização da união homoafetiva no Brasil e demais barbaridades morais que andam acontecendo no país, agora é a vez da legalização dos "erros" gramaticais no sistema linguístico brasileiro. É para rir ou para chorar?

Por acaso encontrei um caderno de questões do vestibular de inverno do ano passado (2010) aqui onde trabalho e, pasmo, li a proposta de redação número um do caderno. O título era "Menas por Favor". Texto tratando da nova legalização dos "erros" gramaticais. As linhas iniciais do texto-proposta diziam o seguinte:

"A gente vamos falar errado menas vezes. Por mais estranheza que provoque hoje, essa frase poderá ser considerada uma maneira culta de usar a língua no ano de 2010. Nem estaremos nos comunicando em português, mas sim em língua brasileira."

Por mais incrível que pareça, estas propostas de "revolução" normativa, advém de um "USPiano" (Ataliba Teixeira de Castilho). O cidadão bem formado aí citado é professor e linguísta, e estuda tal engenhosa ideia (por sinal maravilhosa - com todo sarcasmo possível de minha parte) há cinco anos, e acha "que em 200 anos teremos uma língua brasileira, totalmente diferente do português europeu e do africano".

Segundo o texto-proposta, o linguísta "se apoiou no conhecimento acumulado para escrever "Nova Gramática do Português Brasileiro", e se atreve a dizer, por sobre todos os ouvidos acadêmicos brasileiros, que não está "preocupado com o certo ou o errado", pois o que fez foi "um retrato da língua como ela é falada no Brasil, com SUAS VERDADES".

Se você for crítico com a gramática e com a norma culta de se escrever e se pensar, não será necessário comentar nem elucidar onde, nestas citações feitas acima, estão os porquês deste artigo de opinião. O que me vem à mente, ao ler tais coisas, é que o brasileiro realmente não valoriza o que precisa ser valorizado. Tampouco liga para as coisas morais (criticando-as como inúteis à felicidade).