segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Debatendo Contra Ateus na Internet

Para uma pessoa que conheceu, ainda que imperfeitamente, a Verdade sobre Deus, é mui divertido contemplar os argumentos malucos desses ateus de Internet. Há uns dias atrás estive assistindo a vídeos no Youtube e me deparei, num deles, com um de certo carinha (por enquanto ainda desconheço o nome) que se diz sinceramente ateu; cabelinho comprido, cavanhaquezinho à lá John Petrucci (guitarrista do Dream Theater) e tudo mais.
Bom, o que ouvi dele foram argumentos do tipo: se Deus existe, por que então há o mal? Ou temas que atacam o conceito cristão de "Livre-Arbítrio".
Pegando, por exemplo, este último tema questionado pelo Petrucci cover, fiquei boquiaberto com o caráter infantil, rebelde e tosco dos argumentos dele, e, pior, atônito em como tanta bobagem podia estar contida em um vídeo de poucos minutos!
Fiquei intrigado, fustigado e extasiado pela oportunidade de conversar com ele a fim de compreender os motivos que levaram-no a tamanha besteira de ideia ateística.
Enfim, até agora meu e-mail recebeu mensagens-resposta aos posts que enviei para o vídeo no canal, mas nenhum com calor apologético suficiente para discutirmos a sério.

Em primeiro lugar, para quem ainda faz a questão "se Deus existe, então por que tanta gente morre tragicamente, às vezes pelas mãos de pessoas malígnas, ou por situações constrangedoramente injustas?" fica uma questão anterior, posta por nós, cristãos: "por que vocês, que questionam a Deus sobre temas universais, amplos, complexos, imperscrutáveis (em seu todo) não param de debater com o Criador e buscam compreenderem-se a si mesmos por PRIMEIRO?
Ou melhor, antes de pôr Deus em disputa, por que não vão fazer exame de consciência para saber se realmente estão em condições de questionar alguma coisa!

O sujeito, de repente, se acha na posição de juiz de Deus, páreo para julgar as coisas qual Adão pondo nomes aos animais a mando do Criador. Mas enfim, é uma soberba sem tamanho. E o pior é haver muitos seguidores de tamanha bobagem. Achando-se no seguimento de um profeta da Verdade. Sequer imaginam (esses partilhantes de tais ideias ateísticas) o tamanho do buraco que há no barco em que se encontram navegando. Bom... fica aí a minha leitura sobre tal absurdidade.


O LIVRE ARBÍTRIO

Tantos santos e santas de nossa Madre Igreja já comentaram com perspicácia teológico-filosófica dos conceitos e apreensões sobre o Livre-Arbítrio, mas nenhum ateu parece atento o suficiente para compreender esta riqueza dos tempos. Suponhemos então que todos eles estejam "cegados" por alguma coisa que, no mínimo, não é boa.
A liberdade de que dispõe o homem nada mais é que uma possibilidade de escolha entre algumas opções "limitadas". O que isto quer dizer? Significa que o Livre-Arbítrio só pode ocorrer dentro de opções limitadas da existência. Por exemplo, se eu sou livre para comer de tudo, assim procedo, comendo de tudo o que ao meu redor e dispor tiver. Mas não sou livre para comer daquilo que, sendo nocivo ao [meu] organismo, possa resultar em mal estar ou morte em seguida. Outro exemplo, se sou livre para andar nu em qualquer lugar, o mesmo não posso dizer de meu organismo, caso esfrie demais e meu corpo peça aconchego e calor. Ou seja, posso escolher com a mente, mas não posso arcar com as consequências, não posso mudar nenhuma consequência.
Consequência! eis o que o nosso amiguinho ateu coloca para buscar elucidar para nós, cristãos, a questão. Diz ele que confundimos punição divina com consequência natural. Ou seja, segundo ele, nós utilizamos explicações convenientes para nos safarmos dos ataques [pseudo]lógicos dos ateus, ratos de Internet, dizendo, ora que um acidente não foi Deus quem deixou acontecer, mas sim foi consequência do motorista ter bebido demais, ora que, quando um paralítico se cura num hospital foi Deus quem ajudou.
Seguindo o [tortuoso]viés crítico-analítico do nosso Petrucci cover, acabaríamos, sim, crendo que Deus não existe! Mas, Oh! Razão das razões! Oh! Verdade divina, Cristo Jesus!... temos a Deus por Pai, Maria Santíssima por Mãe, e, assim, sabemos quão falaciosos são tais argumentos ateísticos! Quão mesquinhos de humildade! Quão presunçosos!
O Petrucci cover acabou se julgando "auto-modelo", critério-próprio, linha própria-metodológica de análise crítica dos conceitos de liberdade e de Deus, e TUDO numa tacada só. Incrível, não!
Ele acaba confundindo, pior do que aquilo de que nos acusava, a "punição" divina, descrita nas Sagradas Escrituras, com as consequências óbvias de qualquer ação humana. Ou seja, ele acha que as consequências como tais, são diferentes das "punições" divinas frente aos nossos pecados.
Será que não ocorre ao "dizinfiliz" a lógica da coisa em si?
Continuo depois...

...

In corde Iesu et Mariae semper!

Nenhum comentário: