terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Poesia - Rainha da Guerra


Recentemente, ao frequentar um Blog dum católico também crítico e bem informado da crise da Igreja no Mundo Moderno, encontrei com alegria uma poesia da esposa do finado e queridíssimo professor Orlando Fedeli, o qual defendeu com a própria vida o cristianismo e o catolicismo simultaneamente. Reproduzo a poesia com júbilo e assinando em baixo, viva Maria Santíssima, Nossa Senhora de todas as graças: Jesus Cristo!

RONDÓ DA GUERRA

Minha Mãe, não me deis paz,
Não me deis paz nesta terra.
Neste mundo que vos faz
Constante e terrível guerra,
Dai-me a guerra e não a paz.

Dai-me sempre o gesto audaz
E a palavra que aterra
Pela verdade que traz.
Dai-me coragem na guerra
E não me deis jamais paz.

A mentira que compraz
E que desculpa quem erra,
O golpe que volta atrás
E que teme entrar na guerra,
Não me deis nunca tal paz.

Nem o repouso fugaz
Que todo recuo encerra
Essa mansidão falaz
Não me deis, mas dai-me a guerra,
Porque me mata essa paz.

Oh Vós, Rainha da Guerra,
Que só na liça dais paz
A paz que não é da terra –
Não me deis morte na paz,
Mas dai-me a vida na guerra.

E Vós, Príncipe da Paz,
Que viestes trazer a guerra
Que toda verdade traz,
Dai-me a vitória na guerra
E, na luta, a vossa paz.