segunda-feira, 13 de maio de 2013


Para se obter algo é preciso das algo em troca

Por trás da constituição ontológica deste mundo parece haver uma espécie de lei imutável, sendo seu princípio, aproximadamente, o de que para se obter algo é preciso sacrificar algo. Mas não falo apenas das coisas que envolvem o ser humano. Quero dizer também a respeito de TUDO o que existe neste mundo. Desde as formas microscópicas de vida até à colossal grandeza cósmica do Universo, suas galáxias e seus astros.

Vejamos alguns exemplos gerais. Se disponho duma folha de papel em branco e preciso anotar nela algumas informações importantes, logo terei de sacrificá-la [sua brancura] se quiser alcançar o meu objetivo informacional. Mas antes de pensar no sacrifício da "brancura" [pela tinta no papel], talvez fosse mais profundo retrocedermos às árvores que antes foram sacrificadas para a obtenção da folha de papel, e assim por diante. 
Ora, isto não foi um sacrifício em prol de algo?

Outro exemplo. Se possuo um corpo mais gordo ou magro que o recomendável para minha estatura, acaso não terei de sacrificar tempo, gostos alimentares e, sobretudo, dinheiro para obtenção da "forma" adequada a mim? 
Ou seja, minha perfeita forma física estará, de acordo com este raciocínio, subordinada ao nível de sacrifício com que me dispuser a buscá-la; assim, sacrificando meu tempo, "guloseimas" e dinheiro, obterei melhor forma física e saúde. Sacrificando árvores e a brancura das folhas, obterei 'N' tipos de informação impressa - é claro que o papel não precisa ser a única forma de sacrifício para fixarmos informações verbais ou imagéticas na matéria.

Estenda este raciocínio para quaisquer instâncias da vida, e verás que se aplica com profundo valor analógico!