terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Poesia - Rainha da Guerra


Recentemente, ao frequentar um Blog dum católico também crítico e bem informado da crise da Igreja no Mundo Moderno, encontrei com alegria uma poesia da esposa do finado e queridíssimo professor Orlando Fedeli, o qual defendeu com a própria vida o cristianismo e o catolicismo simultaneamente. Reproduzo a poesia com júbilo e assinando em baixo, viva Maria Santíssima, Nossa Senhora de todas as graças: Jesus Cristo!

RONDÓ DA GUERRA

Minha Mãe, não me deis paz,
Não me deis paz nesta terra.
Neste mundo que vos faz
Constante e terrível guerra,
Dai-me a guerra e não a paz.

Dai-me sempre o gesto audaz
E a palavra que aterra
Pela verdade que traz.
Dai-me coragem na guerra
E não me deis jamais paz.

A mentira que compraz
E que desculpa quem erra,
O golpe que volta atrás
E que teme entrar na guerra,
Não me deis nunca tal paz.

Nem o repouso fugaz
Que todo recuo encerra
Essa mansidão falaz
Não me deis, mas dai-me a guerra,
Porque me mata essa paz.

Oh Vós, Rainha da Guerra,
Que só na liça dais paz
A paz que não é da terra –
Não me deis morte na paz,
Mas dai-me a vida na guerra.

E Vós, Príncipe da Paz,
Que viestes trazer a guerra
Que toda verdade traz,
Dai-me a vitória na guerra
E, na luta, a vossa paz.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Como aprender?

Esta tarde, enquanto voltava do centro da cidade para casa, me peguei a pensar sobre o Ensino em si, isto é, no ato de ensinar e, consequentemente, de aprender. Mais especificamente falando, concentrei-me numa pergunta: se muitos já se indagaram sobre como ensinar eficazmente, coloco-me, agora, na questão de como aprender eficazmente!
Mas a pergunta não durou muito em minha cabeça, pois logo em seguida surgiu outra ainda mais específica e pessoal: como EU aprendo as coisas?
Foi assim que voltei para casa, pensando se eu sabia realmente como é que minha mente aprendia as coisas da escola e da vida em geral; se eu conhecia perfeitamente o melhor método (particular a mim) de aprendizado.
Só que nenhuma conclusão me veio à mente durante esse tempo de reflexão. Afinal, o professor, enquanto bom mestre, seria garantia de um bom aprendizado para qualquer tipo de aluno? Claro que a pergunta soaria no mínimo tola e inoportuna, devido às inúmeras elocubrações da área pedagógica e psicológica sobre o processo de ensino-aprendizagem. Mas o que me corroía nesta tarde, como dito, era o fato de que nós precisamos aprender a COMO aprendemos as coisas desta vida. Ou seja, não basta alguém estudar, cientificamente, a como ensinar da melhor maneira (método). É preciso, também, saber o melhor método de aprendizado por parte do discípulo, o discente. Ainda mais que isso, é preciso haver uma séria meditação 'particular' da parte do discípulo para que a educação (o ensino-aprendizagem) ocorra eficazmente. Foi a esta conclusão preliminar a que cheguei até então.

Se Sócrates, pois, dizia que deveríamos nos conhecer a nós mesmos, era porque havia algo, segundo sua visão filosófica, inerentemente relacionado a, praticamente, toda a questão da existência humana - imbutida nesta ação auto-cognoscitiva. E creio que ele não estava blefando quando assim auferiu de suas reflexões.
Penso que conhecer-nos a nós mesmos significa nos esforçar para aprender e catalogar nossos vícios e virtudes, qualidades e defeitos. E que nisto consiste a sabedoria para bem viver, ou seja, ter Humildade, ou melhor, conhecer-se a si próprio diante do mundo (e também de Deus, claro), e dos homens; pois isto é o melhor meio de se ser Humano.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um livro eu quero escrever
Sobre o quê, não sei ainda
Mas já tenho um palpite:
Vou falar da minha Linda!

(...)
Continua...

A Vida



Deus a Vida nos concedeu
Mas respirar precisamos
Se vivendo ainda queremos continuar

A vida nos concedeu

Mas colher precisamos
Da terra os preciosos frutos
Se de fome padecer não queremos

A vida Ele nos concedeu

Mas se às feridas a cura queremos
E a dor, no silêncio, prender...
Das ervas preparamos o unguento
Para às feridas a cura trazer...

Deus a vida nos concedeu

Mas nossas talhas havemos de encher
Se receber da Morte o beijo não queremos
Então devemos lutar por viver

Deus a vida nos concedeu

Mas nossa parte havemos de fazer
A Dele é boa, é vida, é essência
A nossa é a Ele obedecer!

Em Nosso Reino



Meu amor, como expressar em palavras daquilo que somente a Alma e o Coração compreendem?!
Como discorrer sobre fatos interiormente tão profundos que desafiam ao intelecto mergulhar tão longe nestes abismos mortais da Alma?!
Amor, meu Amor! Como é grande este vale por onde passeiam meus pensamentos de amor por ti...
E como é vasto este prado, onde pernoitam poesias e poemas, cantigas de pueris momentos a dois, aos pés de um imenso carvalho.

Meu amor, aqui, no sublime palácio do meu coração, somos só nós dois, a cavalgar pela gramínea fresca da Primavera.
Nossos sonhos por lá deitam flores e doces aromas.
E na fragrância deste momento onírico, sobrevoam nossos pensamentos somente coisas boas, pois que somos assim, duas crianças nas mãos divinas. Cantando à existência o dom de existir, e aqui habitar.

Sem nós não há eu, não há tu... não havemos de ser!
Somos Um.
Do sete somos a explicação,
Dele somos o símbolo...
E nalgum dia, quando o sol esfriar a Terra, e a Lua deixar de ser inspiração aos poetas apaixonados, só assim te esquecerei!
¹



1 - Nunca! (risos)

Virtude e Caridade (Amor)

"A Virtude é fruto do desprezo de si próprio", já dizia S. Catarina de Sena em uma de suas cartas. Isto é muito interessante para nós, cristãos. Pois a virtude é um Bem preciosíssimo, seu valor é inestimável, e ela não pode faltar (de jeito nenhum) na lista dos Bens almejados pelo ser humano; em específico os seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo; até porque é através dela que o caráter cristão se mostra em sua plena idiossincrasia existencial, isto é, na sua essência natural.
O cristão, assim como o próprio Cristo, é aquele que demonstra piedade, valor, humildade, sapiência (sabedoria), temor (de Deus) e muito mais. Em resumo, diria que o cristão é um ser virtuoso por plenitude - ou ao menos deveri sê-lo, em teoria.
Nós, que adoramos o Verbo Encarnado, devemos buscar imitá-lo ao pé da letra, ou seja, sem deixar de lado nenhuma das virtudes demonstradas por Ele no Evangelho. Precisamos disto para nos mantermos em estado de Graça Santificante, que é o estado no qual podemos desfrutar da presença e Graça do Espírito Santo de Deus. É neste estado que o Senhor não nos nega o que pedimos (se o fazemos para honra e glória de Deus, claro). Por isso, devemos almejar, antes de mais nada, a realização de todas as virtudes em nossas vidas!
Um ser virtuoso é, conforme vimos ainda há pouco com S. Catarina, alguém que se despreza a si próprio. Mas não é por nada que assim o faz. Quem se despreza a si próprio deve assim fazer por um único motivo. Por Amor!
Sim, pois quem ama não se apega em si mesmo, pelo contrário, faz o possível para dar de si ao próximo. E nisto consiste a cristandade. O Amor é "Ágape", e isto quer dizer: entregar-se por Caridade.
Se somente quem ama (caridade) consegue o desprezo total de si próprio, então, somente aquele que ama consegue ser realmente virtuoso. Poderia até inverter, dizendo que só quem exerce a virtude é que ama, pois ninguém faz o Bem sem Amor!
Dizendo tudo isso, podemos pensar na vida intelectual, ou melhor, de estudo. Aquele que se propõe estudar os componentes da existência, este deve, antes de qualquer coisa, aspirar pela virtude. Pois que sem esta é impossível alcançar os benefícios de tal arte. E o maior Bem que o estudo pode possibilitar é a Verdade!
A Verdade é o que nos impulsiona, nós humanos, a viver plenamente felizes. Sem Ela é impossível sermos felizes. A Verdade é o Bem em si próprio, e o Bem é a Verdade. Não há como separá-la disto.
E Deus é a Verdade, o Bem-Último de todas as coisas. Por isso, aquele que estuda, deve manter-se consciente desta Verdade. Pois nosso intelecto pode zapear por áridos desertos antes de reconhecer isto. E seria lamentável encontrar uma mente capengando-ponto-e-vírgula (como o diz um amigão meu) por aí.
Quem estuda deve querer "só" a Verdade. E é por isso que não se estuda por estudar, mas para aprender a Verdade sobre o mundo e sobre o Criador do Mundo.
Sem esta Metodologia de estudo não se pode ser feliz.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

verdadeira 'Verdade'

Lendo a Sagrada Escritura, especificamente no Livro de Hebreus, capítulo 11, vemos uma explicação tremenda e divina sobre o que é a verdadeira Fé. Desta concluímos que fé não tem nada a ver com sentimentalismo, com fortes emoções, com experiências místicas paranormais e etc. Pois Fé, conforme o Apóstolo, é uma "certeza" de coisas que ainda estão por vir; é a firmeza do Espírito naquilo que ainda não se realizou. Por isso, ainda segundo o hagiófrafo, pela Fé (1ª virtude teologal) foi que o povo de Deus caminhou. E a história deste povo é testemunho daquilo que se acaba de afirmar, em tal Capítulo Bíblico.
É justamente por essa razão, isto é, através da correta concepção do que é a Fé para Deus, que devemos aprender a caminhar, nos dias modernos, mais atentos à Palavra divina.
O mundo moderno conseguiu, como qualquer curioso aos fatos pode perceber, a proeza de elaborar as mais bizarras concepções sobre o que é a Verdade, Deus, Beleza, Filosofia, Ciência, a Existência e etc... e por isso é ultra necessário aprender (e ensinar) a "verdadeira" Verdade!
Soa estranho, mas é assim mesmo. A verdadeira Verdade é algo perdido nos tempos atuais. Pois se cada um possui a sua "própria" verdade... como ficamos então sobre o que Ela realmente seja?!
Assim, precisamos buscar na Palavra, na Tradição e no Magistério (conforme o próprio Deus-Humanando nos legou) a Verdade nua e crua! Do contrário, não há Verdade, mas "verdades" com "v" minúsculo mesmo. E quem é que quer estas?
Um exemplo que aprendi muito elucidativo sobre a existência da verdadeira Verdade é o de que ninguém, em seu pleno estado de saúde física e mental, gostaria de ser enganado. E, como sabemos, ser enganado é ouvir uma mentira! Ou estou enganado?
Outro exemplo é o de que ninguém falsifica uma coisa que não existe originalmente, ou seja, algo original, autêntico, genuíno!
Se há algo falso, é porque há algo verdadeiro! Não?
Ora, se há diversas religiões falsas, é porque há uma Verdadeira! E é claro, todas as demais religiões, a começar pelas seitas cristãs a partir, especificamente, do séc. XVI, são falsas porquanto imitam a Verdadeira, a Católica Apostólica Romana, a Primeira Cristã do Universo... a primeira a estabelecer o Cânon Bíblico, ou seja, os Livros Inspirados pelo Espírito Santo de Deus. Negar isto é uma blasfêmia contra a própria inteligência dos fatos e da mente humana, imagem e semelhança de Deus no Cosmos.
Mas voltando ao tema da Fé, necessitamos dela para agradar a Deus, conforme o mesmo capítulo (XI) nos ressalta. Infelizmente, porém, a mairia das pessoas não tem fé verdadeira. Tem sentimentos sobre a fé. Tem opiniões sobre a mesma. Tem conceitos subjetivamente formulados, por meio de experiências imperfeitas, imaturas. E, assim, concebe-se que fé seja uma força de vontade fora do comum, capaz de gerar fenômenos "mágicos" na vida de uma pessoa. E por aí vai.
Se precisamos de Fé para agradar a Deus, é porque Ele estabeleceu algo que, só pela Fé, é possível alcançar dEle com satisfação e aprovação divinas!
Por isso que Ele pediu a Abraão que Lhe desse o filho em holocausto, a fim de provar-lhe a Fé. Ora, a Abraão Deus havia prometido uma descendência numerosa por meio do próprio filho, Isaac, a quem Ele havia pedido como sacrifício de provação!
Entendem? Aqui há o mistério insondável de Deus. Seus desígnios são misteriosos e imperscrutáveis a qualquer ser humano, por mais douto que seja. Mas podemos inferir alguma coisa, se nos esforçarmos um pouquinho.
Neste exemplo de Fé, Deus pede a Abraão algo que Ele havia concedido miraculosamente (Sara concebe e dá à luz na velhice, mesmo já estéril). E Abraão, crendo incondicionalmente em Deus, aceita entregar este mesmo filho do milagre divino, pois que "cria" firmemente naquilo que Deus faria. Ou seja, Abraão acreditava piamente que Deus tinha o poder de ressuscitar os mortos, e por isso não questionou nada - esta é a própria explicação teológica do hagiógrafo.
Como vemos, é pela Fé que as coisas de Deus acontecem no mundo aos Seus filhos. E, como a própria Palavra nos alerta, "qual pai que, amando, não educa seu filho?"
Irmãos, vivamos a Fé, seja na saúde, na doença, na alegria ou na tristeza. Pois sem Fé NÃO SE AGRADA A DEUS!¹
Nem eu nem você [e nem ninguém] temos potência intelectual para abarcar o Universo Cósmico da existência. É por isso que a Bíblia é sacrossanta, sapientíssima, Palavra de Deus na Terra! Pois, conforme ela, ninguém compreende a existência "só" pela razão, isto é, pelo conhecimento dos fatos e pela intuição e dedução intelectual dos fenômenos. Crer de tal forma se traduziria numa gnose barata!
Irmãos, é pela Fé que seremos escolhidos. Mas não nos esqueçamos das obras de caridade, hein!



1PS: de JEITO NENHUM!!!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Hermenêutica vesga do [pseudo] pastor Abraão Ribeiro



Hoje um amigo me mostrou (no Youtube) alguns vídeos de um (pseudo) pastor protestante que objetiva, já adianto, catastroficamente, elucidar quem e o que é a nossa Igreja Católica Apostólica Romana!
Vejam o disparate! Um sujeito que se auto denomina "pastor" bancando o historiador da Verdade sobre a Igreja de Roma. É de se matar de rir (ou chorar, para os mais melancólicos).
Bom, começando pelas baboseiras teológicas do sujeito, já não se tem nem vontade de continuar o vídeo, dado o altíssimo teor de falta de estudo e precisão histórica. Tampouco nos sentimos satisfeitos sequer com a hermenêutica do "analfabeto" em Bíblia. O homem tem a coragem de afirmar que a Bíblia só tem 2.000 anos (dá pra crer?!). Tem ainda a audácia de dizer que Pedro não era importante em relação aos demais apóstolos; e continua menosprezando a Santíssima Virgem, descendo-a do lugar de honra que Nosso Senhor a colocou, para demonstrar somente ódio e desprezo pela "Mãe do Meu Senhor"(Lc).
Enfim, só queria dizer aqui que não acho mais graça em discutir questões de lógica e fato com protestantes, uma porque eles não aceitam a lógica, e sim a Fé cega e sem ciência - coisa oposta aos católicos honestos e sinceros, que aceitam ambas, ciência e fé.
Em segundo, QUEM É QUE NEGA A IMPORTÂNCIA DE UMA MULHER QUE DEU À LUZ O HOMEM-DEUS????
Será o Benedito (ou o Zézão) que ninguém (prostestante) percebe que Ela é a Mãe de Deus aqui na Terra, e POR ISSO ("simplesmente", diga-se ironicamente), NÃO PODE PERMANECER MORTA SOB O SOLO, A APODRECER COMO QUALQUER UM DE NÓS!!!
Qualquer um que afirmar que Maria está morta, como qualquer mortal, está cometendo, EVIDENTEMENTE, um pecado contra o Espírito Santo - visto que a Mãe de Jesus não pode ser abandonada como "descartável" após a missão inicial que a ela foi confiada. Se nem mesmo o jumentozinho poderia ter sido montado "antes", quanto mais o Ventre santo de Maria. Afff... chega!!!
Quem quiser saber da verdade, saberá a medida que estudar com coração sincero e sedento da Verdade!
Do contrário, ficar-se-á na mesma "ladainha" protestante de sempre: Maria isso, culto aos santos aquilo... "Culto ao mortos" isso... Imagens aquilo...
Será que eles sabem mesmo ler a Bíblia???
Duvido e aposto que NÃOOO!!!!


PS: a qualquer protestante que quiser, fica o convite de discutir e debater, não comigo, mas contra o catecismo, documentos, Bíblia e Magistério da Igreja (por meio de minha pobre pessoa).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Idiossincrasias - de mim

Já abordei aqui algo parecido com o que agora vou comentar. O assunto é sobre nossas idiossincrasias. É isso mesmo que você leu. Pois idiossincrasia é uma palavra que, apesar de esdrúxula, significa "modo de ser", isto é, "comportamento natural de um indivíduo ou qualquer coisa perante um estímulo".
Mas não falo aqui sobre a idiossincrasia como um todo, de modo abrangente, abstrato e impessoal; falo de mim. E isto quer dizer que estou como que fazendo minha própria leitura e interpretação existencial.
E se cada um de nós pode ser contemplado como personagem do elenco de Deus, na grande peça da existência humana, pretendo assim interpretar os papéis que venho cumprindo em cena desde os pontos que cá me interessar ressaltar.
Muito bem, comecemos pelas aspirações gerais. Todo ser humano é movido pela Vontade, já o dizia Schopenhauer em algum de seus livros. Concordando com ele, digo que também o sou em todos os aspectos. E talvez o seja até mais do que imaginou o filósofo alemão.
Todos nós fazemos o que fazemos por uma vontade ou por outra. E isto significa que, sem vontade, não fazemos (salvo se obrigados por alguma autoridade ou necessidade mesmo) absolutamente nada!
Depressão é o nome de uma doença consideravelmente moderna na sociedade. É geralmente atribuído a ela, como característica patológica, uma profunda dose de desmotivação no paciente, isto é, falta de Vontade! Sendo assim, tal fato clínico só comprova que o ser humano PRECISA de vontade para sobreviver, em todos os aspectos da existência.
Minhas aspirações básicas, voltando à vaca fria¹, se baseiam na Vontade de profundidade e organicidade. Quero dizer que preciso viver profundamente cada movimento da vida. Se não for para haver entrega TOTAL, para mim, não serve! É por isso que é fácil decifrar se estou animado ou não por algo - basta ver-se o grau de motivação e empolgação com que executo determinada atividade, e assim saber-se-á a verdade.
Desde que me entendo por gente, i.e., desde minha mais tenra infância, noto que sempre fui atraído pela Beleza das coisas. Talvez por isso a Arte tenha papel tão fundamental em minha vida. Não há como separar-me da Arte, principalmente visual e musical.
Desde muito cedo, na Escola primária, já demonstrava grande apreço pelas cores, e mexia assaz com macinha de modelar. Sempre fui apaixonado pela Arte em si.
Depois da adolescência, comecei a me interessar pelas garotas, e meu interesse principal se baseou naquilo que os Contos de Fadas me instituíram como baliza para medir o objeto de minha busca. Assim, as garotas que se enquadrassem naquele perfil que sempre tive dentro de mim, geralmente despertavam meu coração em poesias e canções (nas que eu compunha ou simplesmente ouvia in memoriam).

Poderia abranger todas as partes artísticas que me comovem aqui, mas pretendo ser breve. Então, posso dizer que tudo que é relacionado à Beleza (e vejo as Virtudes Cardeais como BELEZA exultante, e mais ainda as Teologais - Fé, Esperança e Caridade!) me atrai e encanta.
Sou um homem "sensível" no que diz respeito à Arte e à Psicologia das pessoas. Talvez por isso me seja deveras fácil interagir com elas. Pode ser, portanto, que esta característica idiossincrásica me custe caro no namoro, por eu ser "dado" em certas ocasiões, o que geraria "ciúmes" em minha parceira por conta disso.
Mas acredito que tudo tem solução em Deus, e podemos superar vícios e problemas com Fé e Esperança (paciência é filha da Esperança!).

Já que estamos falando sobre aspectos sentimentais, gostaria de deixar claro que quem é muito sentimental para as coisas Belas, também o é para momentos de estresse. E quem é muito sentimental geralmente é muito temperamental também. Isto significa que nos comovemos com o Bem e o Mal proporcionalmente.
Não seria legal me pegar de mau humor e pedir algo que exigiria docilidade - obs: seria a pior coisa!
Sou muito carrancudo para certos tipos de coisas. E jamais gostaria que tais acontecessem. Mas não somos perfeitos, e não há como evitar coisas que não dependem de nós para acontecer ou não.
Se tudo dependesse de mim, seria só paz, amor e esperança. Mas as pessoas variam entre boas, más, invejosas, virtuosas ou viciosas. Então, só tenho a rezar a Deus para que me prepare para TUDO.

Minhas aspirações seguem rumo ao melhor emprego (para mim). Com tantas inclinações artísticas, fica-me dificultoso optar por caminhos restritos. Não sou do específico. Sou do abrangente. Sou de abraçar o Mundo! E isto me custa caro às vezes. Devo aprender a me policiar com esse meu aspecto idiossincrásico.
No mais, sou assim, um meio poeta, meio escritor, meio filósofo, meio psicólogo, meio jogador de tênis de mesa, meio palhaço, meio monge, meio lutador de artes marciais, meio desenhista, meio músico, meio cantor, meio tudo.

(continua... algum dia... - risos)





1 - expressão que quer dizer "voltando ao assunto".

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Prontos para a Guerra Cósmica

De uma coisa estava incerto
Se era certo o que ocorria
Coincidência ou providência...
Mas quem é que saberia?!

Tão depressa acontecera
E de amor nos declaramos
Ao contrário do que o mundo
Diz que tem que ser, se amamos!



E assim nos conhecemos, duas crianças sedentas da Verdade. Ansiosas pela Voz de Deus em suas humildes vidas. Perdidas em meio a um mundo obscuramente maligno.
Duas crianças de Deus que, enfim, se encontraram - ou foram unidas - para uma nova missão.
Desde há muito estavam designadas para cumprir um mandato das Alturas. Mal sabiam como seria difícil. Mas lá estavam, aos pés do Altar, rezando a pedir por redenção. E um sufrágio à Alma.
Eis que agora, unidos em Amor, recebem a Espada e o Escudo do Céu, prontos para a Batalha Celeste!
Qual Anjos recém nascidos, estão para a grande Guerra Cósmica!

DE VOLTA A BORDO!


Por muitos dias este recinto virtual estivera estagnado. Por meses não virou a página. Por meses continuou na inércia. Motivos? Vários. A começar pela humanidade de quem aqui escreve. Como todo ser humano, sou mortal e cheio de falhas. Na verdade devo ter algumas a mais que os demais. Mas o que importa é que estive preso em outros afazeres que impediram a produção espontânea de O Canto do Vento. Agora, no entanto, pretendo retornar com as poetizadas, cronicadas, romantizadas etc...
A verdade é que preciso tornar este espaço um verdadeiro Diário de Bordo para as futuras empreitadas acadêmicas, profissionais etc.

Começo então por dizer que este é um ano, já de início, meio polêmico. Teve até um filme sobre ele ("2012"). E o calendário Maia não prevê mais nada após o mesmo. O que significa tudo isso? Não sei ao certo. Suponho que, somando-se as culturas, religiões, e vidências, pode até ser que tenha algo a ver. No mais, não passará de mais um ano como qualquer outro - salvo pelo crescimento populacional, buraco da camada de ozônio, efeito estufa e etc.
Este será um ano novo para mim, no sentido profissional, em específico. Começo AGORA a minha carreira como Professor de verdade (chega de estágios). E também parece que minha vida tomará rumos bem mais diversos que de costume até então.
O que acontece é que passei por mudanças em aspectos tão gerais que comentar aqui seria dar vazão para um diário colossalmente cansativo de se ler. Então, por praticidade, digo apenas que espero deste ano somente paz, amor e esperança. E que meu namoro frutifique, e que meu trabalho ganhe espaço no mercado, e que a saúde prevalesça em nossas vidas!
Feliz 2012 a todos!

O Canto do Vento está de volta!

PS: viu, amor, estou aqui, tá?!